Nova droga para colesterol alto diminui o risco de infarto e AVC

Em estudo recém-publicado, a probabilidade de sofrer complicações cardíacas decorrentes do excesso de LDL caiu em 20%

24 ABR 2017
Nova droga para colesterol alto diminui o risco de infarto e AVC

Aprovado desde o mês de abril do ano passado, o remédio evolocumabe, do laboratório Amgen, figura como uma das maiores novidades da medicina dos últimos tempos. Também pudera: as pesquisas mostraram uma redução de até 60% no valor do LDL, o colesterol ruim, após o início do tratamento. Tanto é que ele já entra como uma opção terapêutica para os casos em que a estatina, o medicamento mais utilizado para diminuir a quantidade de gordura da circulação, não funciona direito ou para os pacientes com hipercolesterolemia familiar, desordem de origem genética em que a quantidade dessas partículas no sangue atinge níveis assustadores.


Apesar de dados tão impressionantes, ainda não existiam trabalhos capazes de demonstrar que, ao derrubar as taxas de colesterol, o evolocumabe também afastaria infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros desfechos cardiovasculares. Mas a dúvida foi solucionada: durante o Congresso do Colégio Americano de Cardiologia, que aconteceu no último final de semana, cientistas apresentaram dados do estudo Fourier, que reuniu mais de 27 mil pacientes (693 deles brasileiros) de 49 países diferentes.


Durante um período de 26 meses, metade do grupo tomou injeções mensais do novo remédio, enquanto a outra parcela recebeu doses de placebo, ou seja, picadas na pele sem nenhum efeito terapêutico evidente. Importante mencionar que todos receberam comprimidos diários da tal estatina. Após esse período, os dados mostraram uma queda média de 20% em eventos cardiovasculares na turma que recebeu o evolocumabe, em comparação com a outra turma. O risco de infarto caiu 27% e o de AVC foi reduzido em 21%. Os resultados foram publicados no prestigiado periódico científico The New England Journal of Medicine.

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