Asma
18 AGO 2015
Pessoa segurando bomba de asma

Doença inflamatória crônica, caracterizada por hiper-responsividade das vias aéreas inferiores e por limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento. É uma condição multifatorial determinada pela interação de fatores genéticos e ambientais. Na patogenia da asma, está envolvida uma variedade de células e mediadores inflamatórios que atuam sobre a via aérea e levam ao desenvolvimento e manutenção dos sintomas.

FATORES DE RISCO

Os fatores de risco podem ser divididos em ambientais e próprios do paciente, como é o caso dos aspectos genéticos, obesidade e sexo masculino (durante a infância). Os fatores ambientais são representados pela exposição à poeira domiciliar e ocupacional, baratas, infecções virais (especialmente vírus sincicial respiratório e rinovírus).

O diagnóstico da asma é eminentemente clínico e, sempre que possível, a prova de função pulmonar deve ser realizada, para a confirmação diagnóstica e para a classificação da gravidade. Os principais sintomas são: sibilância, dispneia, desconforto torácico e tosse.

Principalmente se: Pioram à noite e no início da manhã
Em resposta a exercícios, exposição a alérgenos, poluição ambiental e ar frio
Desencadeados por AAS ou betabloqueadores Melhoram com broncodilatadores ou corticoides sistêmicos
História familiar de asma ou atopia Sibilância difusa, audível na ausculta torácica
História de tabagismo moderado a intenso (> 20 anos-maço)
Diagnóstico diferencial com cardiopatia, DPOC, bronquiolite e DRGE
Espirometria ou PFE normais quando sintomático e ausência de resposta a BD

DIAGNÓSTICO FUNCIONAL

Entre os principais exames complementares, estão a espirometria e a medida do pico do fluxo expiratório.

CLASSIFICAÇÃO DA GRAVIDADE

A classificação da gravidade da asma é importante para as condutas clínicas no manejo dos pacientes. Pode ser classificada quanto à gravidade em intermitente e persistente e essa última em leve, moderada e grave. A avaliação da gravidade da asma deve ser feita na intercrise pela análise da frequência e intensidade dos sintomas, frequência do uso do broncodilatador e/ou pela função pulmonar e esta pode variar ao longo do ano, ou no início e após o tratamento ou revisão sistemática (RS) de ECR com desfechos clínicos.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO

Os objetivos do tratamento da asma são:

Controlar os sintomas
Prevenir limitação crônica ao fluxo aéreo
Permitir atividades normais (trabalho, escola e lazer)
Manter a melhor função pulmonar possível
Evitar crises, idas a serviços de emergências e hospitalizações
Reduzir a necessidade do uso de bronco dilatador para alívio
Minimizar efeitos adversos dos medicamentos
Melhorar a qualidade de vida
Reduzir o risco de morte

PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO

O tratamento da asma é baseado em três tipos de abordagens: ação educativa, cuidados ambientais e tratamento farmacológico.

A educação para o autocuidado e autonomia do paciente é um dos pilares do tratamento da asma. Deve estar direcionada aos usuários e aos seus cuidadores, objetivando o controle da doença e melhoria da adesão ao tratamento.

Entre os diversos temas a serem trabalhados, sugerem-se: conhecimento sobre a doença, sobre o tratamento (diferença entre tratamento de alívio e de manutenção; potenciais efeitos colaterais; uso de dispositivos inalatórios) e desenvolvimento de habilidades para o autocuidado (prevenção dos sintomas e crises; sinais que sugerem piora da asma; controle e monitoramento da asma; como e quando procurar auxílio médico), aspectos psicossociais da doença, prática de atividade física, melhoria na qualidade de vida.

Não há evidências científicas robustas para embasar recomendações generalizadas para controle do ambiente domiciliar no paciente com asma. Nenhuma medida simples é eficaz em reduzir a exposição a alérgenos do ácaro I . Nem medidas físicas nem os métodos químicos testados para o controle da exposição ao ácaro são eficazes no controle clínico da asma. Todavia, o ácaro presente na poeira domiciliar está associado à sensibilização e desenvolvimento da asma e intervenções múltiplas conjuntas para limpeza domiciliar.

A exposição ao tabaco tanto pré-natal quanto pós-natal está associada com efeitos pulmonares nocivos, como desenvolvimento de sibilância na infância.

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

O tratamento farmacológico não reduz a necessidade de ações educativas para diminuir a exposição a fatores agravantes/desencadeantes e para o controle da doença, especialmente a exposição ao tabagismo, ativo ou passivo. Essas ações devem ser realizadas em todos os casos de asma. Os pacientes devem entender a diferença entre tratamento de manutenção e o tratamento das exacerbações. É importante ressaltar que a introdução precoce dos medicamentos anti-inflamatórios reduz a frequência de asma aguda e pode resultar em melhor preservação da função pulmonar em longo prazo, além de prevenir o remodelamento das vias aéreas.

As medicações para asma podem ser classificadas em duas categorias, a saber, aquelas para controle e prevenção das exacerbações e outras manifestações da doença (dispneia e tosse aos esforços físicos, despertares e tosse noturnos) e aquelas para alívio das exacerbações. As vias de administração podem ser oral, inalatória ou parenteral. Deve-se sempre dar preferência à via inalatória devido à menor absorção sistêmica, maior eficácia e menor taxa de efeitos colaterais.

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