Dicas de Saúde

Infectologistas ensinam os 5 passos para prevenir gripe H1N1

27 MAI 2016
Infectologistas ensinam os 5 passos para prevenir gripe H1N1

Médicos infectologistas da Sociedade Brasileira de Infectologia fazem um alerta sobre os cinco principais passos para se proteger contra o contágio pelo vírus Influenza H1N1. A vacinação e uma atenta higienização das mãos são fundamentais para se proteger contra a doença, mas cuidados com o sono e a alimentação também pesam na prevenção.

No ano passado inteiro, 141 brasileiros pegaram o vírus, mas neste ano, em menos de três meses (até o dia 22 de março), o estado de São Paulo sozinho já havia notificado 260 casos da doença. Quanto às mortes, o Brasil teve 36 em 2015, mas em 2016, 38 paulistas já morreram em função das complicações da doença.

A médica Nancy Bellei, da Sociedade Brasileira de Infectologia, afirma que a vacina contra H1N1 é a principal arma da população contra a doença. Evitar o contato com pessoas gripadas, no entanto, também é uma medida importante. Vale lembrar que é recomendável que as pessoas gripadas suspendam atividades de rotina como trabalho e estudos, afim de evitar a propagação do vírus em locais com aglomeração.

Nancy também alerta para a importância de manter a imunidade boa. Quando a imunidade cai, o risco de se adquirir o vírus aumenta potencialmente? Praticar exercícios físicos, ter alimentação saudável e o sono regular também são importantes para a prevenção", explica.

Conheça os cinco passos mais importantes da prevenção contra H1N1:

1º passo: Não deixe de se vacinar contra o vírus H1N1. A vacina será disponibilizada pelo SUS em abril para os grupos com risco de maior complicação como o dos idosos, crianças de seis meses a 5 anos, gestantes, puérperas (que acabaram de dar à luz), portadores de doenças crônicas, funcionários do sistema prisional e da área da saúde. Para quem não está nos grupos de risco, é possível tomar a vacina na rede particular;

2º passo: Evite o contato com as pessoas com a gripe H1N1, como abraço, beijo e aperto de mão. Em ambientes fechados, procure deixar as janelas abertas para que haja circulação do ar;

3º passo: Lave muito bem as mãos com água e sabão (inclusive entre os dedos, nos pulsos e por dentro das unhas) e utilize álcool gel para uma higienização completa. Se não for possível, faça pelo menos um dos dois procedimentos;

4º passo: Se segurar em lugares públicos como maçanetas, corrimãos, apoios do metrô e dos ônibus, evite levar as mãos até os olhos, nariz e boca enquanto não puder fazer nova higienização;

5º passo: Evite estresse, ansiedade, má alimentação, dormir pouco, beber e usar drogas. Isso enfraquece o sistema imunológico e deixa o organismo ainda mais exposto ao vírus.

Força de vontade e otimismo: veja como o pensamento positivo pode mudar a vida das pessoas

27 MAI 2016
Smiley

É possível uma menina que tem medo de injeção se esquecer deste pânico no momento em que a agulha toca seu braço? A resposta, segundo vários estudos que a Ciência fez sobre a força do pensamento, é positiva. Sim, ela pode passar por essa situação, literalmente de pico, sem que nem perceba o momento em que a agulha a toca. E ainda se distrair com um assunto de seu interesse, superando o terror por meio de uma imaginação prazerosa.

O psicólogo e psicanalista Renato Liberman vivencia várias situações deste tipo. Uma delas, ocorreu fora de sua clínica. Foi com sua filha. No instante em que ela ia receber a injeção, ele utilizou uma de suas técnicas. Começou a falar de um tema que a menina adorava e, absorta nos pensamentos que tranquilizavam, ela soube que a famigerada picada já havia sido dada só quando viu o médico à sua frente. Liberman diz que esse tipo de exercício, de mudar o foco, ajuda não só no tratamento de casos mais agudos, como transtornos e depressões, como no dia-a-dia.

— O pensamento positivo provoca a liberação de serotonina e dopamina [neurotransmissores ligados à sensação de prazer e bem-estar] e de alguma forma ajuda na resolução de situações difíceis, funcionando como uma droga que age diretamente no cérebro. Não é apenas um remédio, é algo melhor do que um remédio.

Liberman, membro de grupo de estudos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), realiza terapias para que as pessoas aprendam a lidar com compulsões, angústias e preocupações rotineiras utilizando o pensamento. Isso, porém, necessita de uma técnica, conforme ele conta. E se encaixa também para pessoas com problemas financeiros, cujas preocupações e a impressão de que são insolúveis afetam até a saúde.

— É importante nesse caso saber mentalizar outras situações de dificuldades anteriores que foram superadas. E se conscientizar de que, se outras situações puderam ser vencidas quando pareciam insuperáveis, esta atual também pode. Tal pensamento é benéfico porque ajuda a pessoa a ver o problema com mais tranquilidade e trabalhar melhor para a sua resolução.

Ele ressalta, porém, que não basta apenas a pessoa, de improviso, se aventurar nessa prática sem a base necessária. Uma das técnicas que Liberman usa é a hipnose, direcionada a superar traumas e compulsões. Mas o psicólogo diz que em muitos casos a própria pessoa, durante o dia, pode se "auto-hipnotizar", conhecendo suas características e suas potencialidades.

— Há meios dela entrar em estado de relaxamento, concentrando-se em imagens que lhe são favoráveis e chegando às profundidades da consciência. Estudos feitos com caixas de ressonância ligadas ao cérebro de pessoas que estão com pensamentos negativos mostram que mesmo nessas situações há partes do cérebro que estão em sintonia com pensamentos positivos. O importante é realçar essas partes.

Culpa e compulsão

Para o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, a força do pensamento é um instrumento importante para lidar com compulsões alimentares, a chamada fome emocional, que vem de repente e nunca gera satisfação, entre outras características. Em geral causada por alguma angústia não detectada pela própria pessoa.

— A culpa tem um efeito que se perpetua. Todo comportamento compulsivo é associado a uma culpa, que faz com que este seja repetido. Há estudos que mostram que o cérebro tem uma tendência masoquista e quem tem compulsão tem dificuldade de identificar sentimentos. Uma briga com a esposa, por exemplo, pode gerar vontade compulsiva de comer chocolate e a pessoa não associa isso à raiva que está sentindo.

Zilli considera que uma das maneiras de aumentar a força de vontade é dormir bem e dar preferência para carboidratos integrais. Outra forma de superar situações compulsivas é criar uma motivação positiva para "convencer "o cérebro de que há outra alternativa, a longo prazo, melhor do que o prazeroso chocolate.

— Há técnicas diversas, uma delas é fazer a pessoa compreender emocionalmente a importância de uma iniciativa a longo prazo. A outra é a chamada subtração mental. É quando você imagina os benefícios de ir à academia. Para contrapor, em seguida você visualiza uma situação em que fica 10 anos sem fazer exercícios e se vê com problemas de saúde. Quando se percebe o benefício da atividade hoje, estudos mostram que isso estimula o cérebro a ter percepção de que um pequeno gesto tem um impacto importante.

Para ilustrar, o endocrinologista revela um estudo feito com militares suecos, que fizeram testes de resiliência por 25 anos. Segundo Zilli, entre os que tinham maior dificuldade em resolver problemas, havia 50% a mais de diabéticos em relação ao universo de militares melhores preparados para lidar com as adversidades.

— O otimismo em termos médicos gera mais saúde porque a pessoa consegue antever os benefícios. São produzidos menos hormônios de estresse. A nossa maneira de lidar com a realidade vai impactar nas nossas escolhas em curto prazo e na saúde em longo prazo.

Idosos que comem peixes têm maior expectativa de vida

14 ABR 2016
Filé de peixe

Uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas com mais de 65 anos que têm o hábito de comer peixes ricos em ômega 3, têm menor risco de morrer por doenças cardiovasculares e por qualquer outra causa de morte, melhorando sua expectativa de vida. O trabalho foi publicado dia 01 de Abril no periódico Annals of Internal Medicine.

Os autores avaliaram dados de 2.700 americanos com 65 anos ou mais, colhidos ao longo de 16 anos. Nenhum participante do estudo fazia uso de suplementos de óleo de peixe. Segundo os resultados, as pessoas com os maiores níveis de ácidos graxos ômega 3 no organismo apresentaram um risco 27% menor de morrer por qualquer causa durante o período da pesquisa, se comparados com quem apresentava os níveis mais baixos do nutriente. São aproximadamente 2,2 anos a mais de vida do que aqueles que não consomem o nutriente. Essas pessoas também tiveram uma chance 35% menor de morrer por doenças cardiovasculares no geral - benefício já conhecido do ômega 3.

Após ajustes como estilo de vida, risco cardiovascular e outros hábitos alimentares, eles descobriram que três ácidos graxos ômega 3 específicos - os ácidos docosa-hexaenoico, eicosapentaenoico e docosapentaenoico - foram associados a um risco significativamente menor de mortalidade, se presentes no sangue de forma individual ou combinada. O docosahexanoico (DHA) foi mais fortemente relacionado ao menor risco de morte por doença cardíaca coronária (40%) ou manifestação de arritmia cardíaca (45%). O ácido eicosapentaenoico (EPA) foi ligado a um menor risco de ataque cardíaco não fatal, e o ácido docosapentaenoico (DPA) foi mais associado a um menor risco de morte pode AVC. Para saber se você está com os níveis corretos desse nutrientes, procure um médico nutrólogo e solicite exames.

Os estudiosos declaram que, embora diversos estudos já tenham associado o ômega 3 a uma melhor saúde cardíaca, esse é o primeiro estudo que faz uma relação entre os níveis do nutriente no sangue à mortalidade por qualquer causa. Para obter tais benefícios, eles recomendam a ingestão de cerca de duas porções de peixes ricos em ácidos graxos - como salmão, atum e sardinha - por semana.

Benefícios para a saúde cardiovascular

Os ácidos graxos ômega 3 possuem propriedades anti-inflamatórias, antitrombóticas, antirreumáticas e reduzem a concentração dos lipídeos do sangue, favorecendo a vasodilatação. O ômega-3 é capaz de evitar a formação das placas de gordura na parede das artérias e garantir a flexibilidade dos vasos sanguíneos, afastando o risco de doenças como infarto, hipertensão, aterosclerose e derrames. Além disso, esses ácidos graxos modificam a composição química do sangue, provocando o aumento dos níveis do HDL (colesterol bom) e a diminuição dos níveis de LDL (colesterol ruim). Ele também consegue reduzir os níveis de triglicerídeos do sangue. "O organismo também utiliza o ômega 3 para produzir prostaglandinas, substâncias químicas que têm participação em muitos processos, inclusive no combate às inflamações dos vasos sanguíneos", explica a nutricionista Fabiana Honda, de São Paulo.

Prepare peixes de forma saudável

Campeões em disparada quando o assunto é ômega 3 e outras gorduras benéficas à saúde, os peixes não podem faltar no prato de quem procura manter uma alimentação saudável. "Eles são excelentes para prevenir doenças cardiovasculares e estimular o cérebro a funcionar melhor", conta a nutricionista Flávia Ferazzo, de Goiânia. Os peixes são muito versáteis e podem ser preparados de diversas formas, agradando quase todos os paladares. Contudo, é preciso ter cuidado - algumas preparações são mais calóricas e podem colocar a sua dieta em risco. Confira as dicas das nutricionistas e veja como deixar o seu peixe mais saudável:

Cozido

Essa é uma das melhores maneiras de preparar o peixe, pois não acrescenta gorduras ao prato. No entanto, os alimentos cozidos perdem as vitaminas C e do Complexo B, que se dissolvem na água. Para reduzir essa perda, a nutricionista Flávia sugere utilizar pouca água no cozimento e esperar ferver para adicionar o alimento. "Também é possível reaproveitar essa água vitaminada do cozimento para fazer arroz, feijão, macarrão ou sopas", diz a nutricionista. Outra opção é cozinhar o peixe no vapor, pois o método conserva os nutrientes e preserva cor, aroma e textura natural do alimento.

Os peixes mais indicados para o cozimento são tainha, truta, namorado, cação, badejo, bacalhau, pescada, linguado, salmão, robalo, merluza, cambucu e San Piter. Para cozer no vapor, use estes temperos: limão, sal, pimenta dedo de moça ou grão preta, salsa e alho poró.

Grelhado

Gostosa e crocante, as preparações grelhadas são extremamente saudáveis e práticas. Uma pesquisa da Harvard School of Public Health, em Boston (EUA), comprovou que consumir peixe grelhado de uma a quatro vezes por semana diminui em 27% o risco de infarto em pessoas acima dos 65 anos.

Uma das maiores vantagens dessa preparação é que todos os nutrientes podem ser conservados sem grandes problemas. "Antes de iniciar o preparo, aqueça muito bem a grelha em fogo alto, pois as proteínas do peixe formam uma crosta que retém os nutrientes em seu interior", aconselha Flávia Ferazzo. Para esse método, procure por peixes mais firmes, como linguado branco, salmão, tilápia, pescada, bacalhau, atum, truta e saint peter, sendo que qualquer um deles fica muito bem temperado com sal, limão e tomilho.

Assado

A vantagem do peixe assado, assim como a versão grelhada, é que ele não utiliza água nem óleo no preparo, preservando os nutrientes. Mas um dos maiores dramas desse peixe é que ele pode ficar ressecado, perdendo o sabor. Para que isso não aconteça, regue sempre o alimento com os temperos e envolva-as em vegetais, como alface e couve, na hora de assar. "Uma alternativa é utilizar o papel manteiga, que mantém a textura e os nutrientes, além de acelerar o preparo", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional. Ela afirma que o papel alumínio deve ser evitado em preparações assadas, pois o metal do alumínio pode contaminar a preparação pelo contato.

Entre os melhores peixes para assar estão salmão, o bacalhau, robalo, cambucu, tainha e peixes de água doce como curvina, dourado, pacu e pintado.

Frito

Apesar de ser o preferido na maioria das cozinhas por ser muito saboroso, o peixe frito possui muitas gorduras e deve ser consumido esporadicamente e com muita moderação. De acordo com a nutricionista Fernanda, ao comer apenas 300 gramas de pescadinha ou sardinha frita, por exemplo, ingerimos nada menos que 90% da cota diária recomendada de gordura.

Até mesmo os óleos vegetais, como de soja, milho, girassol, oliva e linhaça, não são bem-vindos na frigideira. "Quando submetidos a muito calor, esses óleos se transformam em gordura trans, perdendo todos os benefícios que possuem", explica Fernanda. Caso você ainda queira comer os peixes fritos, opte por badejo ou namorado, que são mais leves e não acrescentarão muitas gorduras ao prato.

À milanesa

Essa preparação consegue ser ainda mais calórica que a frita, pois leva a farinha e o ovo para empanar, além do óleo usado na fritura. De acordo com as nutricionistas, esse modo de preparo deve ocupar o final da lista de opções se a intenção for manter uma alimentação saudável. Para não extrapolar ainda mais no valor calórico, opte também pelo badejo ou namorado.

Molhos

É preciso muito cuidado ao escolher o molho que irá acompanhar o peixe. "Isso porque preparações à base de queijos, leite de coco e creme de leite são muito calóricas, transformando o prato saudável em uma armadilha para a dieta", conta Roseli Rossi. De acordo com as nutricionistas, as melhores opções de molhos são os feitos de tomate, cogumelos, frutas como limão ou maracujá e molhos à base de especiarias, como alecrim, alho, limão, gengibre e salsinha.

Cru

Carro chefe da culinária japonesa, o peixe cru leva vantagem, pois tem os nutrientes conservados em sua totalidade, já que não passa por nenhum tipo de cozimento. Prefira salmão, atum e robalo. Mas é preciso cuidado na hora compra. "Um peixe fresco possui a carne branca ou rosada, é resistente à pressão dos dedos, tem escamas bem presas à pele e guelras úmidas de cor rosada", explica a nutricionista Flávia. "Além disso, os olhos devem estar salientes, brilhantes, transparentes e sem manchas." Evite comprar as opções que estejam fora do gelo, expostas ao sol ou a insetos.

A conservação deve ser feita no congelador, com o alimento temperado com sal e limão para prolongar sua validade, que pode chegar a três meses. Para descongelar, deixe-o na geladeira durante a noite anterior ao preparo. "Se for prepará-lo cozido ou ensopado, pode tirá-lo do congelador e levá-lo direto à panela", afirma Flávia Ferazzo. Depois de descongelar, o peixe deve ser consumido rapidamente, para evitar riscos de contaminação, e não pode ser congelado novamente.

Para fazer em casa

Caso você esteja sem ideias para fazer o seu peixe, siga a receita da nutricionista Flávia Ferazzo, que é super nutritiva e tem apenas 257 calorias por porção:

Ingredientes
2 cebolas grandes cortadas em rodelas
6 filés de peixe (merluza ou pescada)
3 colheres (sopa) de margarina light
1 colher (chá) de sal
1 colher (café) de pimenta-do-reino
6 tomates (sem pele e sem sementes) picados
1 xícara (chá) de salsão picado
2 xícaras (chá) de cenouras cozidas cortadas em rodelas
4 xícaras (chá) de batatas cozidas cortadas em cubos

Modo de Preparo
Coloque as cebolas no fundo de uma forma grande e disponha os filés por cima. Passe metade da margarina e acrescente o sal, a pimenta e os tomates. Asse em forno médio durante 15 minutos. Junte os legumes e cubra com o restante da margarina. Asse por mais 20 minutos. Sirva a seguir.

Rendimento: 6 porções
Carboidratos: 19,40g
Proteínas: 25,60g
Lipídios: 9,34g

Garanta a saúde do coração

14 ABR 2016
Pessoa fazendo exercício

Além da alimentação controlada, evitar o sedentarismo é essencial para quem está em busca da saúde do coração. Inclusive, existem tipos de atividades que podem auxiliar no fortalecimento do coração, já que interferem em uma série de aspectos que impactam diretamente no organismo e no bom funcionamento do principal órgão do corpo humano.

Segundo o cardiologista e diretor de relacionamento com o mercado do Laboratório Sabin, Anderson Rodrigues, é preciso ter em mente que a prática de exercícios físicos é muito importante para a saúde. No entanto, não são as atividades que vão evitar o desenvolvimento da hipertensão, já que o problema está relacionado a outros hábitos e mesmo ao condicionamento hereditário. Mesmo assim, a prática de exercícios é fundamental para quem está em tratamento do problema. "A realização de atividade física regular traz diversos efeitos benéficos, principalmente a redução da pressão arterial. Assim, o paciente hipertenso pode diminuir a dosagem dos seus medicamentos anti-hipertensivos ou até ter a sua pressão arterial controlada, sem a adoção de medidas farmacológicas", explica.

O especialista destaca que os exercícios são importantes em diversos aspectos, e relaciona os maiores benefícios deles:

1- Promovem a produção e a liberação de substâncias PROTETORAS (como o óxido nítrico – vasodilatador), as quais vão exercer efeitos protetores nas paredes (endotélio) das artérias;

2 - Previnem a disfunção endotelial, que é a base para todo o processo aterosclerótico – "entupimentos". Assim, os aspectos acima implicarão:

- Melhora da capacidade funcional;

- Redução dos quadros de angina;

- Melhora da isquemia/angina induzida por esforços físicos;

- Além da redução de alguns fatores de risco cardiovasculares;

- Também, melhoria: no condicionamento cardíaco/ físico; no bem-estar social; no nível de saúde e na qualidade de vida.

3 - Previnem e reduzem o risco de inúmeras doenças – inclusive as cardiovasculares.

O preparador físico da Ziva Brasil, Felipe A. T. Kutianski, ratifica as orientações do cardiologista, explicando que os benefícios da prática de exercícios físicos vão muito além, já que ajudam a melhorar a circulação sistêmica, podendo promover um aumento do fluxo sanguíneo e sua distribuição de oxigênio, além de outras alterações morfológicas benéficas e importantes para o corpo humano.

Por meio de uma vida regrada, algumas doenças cardíacas que ocorrem em decorrência da pressão alta ou de outros problemas cardiovasculares podem ser evitadas, como o infarto. Sabe-se que o ataque do coração é uma das doenças cardiovasculares que mais matam no mundo e é apontado como um grande vilão na vida de muitos brasileiros. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 mil pessoal morrem anualmente no Brasil por conta do ataque do coração.

O doutor Luiz Antonio Rivetti, professor de cirurgia cardiovascular na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, destaca que o problema está associado ao entupimento agudo de uma artéria responsável por irrigar o coração, gerando a falta de oxigenação, de nutrientes e sangue. "Com o aumento da obstrução da artéria coronária, o sintoma mais comum aparece: a dor no peito. Este é um sinal importantíssimo que certamente ocasionará o infarto", alerta.

É importante destacar que o aparecimento dos sintomas de infarto está fortemente relacionado ao fator da faixa etária. O Dr. Rivetti explica que os índices são predominantes entre as idades de 50 e 70 anos, marcando a transição para a terceira idade. No entanto, nos dias de hoje, é possível observar também sintomas em pessoas entre 40 e 50 anos, especialmente por conta do estilo e da (falta) de qualidade de vida.

O diretor de relacionamento com o mercado do Laboratório Sabin ainda explica que os exercícios podem contribuir na prevenção de derrames e infartos, mas é preciso entender que um acompanhamento médico vai ajudar a investigar e controlar outros fatores de risco que podem vir a piorar o quadro de saúde de um indivíduo.

"Dislipidemias (HDL baixo, LDL elevado, Triglicerídeos elevados etc.), pressão alta, tabagismo, obesidade/ sobrepeso, estresse/ansiedade, diabetes, doença periodontal, poluição, crise econômica, histórico familiar de doenças cardiovasculares são alguns dos exemplos que podem e devem ser acompanhados para evitar problemas de saúde mais graves", diz.

Por este motivo, o doutor Rivetti explica que o check-up anual é um hábito extremamente importante. Visitas anuais a consultórios e laboratórios médicos são indicadas para pessoas que não possuem históricos de doenças que podem ajudar a ocasionar o infarto. Para pacientes com histórico, é indicado uma adoção mais regular da medida. Além disso, claro, é válido investir na prática de exercícios aeróbicos. "Esse tipo de atividade deve ser exercida regularmente, pois auxilia na melhor oxigenação das células musculares e no elevado gasto calórico. Podem ser caminhadas, natação, ciclismo, corrida e entre outras", acrescenta.

Intensidade e modalidade

Afinal, como definir a rotina de exercícios físicos?

Antes de tudo, é preciso lembrar que ao dar início a qualquer modalidade esportiva, é importante ter a liberação por parte de um cardiologista, uma vez que existem diversos cuidados que são direcionados para cada indivíduo, de acordo com doenças associadas e faixa etária.

O preparador físico Kutianski ainda acrescenta que o médico, em conjunto com um professor de Educação Física preparado, indicará a melhor modalidade que o cardiopata poderá praticar no momento. "Existem trabalhos científicos relacionando cardiopatas com ótimos resultados na prevenção e tratamento como: ioga, musculação, hidroginástica, natação, pilates e caminhadas. É importante lembrar que não é o exercício físico que é contraindicado ao aluno, muito pelo contrário: é o aluno que é contraindicado ao exercício", explica.

O cardiologista e diretor de relacionamento com o mercado do Laboratório Sabin, doutor Anderson Rodrigues, ainda explica que a "melhor" atividade física para os pacientes tem a ver com alguns fatores específicos. Primeiramente, vale destacar que é preciso ter uma continuidade da prática do exercício físico. Essa constância estará diretamente ligada à escolha por uma atividade física que implique prazer ao praticante, outro fator que impactará positivamente na adesão e assiduidade do paciente.

"Além disso, a Diretriz em Cardiologia do Esporte (SBC) traz a informação de que a prescrição de programas de exercícios aeróbicos é a que traz melhores benefícios para o sistema cardiovascular e para o controle dos fatores de risco. Esse tipo de programa é caracterizado por exercícios cíclicos de grandes grupamentos musculares, como é o caso de atividades como caminhadas, corridas, natação, ciclismo, dança, hidroginástica, entre outros", explica.

No caso da frequência, a Diretriz recomenda exercícios físicos de três a cinco vezes por semana, sendo que em alguns grupos (hipertensos e obesos) a frequência pode ser até sete vezes semanais. Já o Colégio Americano de Medicina do Esporte recomenda uma atividade física mínima de 30 minutos diários com uma frequência mínima de três vezes na semana.

Kutianski ainda explica que o principal cuidado deve ser realmente com relação ao acompanhamento de especialistas. Em sua visão, o grande problema da prática de exercícios físicos está em iniciar uma atividade física moderada ou intensa sem conhecer o próprio corpo e seus limites. Muitas pessoas que iniciam em uma modalidade esportiva não fazem a mínima ideia se estão ou não com uma saúde apta para aquela modalidade escolhida. "Já existem alguns estudos relacionando hipertrófica cardíaca com o treinamento com pesos, ou seja, ao longo de muitos anos de treino pesado e toneladas levantadas, uma das consequências negativas disso tudo é o aumento do ventrículo esquerdo do seu coração, podendo ocorrer inúmeros problemas futuros", destaca o preparador físico.

Mas nem tudo é preocupação, já que, com uma avaliação correta e acompanhamento, os exercíciosfísicos só contribuem com benefícios para a saúde. Existem algumas opções seguras e fáceis para os pacientes realizarem em casa sem muitos problemas, desde que tenha a liberação de seu cardiologista e uma orientação por parte de um profissional de educação física.

Confira as dicas do preparador físico:

- Saltar cordas;

- Asánas específicos do ioga;

- Trabalhos com alongamentos e isometrias;

- Exercícios calistênicos como: flexões e pranchas abdominais;

- Treinos de corridas contínuos ou intervalados, dependendo da capacidade cardiovascular no momento.

Alimentação na melhor idade

14 ABR 2016
Alimentos

O envelhecimento é um processo natural que acarreta modificações físicas e funcionais no organismo. As alterações biológicas nesta fase modificam a composição corporal, levando à diminuição da massa muscular (SARCOPENIA), acompanhada muitas vezes de um aumento da gordura corporal. Além disso, com o avançar da idade, é comum a diminuição do gasto energético basal (metabolismo basal), que ocorre devido à diminuição do tecido magro. Pode ocorrer também a presença de baixo peso, acompanhado pela diminuição de massa muscular.

Veja algumas dicas para melhorar sua alimentação

  • Coma devagar e mastigue bem os alimentos
  • Fracione sua alimentação, com lanches intermediários: frutas, iogurtes e nozes, são boas opções
  • Os alimentos fontes de proteína são essenciais para a construção/manutenção de músculos.
  • Exemplo: carnes magras, leite e derivados, ovos, feijões, lentilhas, soja.
  • Dê preferência aos grãos integrais, aveia e arroz integral
  • Utilize gorduras de boa qualidade, como azeite de oliva extra virgem, castanhas e até o abacate
  • Diminua o consumo de gorduras ruins, como carnes gordurosas e frituras
  • Reduza o consumo de sal e alimentos ricos em sódio (frios, queijos curados)
  • Mantenha uma boa ingestão de líquidos durante o dia, preferencialmente água
  • Faça pratos coloridos e atraentes, pois a aparência do alimento exerce muita influência sobre o apetite

Conheça os prós e contras de cada posição para dormir

14 ABR 2016
Pessoa dormindo

Poucos hábitos são tão eficientes para melhorar a saúde do que dormir: fortalece a memória, ajuda a controlar a hipertensão e o diabetes, diminui riscos de doenças cardiovasculares e até mesmo previne a obesidade e a depressão! Mas para conseguir todos esses benefícios, só tendo uma noite muito bem dormida. E um dos fatores que podem estragar tudo isso é a posição em que nos deitamos. "Para podermos descansar e relaxar a musculatura, precisamos de suporte adequado para não torcer ou tensionar as articulações", comenta o ortopedista Cássio Trevizani, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Mecidina da Universidade de São Paulo (FMUSP). "Ao dormir em uma posição não adequada, a pessoa pode acordar com dores nos músculos, membros, músculos ou na cabeça, além de sensação de sono não profundo", completa o especialista.

Ficou preocupado com a forma como você dorme? Para você saber se está errando ou acertando nessa hora, desvendamos as principais posições para dormir e indicamos como deixá-las melhores ou até mesmo a aprender a mudar e adotar uma forma mais saudável na hora do sono!

Dormir de lado

Se você costuma deitar-se completamente de lado, parabéns! Essa é considerada a melhor posição para dormir. Você sabe por quê? "A questão é que ao se deitar de lado, você consegue manter a coluna mais alinhada", ensina o ortopedista Cássio Trevizani, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Além disso, é uma posição que permite que tanto a cabeça quanto os pés fiquem da altura do coração, o que facilita muito a circulação, fazendo com que o corpo funcione normalmente durante o período em que você está dormindo.

Como melhorar a posição de lado

Porém, não adianta apenas ficar deitado do jeito certo, alguns ajustes são necessários. Primeiro, o travesseiro: "o ideal é que ele tenha a altura do ombro, para a cabeça não ficar inclinada", estabelece o ortopedista Alexandre Podgaeti, coordenador da Comissão de Campanhas da Sociedade Brasileira de Coluna, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. "Colocar um travesseiro entre os joelhos também é bom, porque um joelho bate no outro e assim eles ficam alinhados ao tronco", conclui o especialista.

A coluna também é um ponto a se ter atenção: tente respeitar as curvas naturais dessa estrutura, nada de tentar ficar retinho! Manter as pernas levemente flexionadas e o quadril relaxado também são ótimas pedidas para não forçar o nervo ciático. Quanto aos braços, nada de colocá-los para cima. "Dormir com o braço esticado em cima da cabeça pode fazê-lo acordar com dor no ombro, bursite ou tendinite... Isso é um reflexo de um travesseiro muito baixo", reflete Podgaeti.

Dormir de barriga para cima

Essa não é a posição mais indicada, mas também não é de todo ruim para o corpo. O lado bom é que as articulações conseguem relaxar de forma satisfatória, impedindo torções e dores. Porém, a coluna não fica perfeita. "Você acaba retificando seu corpo, e o melhor jeito de manter as curvas da colina perfeita é deitando de lado", pondera Podgaeti. Outra questão é a maior chance de problemas como a apneia ou ronco aparecerem em que se deita nesta posição. "A língua vai para trás, atrapalhando a respiração", comenta o especialista. Lembrando que esse não é único fator que pode causar esses processos.

Como melhorar a posição de barriga para cima

Uma das formas de garantir que você durma melhor de barriga para cima é com o travesseiro. Ao contrário da posição de lado, em que ele fica mais alto, ao deitar-se virado para cima ele deve ser bem baixinho. "Assim, evita-se uma tensão na musculatura cervical", explica Trevizani. Uma forma de garantir um relaxamento das pernas é colocar um travesseiro embaixo dos joelhos, o que permite que eles fiquem menos entendidos, relaxando os músculos da lombar e das coxas.

Já os braços, ao deitar-se de barriga para cima, devem ficar ao longo do corpo, ou com as mãos pousadas levemente sobre o abdômen. Sem por força, é claro, ou você acabará prejudicando a respiração. "Não é indicado colocar os braços para alto, pois acaba ficando desconfortável ao longo da noite", friza o especialista.

Dormir de bruços

Se dormir de barriga para cima é aceitável, dormir de bruços é completamente contraindicado! Além de deixar o corpo reto também, da mesma forma que a primeira posição, ainda tem o agravante do pescoço. "Ao se deitar de lado, você precisa se virar para respirar, torcendo o pescoço cerca de noventa graus. Quando você coloca um travesseiro, então, além de torcer, você o hiperestende, causando dores cervicais", descreve o ortopedista Podgaeti. Infelizmente, no caso dessa posição, não há muito o que resolver, de acordo com os especialistas. "Mesmo que muitas pessoas estejam adaptadas a essa posição e se sintam confortáveis, podem ocorrer problemas de cervicalgia, dor nos ombros, bursite, tendinite e até dor nas costas", enumera o especialista.

E se mudo de posição ao longo da noite?

Infelizmente, só dá para controlar mesmo nossa posição antes de adormecer, depois disso, é normal que nosso corpo busque adaptação para ficar mais confortável, e nós acabemos nos movimentando um pouco. "Isso é normal, então o que você pode fazer é sempre começar seu sono numa melhor posição, o resto não dá pra controlar", aconselha Podgaeti.

Porém, se você se mexe até demais, pode ser indicativo de outros problemas de sono. "Quem se vira muito na cama a noite precisa verificar se não há alteração no sono que pode gerar agitamento. Para isso existem tratamento específicos e é importante procurar um especialista em sono", recomenda Trevizani.

Dá para mudar a posição em que eu durmo?

Outro problema é tentar mudar uma posição a qual seu corpo já está tão acostumado, não é mesmo? Mesmo os pequenos ajustes nas posições normais podem ser incômodos. Para o ortopedista Podgaeti, tudo é uma questão de treino e de insistência. "No começo sem dúvida você acaba voltando a posição ruim sozinho mesmo, mas com o tempo o corpo vai ficando cada vez mais na posição ideal e vai se acostumando", indica o especialista. Pode ser um processo cansativo, mas vale a pena tentar melhorar, para garantir um sono mais leve e reparador, que vai inclusive recuperar você de todo esse esforço!

Gripe H1N1

14 ABR 2016
Pessoa com gripe

O subtipo do ​​vírus influenza A H1N1 é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus da gripe aviária, do vírus da gripe suína e do vírus humano da gripe. Sua forma de transmissão se dá de uma pessoa para outra pelo contato com secreções respiratórias, partículas de saliva, tosse ou espirro. E, de acordo com o OMS, também é possível a transmissão pelo contato com superfícies contaminadas.​​

Sintomas

Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, e se apresentam como febre repentina (acima de 38°C), dor de garganta, associado a dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações, coriza e falta de apetite. Sintomas respiratórios como tosse e piora da asma para asmáticos também são comuns. Algumas pessoas também podem apresentar diarreia e vômitos. É recomendado que os pacientes que apresentarem sintomas que envolvam secreções nasais, tosse ou espirro recebam máscara cirúrgica com o intuito de evitar a transmissão do vírus. Os adultos podem transmitir a doença no período de sete dias após o aparecimento dos sintomas. Nas crianças, este período vai de dois dias antes até 14 dias após aparecerem os sintomas.

Diagnóstico e tratamento

Para confirmar o diagnóstico de H1N1, é necessário realizar teste laboratorial específico. Já o tratamento é feito com uso de medicamento fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) nas primeiras 48 horas após aparecerem os sintomas, com duração de cinco dias. Não há contra indicação de medicamentos para este tipo de gripe.

Epidemia

Após o surto de “gripe suína” em 2009 muitas pessoas foram atingidas e ficaram totalmente ou parcialmente imunes. Atualmente temos um novo grupo de pessoas, que não foram expostas ao vírus, ou que já apresentam uma queda de imunidade. Esse atual grupo corre risco de gerar uma nova epidemia caso não tenha prevenções ou tratamento adequado.

Prevenção

A melhor forma de prevenir é recebendo a vacina contra a gripe H1N1. Porém, cuidados de higiene também são importantes, como:

  • Lave bem as mãos com água e sabão e utiliza álcool gel com frequência
  • Evite colocar as mãos nos olhos, boca e nariz após contato com superfícies
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal
  • Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar
  • Evite locais fechados e com muitas pessoas presentes
  • Evite beber água em bebedouros públicos. Utilize copo ou garrafa plástica de uso pessoal

Perguntas e respostas sobre vacina contra a gripe H1N1

​1. É necessário agendar para tomar a vacina?
Não, basta dirigir-se a uma das unidades do Centro de Imunizações. O estoque das unidades é conforme disponibilidade da vacina.

2. Qual a diferença entre a vacina trivalente e a vacina tetravalente?
A vacina trivalente compreende duas cepas do vírus Influenza A e uma cepa do vírus Influenza B. A tetravalente contempla duas cepas de Influenza A e duas de Influenza B. A cepa para H1N1 está presente nas duas vacinas.

3. Para quem já tomou a vacina H1N1 e deseja tomar a da gripe comum, pode tomar a trivalente?
Sim, não há contraindicação.

4. Existe alguma contraindicação para quem está tomando outro medicamento?
Os pacientes que tomam medicação que altere a imunidade (como corticoides ou imunossupressores) podem não ter uma boa resposta com a vacina, mas não estão contraindicados para recebê-la.

5. Crianças devem tomar a vacina em uma ou duas doses?
Todas as crianças abaixo de nove anos de idade, que estejam tomando a vacina para Influenza A H1N1 pela primeira vez, devem receber duas doses com um mês de intervalo.

6. A vacina pode ser aplicada independentemente da idade?
A vacina pode ser aplicada em crianças acima de 6 meses de idade. A vacina quadrivalente é indicada para maiores de 3 anos.

7. Se a pessoa estiver gripada, ela poderá tomar a vacina?
Se a pessoa estiver sem febre, pode tomar a vacina.

8. Quem não pode tomar a vacina contra a Gripe A (H1N1)?
Pessoas com doença febril aguda, pessoas com doença neurológica em atividade, ou aquelas com antecedentes de alergia grave a componentes do ovo, ao timerosal (Merthiolate®) e à neomicina. Nos casos de doença febril aguda, passada esta fase, a vacina poderá ser administrada normalmente.

9. Quem está grávida pode tomar a vacina contra a Gripe A (H1N1)?
Sim. Conforme orientação do Ministério da Saúde, publicada em nota técnica de Nº 05/2010, que descreve a estratégia de vacinação contra o vírus Influenza A (H1N1), as gestantes, por constituírem um grupo de alto risco para complicações graves, devem ser vacinadas, independente da sua idade gestacional. Recomenda-se aconselhamento prévio com o seu obstetra.

10. E quem amamenta pode tomar a vacina contra a Gripe A (H1N1)?
Quem amamenta pode tomar a vacina. Não existem contraindicações formais para a administração da vacina em mulheres que se encontrem amamentando.

11. Existe alguma precaução para se tomar a vacina?
A principal contraindicação é alergia grave a ovo.

12. Existe algum efeito colateral?
Os efeitos colaterais mais comuns são: dor local, febre baixa e mal-estar nas primeiras 48 horas após a aplicação.

13. Existe a vacina da gripe comum separada da H1N1 conjugada?
A vacina das clínicas particulares é trivalente, ou seja, tem a da influenza H1N1 associada a duas para influenza sazonais (H3N2 e B).

14. É necessário deixar o nome em uma lista de espera para se obter a vacina?
Não. As vacinas serão disponibilizadas conforme o estoque.

15. Qualquer pessoa pode tomar a vacina H1N1?
Sim, desde que tenha mais de seis meses de idade e não haja contraindicação.

16. Qual é a origem dessa vacina?
A vacina que o Hospital Israelita Albert Einstein disponibiliza aos pacientes é de origem francesa, do laboratório SanofiPasteur.

17. Quais os componentes da vacina quadrivalente?
Os componentes da vacina quadrivalente são: 2 cepas da Influenza A (H1N1 E H3N2) e 2 cepas de Influenza B.

18. O vírus da vacina está morto? Ela pode provocar a Gripe A (H1N1)?
A vacina é produzida por vírus inativados (vírus mortos e fracionados). Não existe, portanto, o risco de se adquirir gripe por meio da vacina.

19. A vacina contra a Gripe A (H1N1) tem efeito imediato?
A proteção começa a existir aproximadamente após duas semanas (15 dias) da administração, prolongando-se por cerca de um ano.

20. O hospital pode avisar aos clientes quando a vacina estiver disponível?
Infelizmente, por limitações operacionais, não há como viabilizarmos esta ação.

21. Qual o lote da vacina?
2016.

22. Por quanto tempo a pessoa que tomar a vacina estará imune?
Em média, por um ano.

23. Haverá reserva para clientes do hospital que apresentam doença crônica?
Infelizmente não há como viabilizarmos esta ação.

Equipamentos de LED para usar em casa podem tratar de calvície à acne

12 MAR 2016
Arte de uma pessoa com calvice

Máscaras, placas, mantas, lanternas, capacetes e bonés que emitem luzes de LED estão entre os equipamentos dermatológicos de uso doméstico mais vendidos na Coreia do Sul, país conhecido pela tecnologia —e pelos exageros— no cuidado com a pele.

Seguros e com um custo relativamente baixo, eles prometem tratar problemas como caspa, calvície, rugas e acne, além de melhorar a aparência geral da pele e dos cabelos.

"Ao contrário dos lasers domésticos para remoção de pelos ou rugas, o LED não oferece riscos de queimadura, por isso é possível usar em casa um equipamento muito semelhante àquele do consultório médico", explica o cirurgião Alvaro Pereira de Oliveira, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e dono da empresa Cosmedical, que desenvolve produtos brasileiros usando essa tecnologia.

O uso é simples, embora incluí-lo na rotina demande certa paciência. No caso das máscaras, basta colocar no rosto e esperar entre sete minutos e meia hora, de acordo com o fabricante (a quantidade de luzes determina o tempo da sessão). Lanternas devem ser encostadas no local que se pretende tratar —o que pode ser cansativo no caso de áreas mais extensas— por cerca de três minutos.

Bonés, tiaras e capacetes são colocados na cabeça por um período entre 30 segundos e 20 minutos. No caso das placas, é preciso aproximar o rosto por cerca de 15 minutos. As mantas devem cobrir a área tratada por um período entre dez minutos e meia hora.

Esses equipamentos utilizam a chamada terapia com laser de baixa potência (Low Level Laser Therapy, LLLT), que trabalha com pequenas quantidades de luz (de dez a sessenta joules por sessão) em comprimentos de onda que promovem uma ação fotoquímica, penetrando a membrana celular e estimulando as mitocôndrias a produzirem Adenosina Trifosfato (ATP), moeda energética da célula. As células ganham uma dose extra de energia e funcionam de modo otimizado. Na pele, isso significa uma renovação mais constante. No cabelo, estímulo dos folículos.

"O LED estimula o trabalho das células, que passam a produzir mais colágeno e fibras elásticas, contribuindo para uma melhora geral da aparência", explica Oliveira.

Como o aumento de temperatura é pequeno, não há dano celular. Fora do uso estético, a tecnologia pode ser usada para tratar dores crônicas e para fazer feridas cicatrizarem mais rápido.

Na prática, o LED é um laser, só que de baixa potência. Enquanto um laser de consultório atua destruindo e fragmentando as células da pele (para retirar uma mancha, por exemplo) ou gerando uma agressão na pele para que ela seja obrigada a se renovar (é o caso dos lasers de CO2), o LED apenas estimula a pele. É mais suave, porém menos eficiente.

Os médicos entrevistados pela Folha são unanimes em dizer que o brinquedo funciona, mas que os efeitos são sutis. "Não substitui nenhum tratamento, é apenas um complemento interessante", diz a dermatologista Heloisa Hofmeister.

Segundo Hofmeister, as luzes são menos eficazes que tratamentos convencionais como cremes, por exemplo. "Eu recomendaria para alguém que quer incrementar sua rotina de cuidados, mas não como tratamento único".

Valeria Campos, assessora do departamento de laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ressalta que o uso não deve ser diário, mas em dias alternados.

"Quem tem pouco cabelo pode usar os LEDs capilares todos os dias. Mas quem só quer estimular o crescimento ou tratar a pele deve usar dia sim, dia não", explica. O uso abusivo pode gerar radicais livres. Ou seja, o inverso do que se pretende.

ADIANDO A CALVÍCIE

No cabelo, os resultados também são discretos, porém animadores. "Nada ressuscita um folículo morto, mas quem inicia o tratamento logo que o cabelo começa a afinar pode adiar a calvície em até dez anos", diz Oliveira.

Em quadros de calvície, o hormônio DHT interfere na atividade celular dos folículos pilosos. As células trabalham menos, deixando os fios mais finos e ressecados. "O que ocorre é uma diminuição progressiva do folículo, que uma hora desaparece", explica Hofmeister.

O LED ativa a microcirculação capilar, levando mais nutrientes ao couro cabeludo e retardando esse processo.

Das oito cores de LED existentes, a maior parte dos equipamentos domésticos trabalham com luzes vermelhas ou azuis. Quando usada no rosto, a luz vermelha tem poder antienvelhecimento, melhora a aparência de linhas finas, aumenta a produção de colágeno e diminui a inflamação após procedimentos como peeling e limpeza de pele.

Quando usada no cabelo, estimula o crescimento, reduz a queda, combate a caspa e fortalece os fios. Nas unhas, aumenta a produção de queratina, deixando-as mais fortes. Já no corpo, combate dores crônicas e flacidez.

A luz azul tem efeito bactericida e uniformizador do tom da pele, sendo útil para combater acne e manchas brancas de cicatrizes ou vitiligo. Quando usada nos dentes, tem efeito branqueador.

PEGADINHAS

Os LEDs foram feitos para durar mais, assim como as lâmpadas dessa tecnologia, mas a maioria dos equipamentos domésticos exige a compra de "recargas" para continuar funcionando. "Não tem nenhuma explicação técnica para um aparelho de LED só funcionar por um determinado número de sessões, é capitalismo puro e simples", diz Campos.

Outra pegadinha é a ampla variação de preços, sobretudo nos equipamentos capilares: alguns chegam a custar seis vezes mais que produtos similares. "A tecnologia é uma só. O que pode variar é a quantidade de luzes e a potência. Produtos mais fracos demandam uma aplicação mais longa, mas o resultado é o mesmo", afirma Oliveira.

Um boné de LED da marca Capellux custa R$ 695. A máscara da mesma marca custa R$ 675. Entre os produtos importados existe, por exemplo, a máscara iluMask, por US$ 19 (mas dura apenas trinta sessões).

Entenda como a fototerapia trata acne e manchas

12 MAR 2016
Fototerapia

Cravos, espinhas, manchas e alterações na pigmentação da pele geralmente representam um incômodo estético. Só a acne, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, atinge cerca de 90% dos adolescentes e metade da população adulta. Diante desse cenário, a fototerapia surge como opção de tratamento.

Tratamento feito por Luz Intensa Pulsada (IPL), ela ajuda a minimizar os efeitos causados pela acne e manchas. Conforme explica o dermatologista Abdo Salomão, a luz visível possui efeito fotodestrutivo na bactéria Propionibacterium acnes.

Fototerapia: como funciona?

A melhora da acne não é a única vantagem da fototerapia. Os raios emitidos na pele também podem auxiliar no tratamento de manchas e outras doenças de pele, como psoríase e vitiligo. Nesses casos, a luz pulsada estimula a repigmentação da derme, para que as lesões desapareçam.

Segundo a fisioterapeuta Ana Carolina Markesz, especialista em luz pulsada, a técnica ajuda a tratar lesões de pigmentação, além de unificar, iluminar e melhorar a aparência do rosto em geral. Ela aponta ainda que, apesar de não eliminar completamente as manchas e a acne, a fototerapia suaviza esses incômodos e garante um rosto mais limpo.

O tratamento, porém, só pode ser realizado mediante encaminhamento médico. A avaliação do dermatologista é fundamental. É ele quem vai analisar previamente o problema do paciente e verificar se o tratamento com luz pulsada é o mais indicado.

Para tratar a acne, geralmente são necessárias oito sessões – duas por semana, durante 30 dias. Já para suavizar manchas, o período é relativo. O procedimento é feito a cada 15 dias e o tempo de duração varia dependendo do tamanho e do grau de incidência.

Cuidados com a fototerapia

Durante o processo, o paciente não pode utilizar nenhum medicamento fotossensibilizante, precisa evitar a exposição ao sol e utilizar filtro solar com fator de proteção 30 diariamente. Ao fim do tratamento, para manter os resultados conquistados, o uso do protetor é indispensável.

De acordo com Ana, a procura pela fototerapia em consultórios é alta. A especialista sinaliza que as mulheres recorrem aos procedimentos paliativos para manter a boa aparência e que quem experimenta aprova os resultados. Ainda assim, ela sugere que o melhor é aprender a prevenir os problemas de pele.

A fisioterapeuta aponta que para evitar o agravamento de incômodos estéticos como espinhas, cravos e manchas, alguns cuidados básicos no dia a dia são necessários. O primeiro deles você já deve ter ouvido: utilizar filtro solar em ambientes abertos e fechados, no inverno e no verão.

Além disso, o ideal é sempre usar cremes adequados para o seu tipo de pele, retirar a maquiagem antes de dormir e não espremer as espinhas quando elas surgirem. Se você não esquecer desses cuidados, sua beleza agradece.

Amamentar salva vida de bebê e mãe de todas as rendas, diz estudo

02 FEV 2016
Mãe amamentando

A velha ideia de que aleitamento materno traria efeito protetor apenas para crianças de famílias de classe econômica menos privilegiada foi sepultada de vez por uma série de estudos sobre o tema, coordenada pelo professor da Universidade Federal de Pelotas Cesar Victora e publicada na revista Lancet.

O trabalho, o maior já realizado sobre o tema e que teve como base a revisão de 1.300 estudos, demonstra que amamentar salva vidas de crianças, mulheres de todas as faixas sociais, e, de quebra, ajuda a economia de países, qualquer que seja o nível de desenvolvimento.

"O efeito protetor não se dá apenas na primeira fase da vida. O aleitamento materno tem uma ação importante para a inteligência das crianças, previne a obesidade, sem falar no impacto positivo na saúde das mães"

Cesar Victora

Dados reunidos de 153 países mostram, por exemplo, que mulheres que amamentam por períodos mais longos têm redução de 30% no risco de desenvolver câncer de ovário. Os efeitos protetores para câncer de mama também impressionam: cada dois anos de amamentação podem reduzir o risco da forma invasiva da doença em 6%.

Pelas contas dos pesquisadores, o aumento das taxas de aleitamento pode evitar por ano 800 mil mortes de crianças e de cerca de 20 mil mulheres.

"O leite materno é uma substância viva, impossível de ser imitado pelo leite em pó"

Cesar Victora

Os estudos indicam que o leite produzido pela mãe vai se adaptando às necessidades da criança, ao longo do tempo. "Ele é uma espécie de medicamento feito sob medida: com nutrientes, com elementos protetores contra infecções, para flora intestinal do bebê. Quando o bebê é prematuro, o leite produzido pela mãe tem uma composição específica, totalmente diferente, por exemplo, do que é produzido meses mais tarde", completa.

O impacto positivo da amamentação sobre a inteligência do bebê já havia sido demonstrada por uma pesquisa anterior, também coordenada por Victora e pela equipe da Universidade Federal de Pelotas. Os dados mostram que crianças alimentadas com leite materno por mais tempo tiveram um aumento médio de 3 pontos no QI - algo que pode melhorar o desempenho escolar e, em consequência, a renda.

De acordo com um dos trabalhos que compõem a série agora publicada, a ausência da amamentação materna e seus consequentes estragos na capacidade cognitiva podem provocar perdas para economia calculadas em US$ 302 bilhões anuais, o equivalente a 0,49% do rendimento bruto mundial. Um das conclusões do trabalho é que para alcançar esses ganhos, há necessidade de se reforçar políticas que garantam o aleitamento materno.

A meta proposta é que todas as crianças sejam amamentadas exclusivamente por leite materno até seis meses. Embora o compromisso tenha sido firmado na década de 90, ele está longe de ser alcançado.

Autores do trabalho reforçam a necessidade de se colocar em prática uma série de ações: disseminar informações sobre benefícios do aleitamento, desenvolver ações que incentivem a prática, como ampliação do período de licenças maternidade, a criação de salas de aleitamento em ambientes de trabalho e a previsão de pausas durante a jornada, para que criança possa ser amamentada, regular a indústria de alimentos substitutos ao leite materno, restringindo a propaganda e a distribuição, por exemplo, de amostras gratuitas.

O Brasil é citado como exemplo no relatório em razão das práticas adotadas. São elogiados o sistema de banco de leite materno e a ampliação da prática de alojamento conjunto, que permite à mãe ficar próxima do bebê, o que facilita o aleitamento. As consequências dessas políticas ficam claras nas estatísticas. No período entre 1974 e 1975, uma criança brasileira recebia leite materno por um período médio entre dois e cinco meses. Entre 2006 e 2007, essa marca havia saltado para 14 meses. Entre 1996 e 2006, a média de crianças que recebiam leite materno por pelo menos um ano havia crescido 15%.

Embora avanços tenham sido muito significativos, Victora afirma ser necessário ampliar essa marca e, sobretudo, evitar que ocorra no Brasil problemas como registrados em outros países. O estudo indica haver uma tendência de que, com aumento da renda familiar haja uma migração do aleitamento materno para substitutos. Victora considera essencial, por exemplo, a realização de campanhas que incentivem a amamentação. "A regularidade dessas iniciativas foi bastante reduzida. O ideal é que elas sejam retomadas", completou.

Victora afirma também ser essencial movimentos que garantam o aleitamento e evitem constrangimento, quando isso é realizado em espaços públicos. "A aprovação de regras, a exemplo de São Paulo, que garantem a amamentação é um ótimo instrumento", completou.

Diga adeus ao cigarro

02 FEV 2016
Diga adeus ao cigarro

Um dos vícios mais difíceis de ser combatidos, o tabagismo continua fazendo vítimas diariamente em todo o mundo. Mas qualquer pessoa pode parar de fumar, mesmo que já tenha tentado outras vezes, sem conseguir.

Pesquisas mostram que, a cada tentativa séria de se livrar do vício, o dependente fica mais próximo do sucesso, pois aprende com as  dificuldades enfrentadas. E abandonar o tabagismo vale a pena.

Se você parar de fumar agora

Após 20 minutos

A pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal

Após 2 horas

Não há mais nicotina no seu sangue

Após 8 horas

O nível de oxigênio no sangue se normaliza

Após 2 dias

O olfato e o paladar já percebem melhor os cheiros e os sabores

Após 3 semanas

A respiração e a circulação ficam mais fáceis

Após 5 a 10 anos

O risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

Passos para abandonar o vício

  • Preparar-se mentalmente: ter a intenção.
  • Informar-se sobre o que fazer em termos práticos: transformar a intenção em ação.
  • Aprender a lidar com as recaídas: reforçar a ação com uma intenção firme.

Preparando-se para parar

Para que sua intenção de parar fique clara, faça uma lista de seus motivos, listamos alguns exemplos.

Por que quero parar?

  • Quero melhorar a minha saúde
  • Não quero que os meus filhos tornem-se fumantes
  • Tenho medo de ter câncer
  • Tenho medo de ter problemas no coração
  • Fumar é de mau gosto
  • Não gosto de ser dependente de nicotina
  • É muito trabalho ir até o fumódromo para fumar
  • Causa mau cheiro
  • Quero poupar o dinheiro que gasto com o vício

Que prazer terei sem o cigarro?

  • Meus filhos vão ter orgulho de mim
  • Vou voltar a apreciar os cheiros
  • A comida terá mais gosto
  • Vou voltar a subir escada sem perder o fôlego
  • Vou gostar mais de mim

Estabeleça um plano de ação

  • Defina o dia para parar de fumar
  • Comunique família, amigos e colegas de trabalho, peça apoio e entendimento

Faça algumas mudanças inspiradoras

  • No ambiente: livre-se do maço de cigarros, cinzeiros e do cheiro de cigarros no seus locais de trabalho, carro e casa
  • Em seus hábitos: não fume nos locais onde você passa muito tempo, como no trabalho ou no carro

Defina que tipo de apoio profissional poderá obter no início

Aconselhamento: aumenta muito as chances de parar definitivamente, segundo mostram estudos científicos. É um auxílio breve e direcionado exclusivamente para você parar de fumar. Exemplo de um programa: psicólogas ou enfermeiras especialmente treinadas aconselham fumantes durante 5 semanas, com encontros de 40 a 60 minutos.

Métodos farmacológicos

Conheça os métodos cientificamente comprovados para ajudar você a parar de fumar:

Uso de Reposição de Nicotina na Forma de Adesivos ou Chicletes

Em forma de adesivo ou chiclete, a nicotina é absorvida pelo organismo através da pele ou da mucosa. É importante contar com orientação médica para definir o melhor método para você, a dose correta e obter o melhor efeito do tratamento que tem por objetivo aliviar o desconforto causado pela abstinência – quando o cérebro não recebe a carga diária da droga com a qual se acostumou ao longo dos anos de vício. Essa falta causa irritação, diminui a concentração, aumenta a ansiedade e pode causar sonolência ou o contrário, insônia. O incômodo é maior nas primeiras 4 a 6 semanas, fase em que se concentram as recaídas.

Novos medicamentos

Recentemente têm sido usados em vários países novos medicamentos para ajudar as pessoas que queiram parar de fumar. Alguns antidepressivos têm se mostrado úteis para ajudar fumantes a deixarem o cigarro, mesmo que não estejam apresentando depressão. O que esses medicamentos produzem é uma diminuição dos sintomas de abstinência da nicotina, tornando o período inicial mais confortável.

Por que é tão difícil parar

Que ninguém se iluda: a nicotina é uma droga poderosa para causar dependência. Atinge o cérebro em questão de segundos, causando sensações de prazer e relaxamento. Dentre as mais de 4.700 substâncias contidas na fumaça do cigarro, a nicotina não é a que mais mata ou gera mais doenças, mas é a que cria o vício. Ou seja: as pessoas fumam por serem dependentes da nicotina e adoecem ou morrem pelas ações das demais substâncias.

Para evitar recaídas

A maioria das recaídas ocorre nos primeiros 3 meses após parar de fumar. Não se deixe abater. Lembre-se: a maioria das pessoas tenta várias vezes antes de se livrar definitivamente do vício. Evite as seguintes situações para não ter uma recaída:

  • Evite ingerir bebidas alcoólicas
  • Evite conviver com outros fumantes
  • Fique alerta ao estado depressivo: se for preciso, peça ajuda a seu médico para combater esse estado de ânimo.

Problemas de intestino?

02 FEV 2016
Pessoa com problemas de intestino

Dor abdominal acompanhada de alterações do hábito intestinal – diarreia, constipação ou ambos de maneira alternada. Quando ocorrem com alguma frequência, esses sintomas podem ser indicativos da síndrome do intestino irritável, um mal que, segundo as estimativas, afeta entre 10% e 20% da população, com maior prevalência entre as mulheres. Trata-se de uma doença crônica que, ao contrário do que temem alguns pacientes, não evolui para câncer de intestino, nem oferece riscos maiores, mas pode afetar a qualidade de vida e ser muito incapacitante.

"No mundo todo, é a segunda maior causa de afastamento de trabalho. Só perde para a gripe. Estudos feitos nos Estados Unidos mostram que, entre tratamentos e perdas de dias de trabalho, a síndrome do intestino irritável custa ao país mais de US$ 30 bilhões por ano", afirma o Dr. Gustavo Andrade de Paulo, gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo ele, entre 30% e 50% dos pacientes que procuram o gastroenterologista têm a síndrome do intestino irritável.

As causas da doença ainda não estão estabelecidas. Mas há várias teorias, entre elas a de que o problema estaria associado à intolerância a determinados tipos de alimentos, ou a uma maior sensibilidade à distensão intestinal, a alterações na motilidade intestinal, ou, ainda, a uma modificação das bactérias da flora intestinal após infecções. O estresse ou situações em que a pessoa está emocionalmente abalada funcionam como agravantes.

O diagnóstico é clínico. Além das dores, são indicativos da síndrome do intestino irritável: alterações na frequência ou consistência nas fezes, com diarreia (pelo menos três evacuações por dia) ou constipação intestinal (menos de três evacuações por semana), ao longo de, pelo menos, três meses. Outras características frequentes são: distensão abdominal, flatulência, presença de muco nas fezes e melhora da dor após a evacuação. "É importante estar atento também para sintomas que, geralmente, não estão associados à síndrome do intestino irritável, como emagrecimento, sangue nas fezes ou acordar no meio da noite por causa das dores", afirma o Dr. Ophir Irony, infectologista e clínico geral do Einstein. Eventuais exames podem ser solicitados pelo médico para descartar outros problemas, alguns potencialmente mais graves, como câncer ou doenças inflamatórias.

O tratamento varia segundo os sintomas de cada paciente. O primeiro passo costuma ser verificar se o indivíduo tem intolerância à lactose ou intolerância ou sensibilidade ao glúten. Embora sejam problemas específicos, eles podem agravar o quadro de quem tem a síndrome do intestino irritável. Outros alimentos, como feijão, soja, lentilha, trigo, cebola, alho, mel, adoçantes artificiais e algumas frutas, como maçã, melancia, pera, pêssego e nectarina, entre outras, também podem estar associados ao problema. "Em geral, prescreve-se, por um período de seis semanas, uma dieta pobre em carboidratos que são mal absorvidos no intestino e, por isso, fermentam. Se houver melhora, os alimentos são reintroduzidos gradativamente, buscando-se identificar apenas aquele ou aqueles que afetam o paciente", explica o Dr. Ophir. Também podem ser indicados suplementos de fibras. Já em relação aos probióticos (produtos que contribuiriam para normalizar a flora intestinal) é controverso se teriam uma ação positiva entre os portadores da síndrome do intestino irritável.

Em termos de medicamentos, os de uso mais comum são remédios contra cólicas, gases, antidiarreicos ou anticonstipação. "Há, ainda, medicamentos específicos que atuam no controle da motilidade intestinal. No entanto, é importante que sejam usados apenas com estrita indicação médica, por causa dos efeitos colaterais, incluindo problemas cardiológicos", explica o Dr. Gustavo.

O fato é que remédios, mesmo os que aparentam ser mais inofensivos, podem gerar efeitos colaterais indesejáveis. Por isso, a automedicação deve ser evitada. Em vez de ir à farmácia, o melhor é agendar consulta com o médico, que tem condições de fazer uma abordagem mais ampla e efetiva. Não há cura para a síndrome do intestino irritável. Mas um tratamento adequado fará toda a diferença para a qualidade de vida do paciente.

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