Mais comum em mulheres, esclerose múltipla tem tratamento

30 MAI 2017
Mais comum em mulheres, esclerose múltipla tem tratamento

Dores atrás do globo ocular, visão dupla e perda da sensibilidade em apenas um dos lados do corpo podem ser sinais de esclerose múltipla. Apesar dos sintomas serem, geralmente, sutis e desaparecerem em poucos dias, é importante ficarmos atentos, pois o quanto antes procurarmos ajuda médica, melhores serão as condições de tratamento dessa doença.

Segundo estimativas do Ministério da Saúde, aproximadamente 30 mil brasileiros vivem com esclerose múltipla. Para cada caso da doença entre os homens, existem dois entre as mulheres. "Acredita-se que essa diferença tenha a ver com o perfil hormonal feminino, que se mostra mais suscetível ao desenvolvimento de doenças autoimunes", diz o dr. Tarso Adoni, neurologista no Hospital Sírio-Libanês.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, pois consiste num ataque das células de defesa do organismo (sistema imunológico) contra o sistema nervoso central, provocando distúrbios na comunicação entre o cérebro e o corpo. Por isso, nos casos mais avançados, ela provoca dificuldades na movimentação corporal e na fala.

Essa doença se manifesta apenas em pessoas que tenham predisposição genética para o problema. Apesar de esses erros genéticos ainda não serem exatamente conhecidos, sabe-se que os seguintes fatores podem ativar a doença:

Infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) - Tipo de vírus da família do herpes, muito comum em humanos e transmitido por saliva e secreções vaginais.

- Deficiência de vitamina D - Principal fonte é o sol.

- Ingestão excessiva de sódio (sal) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo máximo diário de 5 g de sal por dia, o equivalente a uma colher de chá.

- Tabagismo.

- Obesidade.

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