Dicas de Saúde

As 6 Dicas de Como Combater a Ansiedade

25 NOV 2016
As 6 Dicas de Como Combater a Ansiedade

As 6 Dicas de como combater a ansiedade são alguns passos simples que fazem uma grande diferença. Além disso, O termo "Ansiedade" tem várias definições nos dicionários não técnicos: aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo, entre outros.

Levando-se em conta o aspecto técnico, devemos entender ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia, ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade, e que tornar-se patológico, isto é, prejudicial ao nosso funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal).

A ansiedade estimula o indivíduo a entrar em ação, porém, em excesso, faz exatamente o contrário, impedindo reações.

Causas da Ansiedade: Os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida. A pessoa pode se sentir ansiosa a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente ou pode ter ansiedade apenas às vezes, mas tão intensamente que se sentirá imobilizada.

A sensação de ansiedade pode ser tão desconfortável que, para evitá-la, as pessoas deixam de fazer coisas simples (como usar o elevador) por causa do desconforto que sentem. Então, Abaixo confira As 6 Dicas de Como Combater a Ansiedade.

1. Alimente-se de três em três horas é uma das principais formas de combate a ansiedade.

2. Faça as refeições sem pressa e em locais adequados. Não use celular ou computador e nem assista à televisão.

3. Exercícios físicos auxiliam não apenas na hora de manter a boa forma, como também descarregam a tensão e liberam substâncias relaxantes no organismo.

4. Procure a ajuda em um psicólogo para superar os problemas pessoais que podem resultar na compulsão alimentar.

5. Meditação e ioga ajudam a relaxar e, consequentemente, diminuem a vontade compulsiva por comida.

6. Consuma alimentos que atuam contra a ansiedade, como laranja, camomila, espinafre, semente de girassol, frango e atum.

Ir de bicicleta para o trabalho pode reduzir risco de doença cardíaca

05 DEZ 2016
Ir de bicicleta para o trabalho pode reduzir risco de doença cardíaca

Ciclismo para o trabalho é uma estratégia importante para a prevenção de fatores de risco cardiovascular que poderia levar a doença cardíaca. Essa é a conclusão de dois estudos independentes publicados simultaneamente na revista da American Circulation Association e no Journal of American Heart Association.

O deslocamento ativo - por meio de caminhadas ou ciclismo para o trabalho e para outros fins, como compras de alimentos e transporte de crianças - é uma forma de exercício que pode ser parte da vida cotidiana.

Para muitos, caminhar e andar de bicicleta não só contribui para os níveis diários de atividade física que melhoram a saúde, mas também fornecem alternativas de custo e tempo-efetivas para viagens de ônibus ou de transportes públicos - ao mesmo tempo em que reduzem o congestionamento de trânsito e a poluição atmosférica e sonora.

Embora o deslocamento ativo tenha sido previamente ligado a um menor risco de doença cardíaca e morte prematura, poucos estudos avaliaram especificamente os benefícios para a saúde cardiovascular do deslocamento em bicicleta - ou investigaram o impacto da mudança dos modos de transporte para o trabalho.

O objetivo do estudo Circulation foi examinar a associação entre ciclismo, mudanças nos hábitos de ciclismo e risco de doença coronariana em homens e mulheres dinamarqueses.

Os resultados mostraram que os 45.000 adultos dinamarqueses com idades compreendidas entre os 50 e 65 anos que regularmente pedalaram para trabalhar ou para lazer tiveram entre 11-18% menos ataques cardíacos ao longo de um acompanhamento de 20 anos.

A análise indicou que alguma proteção contra a doença cardíaca foi alcançada com apenas 30 minutos de ciclismo por semana. Os participantes que mudaram seu comportamento e fizeram o ciclo nos primeiros 5 anos de seguimento tiveram um risco reduzido de 25% de desenvolver doença cardíaca, comparados com os homens e as mulheres que permaneceram não-ciclistas no período subsequente de 15 anos.

Enquanto os achados são promissores, os pesquisadores dizem que eles não provam que o ciclismo para trabalho e lazer impede ataques cardíacos. Contudo, os resultados realçam que os participantes que fizeram ciclos regulares tiveram menos eventos cardiovasculares e é, portanto, um forte indicador de que o ciclismo é benéfico para a saúde cardiovascular.

O estudo foi realizado pelo Department of Clinical Sciences at Lund University, do Sul da Dinamarca.

Os participantes foram questionados sobre os seus hábitos de ciclismo no início do estudo e novamente cinco anos mais tarde. Além disso, os pesquisadores registaram os hábitos de exercício, os níveis de atividade física e a frequência de ciclismo de todos os participantes, bem como fatores de risco de doença cardíaca, como pressão arterial, peso, colesterol, tabagismo, dieta e consumo de álcool.

No total, nos 20 anos de acompanhamento, houve 2.892 ataques cardíacos, dos quais o ciclismo em uma base regular poderia ter evitado mais de 7%, a equipe diz.

No estudo do Journal of American Heart Association, de forma semelhante, os pesquisadores examinaram as relações potenciais de ciclismo para trabalhar no início do estudo com uma mudança no ciclismo de passageiros, com 10 anos de incidência de obesidade, hipertensão, hipertrigliceridemia e prejudicada tolerância à glicose Em homens e mulheres do norte da Suécia.

A equipe também avaliou se os fatores genéticos e outros modificavam as relações e eles examinaram a porcentagem desses fatores de risco para doenças cardiovasculares que poderiam ser evitados se todos os participantes continuassem a andar de bicicleta ou fossem de bicicleta para o trabalho durante um período de 10 anos ou mais.

Ao longo de uma década, mais de 20.000 indivíduos tiveram seus hábitos de mobilidade, peso, níveis de colesterol, glicemia e pressão arterial avaliados.

No início do estudo, em comparação com os passageiros passivos - que dirigiam para o trabalho ou usavam os transportes públicos - os participantes que pedalavam para trabalhar eram 15% menos propensos a serem obesos, 13% menos propensos a ter pressão alta, 15% menos provável ter colesterol elevado e 12% menos probabilidade de ter prediabetes ou diabetes.

Os pesquisadores descobriram que, após 10 anos, os indivíduos que passaram de passivo para ativo no deslocamento para o trabalho também foram menos propensos a serem obesos, terem hipertensão, níveis elevados de colesterol, ou desenvolver diabetes, quando comparado com os viajantes inativos.

Veja os alimentos que ajudam a combater doenças

03 AGO 2016
Mulher consumindo aliementos saudáveis

No quadro Mitos e Verdades, descubra quais são os alimentos que você não deve tirar da dieta, que ajudam a combater doenças como infarto, pressão alta e derrame. Confira!

Qual a relação do sangramento nasal com o tempo seco?

01 AGO 2016
Mulher com sangramento nasal

A variação sazonal, com predominância nos meses de inverno, foi encontrada na maioria dos estudos relacionados ao sangramento nasal (também conhecido como epistaxe). Os fatores que influenciam sua ocorrência são o numero de casos de infecções das vias áreas superiores, rinite alérgica, e alterações na mucosa associados às flutuações de temperatura e umidade.

Baixo teor de umidade no ar ambiente pode resultar em secura e irritação das mucosas. Este fator é comum nos meses de inverno, e nos locais com aquecimento central, sem umidificadores.

A vermelhidão da mucosa do nariz, que acompanha a rinite alérgica ou viral, pode propiciar pequenos traumas, levando ao sangramento.

O que fazer na h​ora do sangramento?

Sangramentos nasais são muito comuns, mas nem sempre graves. As principais causas são exposição ao ar seco e manipular o interior do nariz.

Se seu nariz ou de seu filho começar a sangrar, o principal é saber como proceder, a maioria dos casos cessa espontaneamente. E como saber se é sério ou não? Quando procurar o Hospital?

Você deve procurar um médico se o sangramento:

  • Em grande quantidade, causando dificuldade de respirar
  • Lhe deixar muito pálido, cansado ou com confusão mental
  • Não cessar, mesmo com as auto- medidas realizadas em casa
  • Acontecer logo após uma cirurgia do nariz, ou se você tem, sabidamente, alguma lesão intra-nasal
  • Vier acompanhado de outros sintomas, como dor no peito
  • Acontecer após algum trauma, como ser atingido na face
  • Não parar, e você fizer uso de algum anticoagulante ou antiagregnte plaquetario

Como evitar?

  • Use um umidificador no quarto
  • Deixe sempre a mucosa nasal úmida, através de sprays nasais/soro fisiológico
  • Tome cuidado ao manipular seu nariz, para evitar pequenos traumas, que podem levar a um sangramento.

Qual o tratamento?

Algumas medidas podem ser auto- realizadas em casa, no momento do sangramento:

  1. Assoe o nariz. Isso pode aumentar o sangramento num primeiro momento, não se assuste!
  2. Fique sentado ou em pé com a cabeça inclinada para frente. NÃO deite ou coloque a cabeça para trás!
  3. Aperte suas narinas por alguns segundos (na ponta do nariz)
  4. Fique pressionando seu nariz, com papel descartável, por alguns minutos (respire pela boca)
  5. Se o sangramento persistir, repita os passos. Se mesmo assim não parar de sangrar, procure o pronto atendimento.

Saiba como descobrir se você pode ter diabetes

28 JUL 2016
Brasil é o 4º país com maior incidência de diabetes, diz especialista

A OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou um relatório alarmante neste ano: a diabetes já afeta quase 1 em cada 11 adultos no mundo, e os casos passaram de 108 milhões nos anos 1980 para 422 milhões em 2014.

O Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, é o quarto país do mundo com maior prevalência da doença. Estima-se que haja cerca de 14 milhões de diabéticos no país, ou 12% da população adulta.

Mas como saber se você pode ter a doença e deve procurar um médico? Para responder a pergunta é preciso, em primeiro lugar, entender que há dois tipos diferentes de diabetes.

A do tipo 1 corresponde a mais ou menos 10% dos casos e atinge principalmente crianças e adolescentes. Neste tipo, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Luiz Alberto Andreotti Turatti, sintomas como sede, excesso de urina e cansaço são comuns.

Já os outros 90% dos casos são de diabetes tipo 2. Atinge, normalmente, pessoas com mais de 40 anos e está relacionada à obesidade e sedentarismo.

Mas, diferentemente do que ocorre no tipo 1, as pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 não costumam apresentar sintomas. "A gente chama o tipo 2 de doença silenciosa. Ela é traiçoeira, porque a maioria das pessoas não tem sintomas, a não ser que a doença esteja descontrolada", diz Turatti.

Por isso, segundo Marcos Tambascia, professor especialista em endocrinologia da Unicamp, o conselho é que pessoas com mais de 45 anos façam check up regularmente para investigar se têm diabetes.

O censo sobre diabetes no Brasil, segundo ele, mostrou que 50% das pessoas afetadas não sabiam que tinham a doença. Muitas vezes elas só a descobrem quando as complicações da doença –como problemas de visão e nos rins– aparecem. Ele afirma também que a melhor forma de prevenção é se manter dentro do peso e fazer exercícios físicos.

"Uma das principais causas do aumento de diabetes tipo 2 está associado ao envelhecimento, e como as pessoas vivem mais hoje, têm mais chance de ter diabetes. Sobre esse fator a gente não pode fazer nada. Mas os dois outros daria para prevenir: obesidade e sedentarismo", afirma. "Teoricamente é fácil, mas a gente sabe que na prática é difícil", completa.

*

A BBC Brasil lista abaixo alguns sinais que podem indicar que você precisa procurar um médico:

1) SEDE

Ter sede em excesso pode ser um indicativo de diabetes. Isso acontece porque, com o aumento de açúcar no sangue, a pessoa passa a urinar mais, o que gera desidratação e, consequentemente, sede.

2) EXCESSO DE URINA

Pessoas com diabetes costumam sentir que estão urinando mais - levantam mais à noite para ir ao banheiro, por exemplo. "Quando aumenta o açúcar no sangue, o rim começa a filtrar açúcar, elimina açúcar pela urina. E aí a pessoa perde água junto, e isso desidrata, dá muita sede", explica Tambascia.

3) FOME

Também causada pela desidratação e perda de glicose pela urina. "Você perde caloria pela urina, perde açúcar", explica Turatti. Isso, segundo ele, dá fome, para o corpo recuperar calorias.

4) TONTURA E CANSAÇO

Esses sintomas não são específicos, mas são comuns em casos de diabetes. Isso ocorre porque, quando o nível de açúcar no sangue está baixo, é como se as células não tivessem "combustível" suficiente para trabalhar.

Também pode ocorrer tontura devido à desidratação.

5) PERDA DE PESO

Ocorre também como resultado da perda de calorias pela urina. "Algumas pessoas têm um pouco de enjoo e um emagrecimento muito rápido, já que sem insulina você acaba queimando gordura", explica Tambascia.

6) VISÃO EMBAÇADA

O paciente pode ficar com a visão embaçada ou fora de foco. "Isso ocorre porque você também tem uma alteração no fundo do olho dos pacientes que estão com açúcar muito alto", diz Turatti.

7) INFECÇÕES NAS REGIÕES GENITAIS

Tanto homens quanto mulheres, segundos os especialistas, podem ter infecções na região genital. "Elas aparecem por conta da alteração da imunidade que, muitas vezes, facilita infecção por cândida tanto no homem quanto na mulher", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

8) IDADE E GRUPOS DE RISCO

Como a diabetes tipo 2 não costuma ter sintomas, a recomendação é que pessoas com mais de 45 anos façam um exame para detectar diabetes pelo menos uma vez por ano.

"A recomendação é que todo adulto com mais de 45 anos faça medida de glicemia uma vez por ano, que ele vá num clínico fazer o exame. Se tem antecedente de diabetes na família, deve fazer até antes, mais novo", explica Tambascia.

Pessoas que estão acima do peso também devem ficar atentas, já que a diabetes tipo 2 está ligada à obesidade.

Ar-condicionado dá alergia? E frio? Veja mitos e verdades

04 JUN 2016
Pessoa com alergia

Tosse, espirro, brotoeja ou coceira. Quase metade das pessoas já sofreu com algum tipo de crise alérgica, que pode ser desencadeada pelos mais diversos fatores: mofo, perfume, nozes, pelos, cosméticos, pólen, látex, poeira, gato, leite, abacaxi... Até mesmo o calor e o frio podem provocar algum tipo de reação.

Na maioria dos casos, a alergia ataca a pele ou as vias respiratórias, caso da rinite, da asma e da dermatite, mas, segundo o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, José Carlos Perini, um alimento ou medicamento pode provocar uma reação em todo o corpo. Estes costumam ser os casos mais graves.

Quem tem alergia desde crianças não necessariamente sofrerá com isso para sempre. Também nada garante que outras alergias não desenvolverão ao longo dos anos.

"Ocorre de as alergias passarem com o tempo, por isso elas são mais comuns entre as crianças. Isso acontece porque algumas pessoas, com o tempo, podem ter um processo de dessensibilização, apresentando uma diminuição dos sintomas", explicou a alergologista Barbara G. Silva.

Ainda não existe um teste que aponte todos os tipos de alergias que uma pessoa pode desenvolver, mas alguns exames podem confirmar suspeitas já relatadas pelos pacientes. "Ter um diagnóstico do risco pode ajudar a prevenir um choque anafilático causado por alergias", explica Perini.

Veja abaixo alguns mito e verdades sobre alergias

Ar-condicionado faz mal para alérgicos

Mito. Se usado corretamente o ar condicionado não influencia nas alergias. Basta que ele seja limpo, esteja com a manutenção em dia e não fique em temperaturas muito abaixo do comum.

Todo antialérgico dá sono

Mito. Só os anti-histamínicos clássicos de primeira geração, ou seja, os mais antigos. Os medicamentos mais modernos não causam sonolência e nem aumento de apetite.

Frio ou calor provocam alergia

Verdade. São formas de urticária em que a pele fica muito vermelha e coçando. Podem ser desencadeadas por radiação solar, contato com gelo ou temperaturas frias.

Algo que estamos acostumados pode dar alergia

Verdade. Ninguém nasce alérgico. A predisposição genética ajuda, mas é o contato com alimentos, medicamentos, poeira, etc. que faz a alergia surgir. E isso pode acontecer a qualquer momento, dependendo do tempo de exposição.

Esmalte pode causar alergia nos olhos

Verdade. Coçar os olhos ou tocar as pálpebras com as unhas pintadas pode causar reação alérgica. Isso também pode acontecer no pescoço ou em outras áreas da pele.

Alergia é incurável

Parcialmente verdade. É possível dessensibilizar pessoas alérgicas a medicamentos, picada de insetos e alguns alimentos, por exemplo, mas esta possibilidade não existe para todos os tipos de alergia.

Produtos de limpeza podem causar alergia

Verdade. São produtos químicos e podem provocar sensibilidade.

Testes detectam todas as alergias que você tem

Mito. Os testes são formas de confirmar suspeitas de alergias já relatadas pelo paciente. Além disso, novos produtos surgem todos os dias e podem desencadear uma reação.

Travesseiro e colchão antialérgicos dispensam capas

Mito. Todos os travesseiros e colchões precisam de capas apropriadas, para diminuir o contato com os ácaros, principais alérgenos envolvidos nas alergias respiratórias.

Adultos podem desenvolver alergias

Verdade. Alergias podem aparecer em qualquer idade, embora sejam mais frequentes na infância e adolescência.

Crise alérgica pode levar à morte

Verdade. Alergias a medicamentos, alimentos e a picada de insetos, como abelha e marimbondo, podem matar. Alergias respiratórias também são perigosos se não forem tratadas de forma correta.

Produtos de beleza podem causar alergia

Verdade. Cosméticos podem provocar dermatite de contato. Para quem tem asma brônquica, os cheiros podem provocar crise de broncoespasmo.

Alergia pode ser psicológica

Mito. O emocional não desencadeia alergias, mas pode fazer o paciente repetir sintomas de crises alérgicas já vividas anteriormente.

Alimentos podem causar alergia

Verdade. As alergias alimentares mais comuns na infância envolvem ovo, leite, amendoim, frutos do mar e soja. Já entre os adultos, é mais frequente a presença de alergias a peixe, amendoim, frutos do mar e frutas secas

A hora que você come é tão importante quanto o quê

03 JUN 2016
Relógio

Pesquisadores concluíram que a hora que você come é tão importante quanto o quê você come. De acordo com dois estudos publicados quarta-feira no periódico científico Proceedings of the Nutrition Society, comer em horários irregulares está associado a um maior risco de hipertensão, diabetes tipo 2 e obesidade.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores britânicos e brasileiros, revisaram 28 estudos já publicados sobre o impacto dos padrões alimentares na saúde. Nosso corpo é regido pelo ritmo circadiano (relógio biológico interno), que normalmente segue um ciclo de 24 horas. Muitos processos metabólicos, como o apetite, a digestão e o metabolismo da gordura, do colesterol e da glucose, seguem este ritmo. Por isso, o nosso padrão alimentar pode alterar este relógio interno, principalmente no funcionamento de órgãos diretamente ligados à digestão, como o fígado e o intestino. Por outro lado, esse relógio também é regulado pelo ciclo claro/escuro ou noite/dia, que, por sua vez, também pode afetar a nossa alimentação.

Os resultados dessa revisão mostraram, por exemplo, que pessoas que trabalham em turnos correm um risco aumentado para câncer, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica – o que inclui pressão alta, diabetes tipo 2 e obesidade. Já o “jetlag social”, que acontece principalmente quando as pessoas mudam seu padrão de sono aos finais de semana, foi associado a um maior risco de doenças como obesidade e síndrome metabólica, ao passo que dormir pouco está associado ao ganho de peso.

Alguns estudos mostraram também uma relação entre pular o café da manhã com piores escolhas alimentares durante o dia. Ou seja, pessoas que pulam esta refeição tendem a preferir alimentos gordurosos e mais prejudiciais à saúde, em comparação com aquelas que têm o hábito de comer quando acordam.

Outro fator tão importante quanto o que e quando você come, é com quem. De acordo com os autores, evidências apontam que a refeições familiares regulares contribuem para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis em crianças e adolescentes.

Em relação à distribuição das calorias ingeridas ao longo do dia, um estudo clínico recente mostrou que ingerir mais calorias no café da manhã do que no jantar está associado à maior perda de peso e melhoria nos níveis de açúcar no sangue. Já outros sugerem que o que você come a noite pode afetar seu índice de massa corporal (IMC) de forma diferente dependendo se você toma café da manhã regularmente ou não.

“Parece mesmo haver uma verdade por trás do ditado de que devemos tomar café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um pobre. Embora tenhamos um entendimento melhor sobre o quê devemos comer, ainda nos sobra a questão de qual refeição no deveria dar a maior parte da energia do dia a dia. Apesar de estudos sugerirem que consumir mais calorias tarde da noite está associado à obesidade, ainda estamos longe de entender se nossa ingestão de energia deve ser distribuída igualitariamente ao longo do dia ou se o café da manhã deve mesmo fornecer a maior proporção de energia, seguido do almoço e do jantar.”, disse Gerda Pot, pesquisadora do King’s College London e principal autora dos estudos.

Consumo de ômega 3 pode reduzir em 10% risco de morte por infarto

02 JUN 2016
Filé de salmão

O consumo de ácidos graxos ômega 3, presentes em peixes como salmão, sardinha e anchova, está ligado a uma redução de 10% do risco de morrer por ataque cardíaco - afirma um estudo publicado nesta segunda-feira (27) nos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram os níveis de ômega 3 no sangue e nos tecidos de participantes de 19 estudos realizados em 16 países, segundo o artigo publicado na revista médica "JAMA Internal Medicine".

Eles descobriram que o ômega 3 "estava associado com um risco cerca de 10% menor de ataques cardíacos fatais", mas que essa mesma correlação não foi observada no caso dos infartos não mortais.

Isso sugere "um mecanismo mais específico para os benefícios do ômega 3 relacionados com a morte", disseram os pesquisadores.

Os novos resultados "oferecem o quadro mais completo até hoje sobre os efeitos preventivos do ômega 3 contra as doenças cardíacas", disse a coautora do estudo Liana Del Gobbo, pesquisadora na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia.

O ômega 3 presente tanto em vegetais como em frutos do mar foi associado com o risco 10% menor de sofrer ataques cardíacos fatais.

Principal fonte de ômega 3, os peixes também são ricos em proteínas específicas, vitamina D, selênio e outros minerais e elementos, disseram os pesquisadores.

Nos vegetais, o ômega 3 está presente em nozes, óleo de linhaça, óleo de canola e em algumas outras sementes e seus óleos.

O novo estudo oferece "uma oportunidade sem precedentes para compreender como biomarcadores sanguíneos de diferentes gorduras e ácidos graxos se relacionam com diferentes estados de saúde", afirmou o autor sênior Dariush Mozaffarian, da Escola de Nutrição da Universidade de Tufts.

Os pesquisadores estudaram mais de 45.630 pacientes. Desses, 7.973 sofreram ataques cardíacos pela primeira vez, com 2.781 óbitos registrados entre eles.

"Os resultados de diversos estudos foram similares independentemente de idade, sexo, raça, presença ou ausência de diabetes, uso de aspirina ou de medicamentos para baixar o colesterol", completou Del Gobbo.

Metade dos brasileiros com diabetes não sabe que tem a doença

01 JUN 2016
Seringa com insulina

No Dia Nacional de Combate ao Diabetes, especialistas alertam que metade dos cerca de 14 milhões de brasileiros que têm o diabetes não sabe que tem a doença.

Segundo o endocrinologista João Salles, da Sociedade Brasileira de Diabetes, uma das dificuldades em identificar a doença é que ela não apresenta sintomas no início, como é o caso do tipo dois de diabetes. No estágio avançado, podem aparecer sinais como boca seca, vontade de urinar com frequência e perda de peso espontaneamente.

Cirurgia bariátrica deve ser indicada para tratar diabetes

"Pessoas com mais de 40 anos, obesas, principalmente com a circunferência abdominal elevada, pessoas com pressão alta, altas taxas de triglicérides e com o HDL, o colesterol bom, baixo, devem ficar mais atentas pois estes são fatores de risco do diabetes tipo dois", alertou Salles.

Cegueira, insuficiência renal e amputação de membros inferiores são outras consequências.

Consumo de doce

O especialista ressalta que, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas comer doce que propicia o desenvolvimento da enfermidade. "Existe uma lenda de que o consumo de doce leva ao diabetes, quando na verdade a doença está ligada à obesidade. Se come doce ou pastel e engorda, o risco é igual", frisou.

Abandono do tratamento

Pesquisas internacionais apontam que a cada seis segundos uma pessoa morre no mundo por causa do diabetes.  A cada 20 segundos, uma pessoa tem uma amputação de membros por causa do diabetes, e que a doença é a maior causa de cegueira. Essas consequências também estão relacionadas à baixa adesão ao tratamento. De acordo com Salles, depois de um ano do diagnóstico, 60% dos pacientes abandonam o tratamento. "Se ele fizer o tratamento adequado, vai ter qualidade de vida normal".

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, a doença crônica resulta na não produção do hormônio que controla a glicose no sangue, chamado insulina, ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Se esse quadro permanece por longos períodos, pode have danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Existem dois tipos de diabetes. A do tipo um, que é uma doença autoimune, não tem ligação genética forte, tem início abrupto e geralmente se manifesta na infância ou adolescência. Já a do tipo dois, que acomete cerca de 90% das pessoas que tem diabetes, tem fatores genéticos, está muito ligada a obesidade, tem início sem sintomas e pode ser evitada com estilo de vida saudável.

"É importante que o paciente com diabetes entenda que ele precisa participar do tratamento, discutir o tratamento com o médico, saber quanto tá a glicemia dele. Tudo isso é importante pra o controle da doença", enfatizou o endocrinologista.

Quantas horas por dia as crianças e os adolescentes precisam dormir?

29 MAI 2016
Criança dormindo

Quantas horas de sono crianças e adolescentes precisam dormir para terem um desenvolvimento saudável?

Especialistas em transtornos do sono criaram novas recomendações sobre quanto menores de idade devem dormir. Elas se baseiam na etapa de vida em que os jovens se encontram e foram publicadas na revista científica "Journal of Clinical Medicine".

As diretrizes da American Academy of Sleep Medicine (Academia Americana de Medicina do Sono) variam entre 16 horas para bebês e 8 horas para adolescentes.

Segundo a academia, menores de idade se beneficiam física, mental e emocionalmente de quantidades adequadas de horas de sono.

Dormir o suficiente resulta em melhor atenção, comportamento, aprendizagem e memória, dizem os especialistas.

Em contraste, o deficit de sono pode levar a problemas que incluem depressão e até pensamentos suicidas.

A American Academy of Pediatrics (Academia Americana de Pediatria) faz recomendações que acredita serem benéficas para o bom sono de crianças e adolescentes - entre elas, a de que todas as telas - como televisores e computadores - sejam desligadas meia hora antes de ir para a cama.

E que os pais não permitam que seus filhos mantenham esse tipo de aparelho em seus quartos.

HORAS DE SONO RECOMENDADAS SEGUNDO A IDADE

- 4 a 12 meses: 12 a 16 horas diárias
- 1 a 2 anos: 11 a 14 horas diárias
- 3 a 5 anos: 10 a 13 horas diárias
- 6 a 12 anos: 9 a 12 horas diárias
- 13 a 18 anos: 8 a 10 horas

As novas diretrizes foram feitas com base em estudos anteriores que analisaram a relação entre a duração do sono e a saúde infantil.

Deficit de sono

Em contraste, crianças que não dormem o suficiente estão expostas a maiores riscos de lesões, hipertensão, obesidade e depressão.

Entre adolescentes, o deficit de sono foi associado a maiores riscos de automutilação e até suicídio - disseram os pesquisadores.

A equipe por trás das novas diretrizes ressaltou, no entanto, que crianças e adolescentes que dormem mais do que o recomendado também estão sujeitas a efeitos adversos, entre eles, pressão alta, diabetes, obesidade e problemas de saúde mental.

Para crianças e adolescentes que estejam dormindo muito pouco ou demasiadamente, a orientação é que os pais consultem o médico para determinar se trata-se de um transtorno de sono que possa ser tratado.

As diretrizes não incluem recomendações para bebês menores de 4 meses porque os padrões e a duração do sono de crianças tão pequenas variam muito e não há evidências científicas suficientes para estabelecer vínculos entre sono e saúde.

Hábito de tomar café da manhã ajuda a manter o peso corporal saudável

27 MAI 2016
Café da manhã

Em cada região do país, as pessoas têm o costume de tomar um tipo de café da manhã. Em Minas, não pode faltar o pão de queijo. Em Recife, o cuscuz, a tapioca, mas e quando se tem um horário de trabalho maluco? E quando tem criança em casa, que dá trabalho, que não gosta de comer de manhã, o que fazer?

O Bem Estar desta quinta-feira (5) convidou o endocrinologista Bruno Halpern e a nutricionista Cynthia Antonaccio para dar dicas sobre o assunto e explicar a importância desta refeição.

O café da manhã tem a função de repor a energia que foi perdida durante o sono. Tanto os adultos como as crianças que consomem café da manhã regularmente tendem a ter um peso corporal mais saudável do que os que pulam a refeição.

De acordo com o Dr. Bruno Halpern, vários estudos mostram que pessoas que tomam café da manhã tendem a ser mais saudáveis, com menor risco de obesidade e diabetes, por exemplo. Ele diz que é uma refeição muito importante.

A nutricionista Cynthia Antonaccio explica que a vida moderna tem mudado os horários desta refeição, mas independente disso, casa pessoa pode se organizar e elaborar um café da manhã com itens básicos, vão ajudar do ponto de vista nutricional. Neste cardápio não podem faltar dois grupos de alimentos: as frutas e as proteínas.

Cynthia explica também que o café deve estar presente nesta refeição, ele ajuda a despertar o sistema neural e, inclusive, pode ser consumido em jejum.

 

Dengue, Zika vírus e chikungunya: conheça as diferenças e semelhanças

27 MAI 2016
Aedes Aegypti

Dengue, zika e chikungunya são vírus transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti, infectado. As três podem trazer graves consequências quando entram em contato com os seres humanos, sendo que muitos destes efeitos foram descobertos recentemente, como a relação entre a infecção pelo zika em gestantes e o nascimento de bebês com microcefalia - que é uma condição neurológica que faz com que a criança tenha a cabeça significativamente menor do que a média para a sua idade e sexo.

Apenas no ano de 2015 foram registrados 2.975 casos suspeitos de microcefalia, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde naquele ano, sendo que uma das principais suspeitas é que o surto esteja relacionado à infecção pelo Zika vírus durante a gravidez. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, entre os anos de 2010 e 2014 foram registrados um total de 781 casos em todo país. Em 2016 este número continua a subir, com o risco de se espalhar, inclusive, para outros países. Em relação à contaminação pela dengue, os números também são alarmantes. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil apresentou índice recorde de 1.6 milhão de pessoas infectadas pela doença em 2015. O número é o maior já registrado desde os anos 90.

As altas estatísticas de contaminação pelo Aedes aegypti se dão, entre muitos fatores, por ele ser um mosquito doméstico, que se aloja dentro ou próximo a domicílios, principalmente em áreas urbanas e locais com alta densidade populacional. Os surtos de contaminação costumam acontecer no verão, devido à elevação de temperatura e intensidade de chuvas - que possibilita e proliferação do mosquito. Diante da periculosidade que o mosquito apresenta, diversas cidades brasileiras decretaram estado de alerta contra o Aedes aegypti.


Ciclo de transmissão do Aedes aegypti

A transmissão dos vírus é feita pela fêmea. O ciclo começa no momento em que ela deposita seus ovos em recipientes com água, ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito da dengue adulto vive em média 45 dias.

O Aedes aegypti torna-se um vetor de contaminação depois de picar alguém que já foi infectado com o vírus da dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 ou DEN-4), zika (ZIKV) ou chikungunya (CHIKV). É importante ressaltar que o mosquito pode transportar os respectivos vírus por toda a sua vida. Por isso é de grande importância que a pessoa que está no período de tratamento de dengue, zika e chikungunya se proteja para não ter contato com o mosquito novamente.

Depois que a pessoa é picada pelo mosquito que transporta os vírus, ela demora entre três a 15 dias para manifestar os sintomas, sendo mais comum entre o quinto e sexto dia. No caso da chikungunya de dois a 12 dias (mais comum de cinco a seis dias) após a picada, e no Zika de três a 12 dias.

Sintomas

Em comum, além de serem transmitidas pela picada do mesmo mosquito, as doenças aparecem em fases agudas, podem dar mal-estar, dores pelo corpo e de cabeça, e febre. "Entre as diferenças, a dor de cabeça costuma ser mais intensa na dengue, enquanto a dor nas articulações é mais intensa na chikungunya e o Zika raramente apresenta febre ou outros sintomas mais característicos", diz Esper Kallas, coordenador do núcleo de infectologia do Hospital Sírio-Libanês. "A infecção pelo Zika costuma apresentar também um quadro de conjuntivite em cerca de metade das pessoas, a vermelhidão no corpo costuma coçar e ela pode causar um aumento dos gânglios, sinais que não estão presentes nas outras duas", completa.

Apesar de todas as doenças causarem cansaço e dor no corpo, no caso da chikungunya, a dor nas articulações é incapacitante e também pode causar inchaço. Sendo assim, a pessoa não consegue fazer as suas atividades diárias. Veja o comparativo entre os sintomas na tabela abaixo:

Diagnóstico e tratamento

Para estabelecer se o paciente está com está com Zika, dengue ou chikungunya, além de analisar os sintomas, o médico pode solicitar exames para confirmar o diagnóstico. "Por exames laboratoriais gerais é muito difícil estabelecer a diferença entre as três. A dengue pode levar a uma queda no número de plaquetas, que é detectada num hemograma, mas o diagnóstico é feito por sorologia, em que se busca o anticorpo para a doença no organismo da pessoa. No caso da chikungunya, também é possível fazer o teste por sorologia em busca do anticorpo, mas o Zika não tem um teste por sorologia disponível. Os laboratórios privados estão buscando os testes de material genético (PCR) para o Zika e chikungunya", diz Kallas. Contudo, estes testes só podem ser aplicados até o quinto dia após a manifestação dos sintomas para o Zika vírus e até o décimo dia para chikungunya, uma vez que depois disso o vírus não está mais no organismo então não é detectado pelo teste de material genético (PCR).

O Ministério da Saúde divulgou na segunda quinzena de janeiro que está adquirindo 500 mil testes de PCR para fazer também o diagnóstico do Zika vírus nos laboratórios públicos, e que as primeiras 250 mil unidades serão entregues ainda em fevereiro e a segunda metade estará disponível no segundo semestre.

Além deste, o Ministério também divulgou que serão adquiridos outros 500 mil testes, chamados de Kit NAT, produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para diagnóstico de dengue, Zika e chikungunya. Um tipo semelhante deste mesmo teste já era utilizado desde janeiro de 2014 para a detecção do HIV e hepatite C nos bancos de sangue brasileiros. Segundo a nota oficial do Ministério, "o Kit NAT discriminatório para dengue, Zika e chikungunya, permite realizar a identificação simultânea do material genético para os três vírus, evitando a necessidade de três testes separados", o que garantirá maior agilidade no diagnóstico.

Zika, dengue e chikungunya não têm uma medicação específica que combata o vírus, então o tratamento de todas é com base nos sintomas que a pessoa apresenta. "Nosso objetivo no tratamento é fazer o suporte clínico para controlar os sintomas e monitorar o surgimento de possíveis complicações, mantendo o paciente no melhor estado possível enquanto o ciclo do vírus se encerra naturalmente", explica Carolina Lázari, infectologista do Fleury Medicina e Saúde.

No caso da dengue, o médico responsável pedirá o monitoramento do hemograma do paciente, uma vez que esta doença pode causar complicações graves e até o óbito. "As pessoas que apresentam alguma alteração no hemograma são mantidas no mínimo em observação com hidratação endovenosa, que também é muito importante. Os casos mais simples podem ser tratados em casa enquanto os mais graves permanecem internados em observação. Este tipo de suporte não é necessário para os outros dois vírus, pelo que estamos aprendendo agora, pois as manifestações clínicas deles são mais brandas e é raro que haja óbito nestes casos, ao contrário da dengue", esclarece a infectologista.

Complicações

Apesar do Zika vírus ser o mais brando do ponto de vista do quadro clínico, o que os sintomas duram por menos tempo, ele é o que demanda maior atenção no caso das gestantes, uma vez que já foi confirmada a sua relação com problemas de desenvolvimento fetal - microcefalia. "Infelizmente, ainda não há nenhuma conduta específica para tratar esta mãe e proteger o feto. Diferente da sífilis e toxoplasmose, por exemplo, que temos medicamentos que, tratando a mãe de forma precoce durante o pré-natal, evitamos que o problema atravesse a barreira placentária trazendo sequelas ou complicações para quando o bebê nascer", diz Carolina.

O chikungunya, que tem os sintomas mais marcantes entre as três infecções, pode levar o maior tempo para que eles cheguem ao fim. "Talvez seja necessário o uso de uma maior quantidade de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e até corticoides para conter a atividade inflamatória e a dor e, além disso, já há relatos que a mesma infecção, depois de resolvidos os sintomas, pode voltar a se reativar, causando os mesmos sintomas novamente, o que não acontece para a dengue e o Zika", diz a médica. Veja as possíveis complicações do Zika vírus, dengue e chikungunya no quadro a seguir:

Os vírus têm a capacidade de, até certo ponto, se modificar e também de atingir de formas diferentes as diversas populações que acabam os contraindo ao longo do tempo. Justamente por esta razão não é possível dizer ainda se os vírus da dengue, Zika e chikungunya podem estar relacionados a outras complicações além destas. Diversas pesquisas estão sendo realizadas no Brasil e no mundo sobre este assunto, mas ele ainda é muito novo e demanda mais tempo para a confirmação e registro na literatura médica e científica dos seus efeitos.

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