Reumatismo pode atingir pessoas de todas as idades

02 DEZ 2016
Reumatismo pode atingir pessoas de todas as idades

De acordo com a OMS são mais de 15 milhões de indivíduos acometidos pela doença, porém engana-se quem pensa que o problema só atinge os idosos.

Dor ao esticar o braço sobre a cabeça ou ao elevar os ombros até tocar o pescoço, pode ser um alerta para o surgimento de doença reumática. O conceito de reumatismo é abrangente, trata-se de um grupo de enfermidades que afetam as articulações, músculos e esqueleto. O próximo domingo, 30 de outubro, é o Dia Nacional da Luta Contra o Reumatismo, data importante para alertar a população para o diagnóstico precoce e seu tratamento. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) são mais de 15 milhões de pessoas acometidas por doenças reumáticas, mas engana-se quem pensa que só acomete pessoas idosas, elas podem atingir também jovens e crianças.

"As idades de acometimento são variadas, há doenças que se iniciam na infância com a Artrite Reumatoide juvenil, o Lúpus, vasculites como a doença de Kawasaki, que afetam tanto crianças em idade escolar quanto adolescentes. As demais doenças como o Lúpus, a Artrite Reumatoide, Espondilite Anquilosante afetam ampla faixa de idades, de jovens até a meia idade", explicou o Dr. Guilherme Laranja Gomes, reumatologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. "Doenças como a Osteoartrite, algumas miopatias e vasculites podem ser mais encontradas em pessoas mais idosas. Entretanto, é importante ressaltar que não há idade específica para cada doença", complementou.

De acordo com o Dr. Cristiano Zerbini, coordenador do Núcleo Avançado de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, um outro tipo de reumatismo chamado gota é mais frequente em homens, e pode se apresentar como uma dor muito forte e repentina, geralmente no pé ou no joelho. "A gota está relacionada ao aumento do ácido úrico no sangue e sua deposição nas articulações", disse.

As doenças reumatológicas podem ter longa duração, podendo causar dor e dificuldade para as atividades diárias. "Muitos pacientes podem sentir ansiedade e depressão relacionadas à demora na melhora dos sintomas, assim como a dificuldade para trabalhar em casa ou no serviço, de se divertir com familiares ou amigos e também à dificuldade ou falta de vontade de ter relações sexuais", pontuou Zerbini, que ainda acrescentou: "Uma conversa longa e sincera com o médico pode diminuir várias dúvidas e melhorar os conhecimentos sobre a evolução da doença e o que se espera no futuro".

Segundo o médico, o paciente nunca deve se sentir temeroso em fazer questionamentos, mesmo que sejam problemas de natureza íntima. Conversar sobre seus problemas e possíveis causas de ansiedade pode aliviar a tensão e trazer novo ânimo para a realização do tratamento.

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