Dicas de Saúde

Overdose: os perigos do consumo excessivo de cafeína

13 JAN 2016
uma xícara de café

Substância pode causar danos graves à saúde ou até mesmo ser fatal.

Considerada por muitos uma "fiel companheira" para combater o cansaço, a cafeína também pode ser vilã. Quando ingerida em quantidades exageradas, a substância pode causar danos graves à saúde ou até mesmo ser fatal.

O Japão recentemente registrou sua primeira morte causado por overdose de cafeína. A vítima era um homem de 20 anos que trabalhava em um posto de gasolina no turno da madrugada.

Com base em análises, as autoridades de saúde japonesas informaram que a vítima faleceu porque ingeria grandes quantidades de bebidas ricas em cafeína para se manter acordado.

Segundo a agência de notícias Kyodo, a autópsia, realizada pela Universidade de Fukuoka, não conseguiu determinar a quantidade de cafeína ingerida, nem o período de tempo levado para que o consumo tivesse esse efeito letal.

O caso é inédito no Japão, mas não é tão raro em alguns outros lugares do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, já foram registradas pelo menos dez mortes causadas por excesso de cafeína.

Os casos que mais chamaram a atenção ocorreram em maio e julho do ano passado e causaram preocupação no país.

As vítimas foram adolescentes: Logan Stiner, de Ohio, de 18 anos, e Lanna Hamann, do Arizona, de 16.

Os médicos que analisaram o corpo de Stiner detectaram 70 miligramas de cafeína por mililitro de sangue.

As autoridades internacionais de saúde advertem que 50 miligramas por ml de sangue já são suficientes para provocar uma morte.

Já Hamann sofreu uma parada cardíaca e faleceu depois de ingerir uma grande quantidade de bebidas energéticas durante as férias que passou no México, segundo o que relatou a mãe dela à rede americana CBS.

Os casos de morte causadas por consumo excessivo de cafeína não são muito frequentes, mas a partir de que dose esse alcaloide que estimula o sistema nervoso pode se tornar perigoso?

 Doses recomendadas

Segundo a Autoridade Europeia de Segurança Alimentícia (EFSA, na sigla em inglês), uma dose entre 75 mg e 300 mg de cafeína ao dia pode ajudar a melhorar o rendimento de atividades físicas e intelectuais.

Isso equivale a tomar de meia a três xícaras de café por dia.

No caso dos adolescentes, a quantidade não deveria ultrapassar os 100 miligramas por dia.

Quantidades superiores a essa podem causar irritação, insônia e até complicações cardíacas.

Mas quando exatamente se pode falar em overdose de cafeína?

Excessos

De acordo com a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), os sintomas de overdose de cafeína podem incluir o pulso acelerado ou perigosamente irregular.

Pessoas que ficam intoxicadas por essa substância podem ter os seguintes sintomas: vômito, diarreia, letargia — diminuição da atividade das funções intelectuais, acompanhada de uma sensação de desorientação.

Nos casos mais extremos, a agência adverte que a overdose de cafeína pode provocar a morte — mas ressalta que esses casos são mais raros.

Segundo a FDA, é preciso ter cautela no consumo de qualquer bebida ou comida que contenha cafeína, mas há um produto em particular que merece atenção especial.

Se trata da cafeína pura em pó, que é vendida como suplemento para atletas. Na internet, é possível adquirir um desses pacotes de 100 gramas por cerca de US$ 6 (R$ 23).

Uma marca em particular, que vende esse produto online, garante que ele "ajuda a diminuir a fadiga física, a melhorar a claridade do pensamento e a capacidade de concentração, aumenta a coordenação física, reduz a sensação de cansaço e é especialmente eficaz para atividades como levantar peso".

No entanto, a FDA alerta que esses produtos são 100% cafeína, e uma colher pequena desse pó já equivaleria a aproximadamente 28 xícaras de café.

"A cafeína pura é um estimulante poderoso e em pequena quantidade já pode causar uma overdose acidental", adverte a entidade.

(...)

Quantidade de cafeína em bebidas e outros produtos

— Uma xícara normal de café contém 260 mg de cafeína

— Um quarto de litro de chá preto contém entre 30 mg e 80 mg

— Uma lata de energético Red Bull tem 80 mg

— Uma barra de chocolate amargo tem 20 mg

— Um comprimido para enxaqueca ou gripe pode chegar a conter 130 mg

Remédios sem receita: dipirona, paracetamol e antiácidos podem prejudicar fígado, rim e levar à morte

04 JAN 2016
Medicamentos – Risco da alta medicação

Uso indevido desses medicamentos pode transformar em problema o que seria uma solução

 

Uma dor de cabeça, uma noite de tosse, uma febre repentina. Esses e outros motivos corriqueiros levam muitas pessoas a buscarem medicamentos que não exigem receita para solucionar tais incômodos. A ideia é aliviar sintomas de maneira prática e rápida. Mas, se ingeridos de forma errada, esses remédios, que seriam uma solução, podem trazer sérios problemas para a saúde dos pacientes. 

O acompanhamento de um médico, principalmente em relação à dosagem, continua a ser necessário, conforme afirma Paulo Picon, consultor do comitê de medicamentos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Ele defende uma limitação legal para a venda desses produtos, mesmo ela sendo uma maneira de reduzir filas e a sobrecarga de profissionais em um sistema de saúde saturado.

A recomendação é usá-los com moderação. O paciente nunca deve tomar este tipo de remédio por mais de dois dias sem orientação médica. Deve usar a menor quantidade possível, para aliviar uma dor e não para ficar repetindo o seu uso.

Picon, que é cardiologista, explica de que maneira a comercialização livre pode gerar graves complicações, também alimentadas por uma leitura ineficiente da bula e de recomendações de uso. Segundo ele, o famoso paracetamol (Tylenol, Trimedal, Sonridor, entre outros), comprimido de 750 mg, pode ser eficiente se tomado na dose certa. Mas, com uma dosagem um pouco maior, já se torna perigoso. 1,5g equivale a dois comprimidos. A ingestão de 7g do paracetamol, o que não é muito mais do que isso, pode gerar necrose hepática, uma doença gravíssima do fígado.

Em relação à dipirona (Doril, Novalgina, Anador, Neosaldina e Dorflex, entre outros), Picon ressalta que o uso sem receita não é permitido em vários países da Europa e nos Estados Unidos, por causa do risco, extremamente raro, de causar anemina aplástica, a forma mais grave das anemias, independentemente da dose. 

É um fenômeno que atinge um entre 50 mil, mas pode levar à morte, a medula óssea para de fabricar células vermelhas e brancas. Alguns países foram bastante criteriosos. Mas em outros, como o Brasil, se compra dipirona em qualquer farmácia e sem limite de quantidade.

Limitação nas vendas

Há ainda riscos consideráveis com o uso indevido de antiácidos e laxantes, de acordo com a explicação de Picon. 

Antiácidos em excesso podem causar cálculos renais. Quase 85% da população tem azia e é muito comum o uso desse produto. Com utilização inadequada de laxantes, o intestino se acomoda e não funciona naturalmente, causando uma espécie de dependência para que ocorra o funcionamento.

Por tudo isso, ele considera que deveria haver uma limitação na venda de qualquer tipo de medicamento, citando o exemplo de países europeus.

Na Europa, se pode comprar anti-inflamatórios em quantidades pequenas, 10, 12, 14 comprimidos por pessoa. Depois disso, a farmácia não pode vender. É papel da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) controlar, mas ela deveria também limitar o número de comprimidos por comprador. Se libera, o uso é sem critério.

Ao site do Senado federal, o clínico geral Alfredo Salim Helito, do Hospital Sírio-Libanês, diz que esse tipo de automedicação também é prejudicial para o controle e tratamento dos efeitos colaterais. (O paciente) não saberá quais as atitudes a serem tomadas para conter o problema. Por isso, a necessidade do médico. É ele quem tem condições de orientar o paciente quanto a todas essas questões. Além disso, se automedicar subentende-se se autodiagnosticar, o que também é um problema.

 Compensações e perdas

Desde 1972, quando a FDA, agência americana responsável pelo controle da alimentação, começou a listar esse tipo de produto, mais de 300 mil remédios passaram a ser comercializados nas farmácias dos Estados Unidos. Os medicamentos isentos de receita podem compensar por um lado o custo da Saúde para os governos.

Uma estatística divulgada pelo The New York Times mostra que, em 2014, R$ 177 bilhões (US$ 44 bilhões) foram gastos pelos consumidores americanos neste produto. Isso proporcionou uma economia de algo perto de R$ 410 bilhões (US$ 102 bilhões) a Saúde no país.

Mas, por outro lado, se o uso inadequado levar a outras doenças, irá aumentar esse custo. A Abifarma (Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas) informa que, a cada ano, cerca de 20 mil pessoas morrem, no Brasil, vítimas da automedicação, em que estão incluídos os fármacos isentos de receita, como colírios e descongestionantes.

Já em pesquisa do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), da Fundação Oswaldo Cruz, os medicamentos são a causa de 28% de todas as notificações de intoxicação. Quando isso ocorre, Helito faz um alerta.

A quantidade e variedade de problemas que podem resultar da intoxicação por medicamentos é tão grande que o único conselho apropriado é procurar imediatamente um médico ou um pronto-socorro. Quando o medicamento é prescrito pelo médico, o mesmo orienta o paciente a respeito dos possíveis sintomas da intoxicação pelo medicamento e o que fazer caso eles ocorram. 

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o número de farmácias ideal em um país é o de uma a cada 8.000 habitantes. No Brasil, há pelo menos uma para cada três mil, além das ofertas de medicamentos em feiras livres e pela internet.

O número acima de 12 mil substâncias está disponível no mercado brasileiro, espalhadas em 32 mil rótulos de remédios. A OMS recomenda um limite de 300 rótulos ou 6.000 substâncias como a quantidade média suficiente para lidar com as doenças da população, em cada país.  

Botulismo: Sintomas e tratamentos

04 JAN 2016
Foto de bactérias aumentadas no microscópio

O botulismo é uma doença grave que pode matar. Saiba o que é botulismo, sintomas e tratamentos

 

O que é?

O botulismo é uma doença não contagiosa, causada por uma toxina (toxina botulínica) produzida pela bactéria Clostridium botulinum e se caracteriza clinicamente por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais, podendo ter evolução grave, com necessidade de hospitalização prolongada.

O botulismo alimentar ocorre pela ingestão de toxinas presentes em alimentos contaminados, que foram produzidos ou conservados de maneira inadequada. Os alimentos mais comumente associados são: conservas vegetais, principalmente as artesanais (palmito, picles); produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal (embutidos como salsicha, linguiça, mortadela, carne frita conservada em gordura – “carne de lata”); pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e pastas de queijos e em alimentos enlatados industrializados.

Botulismo Sintomas


Os sintomas da intoxicação pela toxina botulínica normalmente aparecem entre doze e trinta horas depois da ingestão do alimento contaminado. Alguns deles:

  • aversão à luz
  • visão dupla com dilatação da pupila
  • disfonia, dificuldade para articular palavras
  • vômitos e secura na boca e garganta
  • disfagia, dificuldade para engolir
  • paralisia respiratória que pode levar à morte
  • constipação intestinal
  • retenção de urina
  • debilidade motora 

Botulismo Tratamentos


Consiste na manutenção das funções vitais e uso de soro antibotulínico. O soro impede que a toxina circulante no sangue se instale no sistema nervoso.

A recuperação da doença é lenta, pois a toxina já instalada entre as células nervosas é destruída pelo sistema de defesa do corpo. Não há remédios ou soro que eliminem a toxina.

Botulismo como se prevenir


Ao comprar alimentos enlatados, evite comprar latas amassadas e ao consumir palmito, cozinhe-os ante de consumir. Quanto aos embutidos, só compre os de marca conhecidas e observe sempre a data de validade.

Uso da toxina botulínica na estética e na enxaqueca
Mas nem tudo é negativo com relação à toxina botulínica, já que com ela é possível eliminar as rugas (por um curto período) e até tratar a enxaqueca. O popular Botox é feito a partir da toxina botulínica e sua ação de deve à contração muscular que ele provoca.

Os 20 Alimentos que Saciam a Fome e Não engordam

04 DEZ 2015
Imagem de uma atleta

Os Alimentos que saciam a fome e não engordam são basicamente Legumes, Frutas e Cereais integrais. porque esses alimentos são ricos em fibras que, quando chegam no estômago, formam uma espécie de gel e atrasam a digestão, fazendo com que o indivíduo demore mais tempo para ter fome novamente. Além disso, Conhecer alguns alimentos que saciam a fome por mais tempo nos ajuda a não sofrer a toa durante uma dieta ou reeducação alimentar. Você passa fome ao fazer uma dieta? Se acredita estar se alimentando bem porém mesmo assim ainda sente fome, algo está errado.

Você sente muita fome constantemente? Saiba que o problema pode estar muito relacionado ao tipo de comida que você ingere. Se a sensação de estar satisfeito dura pouco tempo após a refeição podem estar faltando alguns nutrientes que aumente a saciedade. Além disso, Seguir um plano alimentar à risca nem sempre é uma tarefa fácil, já que a fome fora de hora pode bater à porta do estômago qualquer momento. Para evitar a tentação, invista em alimentos saudáveis, ricos em fibras e com poder sacietógeno, que garantem sensação de saciedade prolongada.

Então, Os 20 Alimentos Que Saciam a Fome e Não Engordam.

Batata Doce: A Batata Doce é um dos principais Alimentos que saciam a fome e não engordam. Pois, ele possui uma absorção mais lenta do que a batata inglesa, gerando energia de forma constante, sendo uma ótima fonte de carboídrato. Além disso, tem baixo índice glicêmico, auxilia no emagrecimento e reduz o colesterol. Por esse motivo, seu consumo é superimportante para atletas e pessoas que se exercitam com regularidade.

Ovo: O ovo possui uma alta concentração de colina, vitamina essencial do complexo B, que atua como percursora do neurotransmissor acetilcolina, fundamental para o desenvolvimento cerebral. É, Se você tem receio em relação ao colesterol, saiba que pesquisas já descartaram o papel do ovo na elevação dos índices de colesterol no sangue. Pode ser preparado de diversas formas, entretanto, evite consumir ovo frito, uma vez que ele passa a acumular grande quantidade de gordura.

Maça: A Maça é uma alternativa de Alimentos que saciam a fome e não engordam. Além disso, para quem não gosta da casca da maçã deveria reconsiderar sua opinião. Ela é repleta de uma fibra chamada pectina – a mesma presente na berinjela. A maioria dos sacietógenos tem como principal qualidade as fibras. Ela também estimularem os movimentos intestinais, as fibras também proporcionam uma grande sensação de saciedade em nosso organismo, pois, no estômago, elas têm a capacidade de absorver água e incham em um efeito ‘esponja’. Com isso, comemos menos”. Uma maçã por dia, no intervalo entre as principais refeições, irá facilitar a dieta.

Banana: A Banana é uma excelente fonte de Potássio, ajuda a controlar problemas cardíacos, fraqueza muscular e cãibras. Em outras palavras, seu consmo é indicado para quem pratica exercícios físicos, por exemplo.

Aveia: A Aveia é um dos principais Alimentos que saciam a fome e não engordam. pois, ele funciona como regulador natural da fome, graças ao aporte de fibras e outros componentes importantes. Além disso, Entre os cereais integrais, a aveia tem destaque pelas inúmeras funções que apresenta para o organismo. É nutritiva, possui carboidratos, proteínas Cálcio, Ferro vitaminas e fibras. Devido à presença de betaglucana, uma fibra solúvel, o consumo diário desse cereal ajuda na manutenção dos níveis de glicose e lipídeos no sangue, além de regular o trânsito intestinal.

Linhaça: A Linhaça é outra boa opção de Alimentos que saciam a fome e não engordam. Pois, Assim como acontece com a Aveia, a linhaça é uma fonte de fibras. Pode ser misturada em iogurtes, vitaminas e saladas. Para mulheres, a semente carrega um benefício em especial: contém ligina, um fitoquímico com estrutura semelhante ao hormônio feminino estrógeno, cuja variação no organismo causa transtornos de tensão pré-menstrual (TPM) e menopausa, entre eles sintomas de depressão, irritabilidade excessiva e retenção de líquidos.

Chocolate Amargo: O triptofano do chocolate é usado na produção de serotonina, o hormônio do prazer, cuja carência tem como efeito colateral ataques de gula. Só não pense em comer chocolate à vontade, pois o ideal são cerca de 20g por dia. O melhor de todos é o chocolate amargo, composto em 70% por cacau (o chocolate ao leite traz apenas 30% de cacau, em média).

Abobrinha: A Abobrinha uma boa opção de Alimentos que saciam a fome e não engordam. Pois, ela tem ação anti-inflamatória, graças à presença das Vitamina A e Vitamina C. Aliados ao cobre, esses nutrientes ajudam a prevenir doenças como a asma, osteoartrite e artrite reumatoide. Para quem sofre de hipertensão, uma boa notícia: a abobrinha, rica em Magnésio e Potássio, auxilia no controle da pressão, evitando danos aos vasos sanguíneos.

Repolho: O Repolho é uma hortaliça rica em sinigrina, um glicosinolato responsável pela prevenção do câncer de próstata, de cólon e de bexiga. Mas, para garantir 100% desse benefício, prefira consumí-lo cru ou ligeiramente cozido. O repolho também favorece o controle das taxas de colesterol, já que é rico em fibras, substâncias que varrem as toxinas e gordura do sangue.

Uva: A Uva é uma fruta é rica em fibras, que auxiliam no bom funcionamento do intestino e no processo de digestão. Além disso, a uva tem ação antioxidante, combatendo os radicais livres e prevenindo alguns tipos de câncer, principalmente o de mama. Outro benefício é a presença de resveratrol, que retarda o envelhecimento das células do cérebro, bem como as principais doenças degenerativas: Alzheimer e Parkinson. Portanto, a uva é um dos Alimentos que saciam a fome e não engordam.

Cenoura: O Cenoura é rico em betacaroteno, substância que transforma em Vitamina A no organismo e protege a saúde dos olhos. Ela também é fundamental para a pele, mucosas e cabelos. O betacaroteno é responsável pelo tom alaranjado da cenoura e age como antioxidante, prevenindo alguns tipos de câncer, como de mama e o de pulmão.

Proteínas Magras: Embora também existam proteínas de origem vegetal, elas estão mais presentes em alimentos de origem animal, sobretudo nas carnes vermelhas. Porém, dê preferência para fontes de proteínas com menos gordura, como o frango sem pele peixes ou cortes magros de carne (maminha, patinho ou alcatra por exemplo). Além disso, As proteínas dão sensação de saciedade e aumentam a massa muscular, o que eleva o gasto de energia. Esse conjunto faz com que o consumo de proteína seja um aliado do emagrecimento.

Abacaxi: O Abacaxi é uma ótima fonte de água e fibras, além de ajudar na absorção do ferro pelo organismo. Para aumentar a saciedade, tente comer também o miolo das rodelas.

Peixe: Os peixes são uma boa alternativa de Alimentos que saciam a fome e não engordam. Pois, eles são excelente fonte de ômega 3, um ácido graxo com ação anti-inflamatória e com poder de reduzir os níveis de colesterol, além de controlar e prevenir diabetes e síndromes intestinais. A carne protege os neurônios dos radicais livres, melhora a concentração e favorece a memória.

Abóbora: A Abóbora é outra boa opção de Alimentos que saciam a fome e não engordam. Pois, o seu segredo está na combinação das fibras com um número baixo de calorias, podendo ser consumida assada, cozida ou até como integrante na produção de pães. O betacaroteno, pigmento que lhe garante a cor laranjada, tem considerável poder antioxidante, o que torna o legume recomendado na prevenção de alguns tipos de câncer como de próstata, mama e cólon. Na hora de preparar a abóbora, não descarte suas sementes. Elas servem como um ótimo aperitivo, uma vez que possuem um amnoácido chamado triptofano, que age no sistema nervoso despertando a sensação de bem-estar.

Ameixas: As Ameixas é um alimento rico em fibras, que irá ajudá-lo a se sentir mais completo, e apresentam antioxidantes saudáveis. Você também pode incluir ameixas em um grande prato principal do jantar. Tente uma galinha assada com azeitonas verdes e ameixas.

Gelatina: Para quem não dispensa a sobremesa, a dica é apostar na gelatina. A proteína desse alimento é digerido lentamente pelo organismo, o que prolonga a sensação de saciedade. Além disso, a gelatina contém muita água, que ocupa espaço e enche o estômago.

Farelo de trigo: O farelo de trigo é uma boa pedida para incrementar outros alimentos. Isso porque além de aumentar o volume da comida, dando a impressão de que o prato está mais cheio, o farelo é de baixo índice glicêmico, o que garante mais saciedade. portanto, ele é um dos Alimentos que saciam a fome e não engordam. 

Arroz integral: O Arroz integral é uma boa alternativa de Alimentos que saciam a fome e não engordam. Pois, ele é uma excelente fonte em fibras. Além disso, ele também pode ser consumido no almoço por quem quer evitar que a fome volte logo.

Alimentos que baixam o colesterol ruim no sangue

11 SET 2015
Vários alimentos saudáveis

Veja 11 alimentos que baixam o colesterol ruim no sangue, diminuindo os níveis de moléculas gordurosas no sangue e, consequentemente, em todo os organismo.

Uma boa maneira de controlar o colesterol é não consumir frituras, não comer carnes vermelhas gordas e evitar os salgadinhos industrializados. Tudo isso contribui para o aumento do colesterol ruim.

Mas podemos fazer mais...

A Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, elaborou uma lista com 11 alimentos que baixam o colesterol. Conheça esses 11 alimentos e ajude a controlar seu colesterol consumindo-os.

OS 11 ALIMENTOS QUE BAIXAM O COLESTEROL RUIM D SANGUE

(Os alimentos estão em ordem alfabética e não em ordem de importância)

1. Aveia -  A aveia contém uma fibra solúvel, a betaglucana, que inibe a síntese do colesterol no corpo.

2. Berinjela - A berinjela possui substâncias antioxidantes, além de fibras solúveis.

3. Cevada – Presente na maioria dos grãos integrais, a cevada fornece vitaminas e minerais importantes, principalmente vitamina B e selênio

4. Feijão – As fibras do feijão permitem reduzir em até 10 % os níveis de LDL

5. Fitoesteróis – Encontrados, mas margarinas, leites, iogurtes, diminui a absorção do colesterol ingerido.

6. Frutas: Maçã, morango e frutas cítricas – são ricas em pectina, fibra que contribui para a eliminação do colesterol.

7. Oleaginosas – Castanhas, nozes e amêndoas possuem gorduras monoinsaturadas que elevam o HDL, a versão benéfica do colesterol

8. Óleos vegetais – Azeite, óleo de soja, milho ou girassol, têm ômega-6, que reduz os níveis do colesterol. Sem duvida os melhores de todos são o azeite de oliva extra virgem e o óleo de linhaça.

9. Peixes de água gelada – Salmão, sardinha, arenque, cavala e atum. Eles têm ômega-3, que ajuda o coração substituindo as gorduras saturadas e aplacando os efeitos do mau colesterol.

10. Quiabo – Possui substâncias antioxidantes e fibras solúveis.

11. Soja – Seus grãos carregam uma proteína que auxilia a excreção de ácidos biliares no intestino.

Dietas restritivas podem provocar perda muscular e causar desnutrição

11 SET 2015
Alimentos saudáveis

Como está a sua alimentação? Você come de tudo, moderadamente, ou costuma fazer as dietas da moda? Cortar carboidrato, comer só proteína, comer só fruta são alguns dos exemplos das dietas restritivas. Mas será que isso faz bem para a saúde? Convidamos o endocrinologista João Eduardo Salles e a nutricionista Rachel Francischi para falar sobre as dietas da moda.

Já ouviu falar da dieta paleolítica? Ela elimina o carboidrato e, por isso, faz com que o corpo busque energia na gordura. Resultado: a pessoa emagrece. O problema é que o corpo não consegue distinguir gordura e massa magra e a pessoa acaba tendo uma perda muscular.

Os paleolíticos acreditam que nosso corpo não tá preparado para certos alimentos que foram incluídos na alimentação nos últimos dois mil ou três mil anos. Por exemplo: eles não comem carboidratos refinados, tipo pão.

Eles também não comem grãos e cereais, como o arroz, nem derivados do leite. Eles comem carne, ovo, nozes, que muita gente acha que não deve comer. Quando o corpo quebra a gordura desses alimentos, ele produz substâncias que dão energia.

Entretanto, a falta do carboidrato causa muitas reações no corpo. Quando a pessoa não come carboidrato, o pâncreas não secreta insulina e não tem glicose para gerar energia. Com isso, o corpo começa a ‘roubar’ energia da gordura armazenada no corpo. O endocrinologista João Salles explica que a dieta traz três prejuízos: perda de massa magra, queda do metabolismo e risco de contrair infecção.

O frutarianismo também não é uma boa opção. Comer somente fruta não promove saciedade e não traz todos os macronutrientes fundamentais para o corpo. As frutas não têm proteína e precisamos ingerir por dia entre 10% a 15% das calorias só de proteína.

Deixar de comer proteína causa falta de vitamina B12, que só está presente nas carnes, além de ferro, zinco, ômegas e cálcio. A dieta sem proteína pode ser muito prejudicial, podendo causar sarcopenia, que significa redução de músculo. A sarcopenia pode levar a um quadro de demência, diabetes e causar quedas.

O corpo depende principalmente do carboidrato para conseguir glicose. O consumo baixo de carboidrato faz com que o índice glicêmico caia imediatamente. Restrições calóricas podem promover a queda da taxa basal, além de risco de desnutrição e perda de massa magra.

A nutricionista Rachel Francischi diz que as três dietas são modismos alimentares que envolvem obsessão e podem revelar transtornos alimentares. Estudos mostram que de um terço a dois terços do peso perdido são recuperados em 1 ano após a perda de peso e praticamente o todo o peso é recuperado em até cinco anos. Nove em cada dez pessoas que emagrecem com essas dietas recuperam todo o peso ou mais. O segredo para manter a dieta é disciplina e moderação.

Tratamento do diabetes mellitus (DM)

19 AGO 2015
Pessoa aplicando insulina

O controle dos níveis glicêmicos é essencial para o tratamento do DM. Com a realização do controle metabólico o paciente mantém-se assintomático e previne-se das complicações agudas e crônicas, promovendo a qualidade de vida e reduzindo a mortalidade.

O controle glicêmico pode ser monitorado por glicemias de jejum, pré-prandial (antes das refeições), pós-prandial (após as refeições) e pela hemoglobina glicada. As glicemias são utilizadas para orientar o ajuste de dose da medicação empregada, uma vez que apontam os momentos no decorrer do dia em que ocorre falta ou excesso de sua ação. A hemoglobina glicada é o parâmetro utilizado para avaliar o controle glicêmico em médio e em longo prazos, pois reflete os níveis glicêmicos dos últimos dois/três meses.

Em pessoas com DM tipo 1, o controle glicêmico intensivo e pelo manejo dos demais fatores de risco cardiovasculares previne o desenvolvimento e a progressão de complicações micro e macrovasculares.

O tratamento do diabetes mellitus (DM) tipo 2 consiste na adoção de hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, moderação no uso de álcool e abandono do tabagismo, acrescido ou não do tratamento farmacológico. Estes hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento do diabetes, e possuem uma importância fundamental no controle glicêmico, além de atuarem no controle de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares. Maior flexibilidade é recomendada também para pessoas com diabetes tipo 2 cujo início ocorreu após 60 – 65 anos. Quando for difícil alcançar o controle glicêmico desejado, é bom considerar a potencialidade do controle de outros parâmetros, como peso e pressão arterial, ou fatores de risco, como sedentarismo e alimentação inadequada.

Controle glicêmico

É recomendada a monitorização da glicemia capilar três ou mais vezes ao dia a todas as pessoas com DM tipo 1 ou tipo 2 em uso de insulina em doses múltiplas. Em pessoas com bom controle pré-prandial, porém com hemoglobina glicada elevada, a monitorização da glicemia capilar duas horas após as refeições pode ser útil. Em pessoas com DM tipo 2 em uso de antidiabéticos orais a monitorização da glicemia capilar não é recomendada rotineiramente.

A hemoglobina glicada deve ser medida no início do tratamento e a cada três meses, podendo ser realizada duas vezes ao ano para aqueles com bom controle metabólico.

Tratamento não medicamentoso

Todas as pessoas com DM, independente dos níveis glicêmicos, deverão ser orientados sobre a importância da adoção de medidas para a efetividade do tratamento. Hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento do diabetes, sobre a qual pode ser acrescido – ou não – o tratamento farmacológico. Seus elementos fundamentais são manter uma alimentação adequada e atividade física regular, evitar o fumo e o excesso de álcool e estabelecer metas de controle de peso.
Pessoas com DM precisam ser apoiadas para realizar mudanças em seu estilo de vida e instruídas sobre como fazê-lo.

Tratamento medicamentoso

O tratamento do DM tipo 1, além da terapia não farmacológica, exige sempre a administração de insulina, a qual deve ser prescrita em esquema intensivo, de três a quatro doses de insulina/dia, divididas em insulina basal e insulina prandial, cujas doses são ajustadas de acordo com as glicemias capilares, realizadas ao menos três vezes ao dia. Esse esquema reduz a incidência de complicações microvasculares e macrovasculares em comparação com o tratamento convencional de duas doses de insulina/dia.

O DM tipo 2, que acomete a grande maioria dos indivíduos com diabetes, exige tratamento não farmacológico, em geral complementado com antidiabético oral e, eventualmente, uma ou duas doses de insulina basal, conforme a evolução da doença. Casos que requerem esquemas mais complexos, como aqueles com dose fracionada e com misturas de insulina (duas a quatro injeções ao dia).

Antidiabéticos orais

Os antidiabéticos orais constituem-se a primeira escolha para o tratamento do DM tipo 2 não responsivo a medidas não farmacológicas isoladas, uma vez que promovem, com controle estrito, redução na incidência de complicações, têm boa aceitação pelos pacientes, simplicidade de prescrição e levam a menor aumento de peso em comparação à insulina.

Considerações sobre os riscos de diabetes associados com o uso de medicamentos
Pessoas em alto risco de DM tipo 2 podem apresentar hipertensão e/ou alto risco cardiovascular e como tal, utilizam medicamentos que podem aumentar o risco de desenvolver a doença. Os betabloqueadores e os diuréticos tiazídicos aumentam o risco de diabetes quando comparados a outros anti-hipertensivos não diuréticos.

Diabetes e gravidez

A mulher com DM tipo 1 ou 2 deve ser encorajada a obter o melhor controle metabólico possível antes da concepção (hemoglobina glicada <7%). Deve ser dosada a creatinina para estimar a filtração glomerular e a microalbuminúria. Além disso, deve ser feita uma avaliação oftalmológica.
Quanto aos fármacos utilizados, é necessário suspender as estatinas, caso esteja fazendo uso destas medicações, que estão contraindicadas em mulheres com probabilidade razoável de engravidar. Embora com menos estudos, os antidiabéticos orais, os inibidores da ECA e os bloqueadores dos receptores da angiotensina também podem ter a sua suspensão avaliada.

Rinite Alérgica

19 AGO 2015
Homem limpando o nariz

Rinite é a inflamação aguda ou crônica, infecciosa, alérgica ou irritativa da mucosa nasal, sendo os casos agudos, em sua maioria, causada por vírus, ao passo que os casos crônicos ou recidivantes são geralmente determinados pela rinite alérgica, induzida pela exposição a alérgenos, que, após sensibilização, desencadeiam resposta inflamatória mediada por imunoglobulina E (IgE).

Qual a relação entre rinite alérgica e asma?

Diversos autores têm referido que asma e rinite fazem parte de uma mesma doença, defendendo o conceito de “via aérea única”, com manifestações clínicas mais intensas e evidentes que dependeriam do órgão “mais acometido”. As alterações de função nas vias aéreas superiores poderiam levar a alterações nas vias aéreas inferiores e viceversa, caracterizadas por inflamação da mucosa que podem ser mantidas e amplificadas por mecanismos imunológicos similares e interrelacionados.
Um estudo multicêntrico mostrou que cerca de 80% das pessoas com asma têm rinite alérgica e aproximadamente 15 a 30% dos portadores de rinite têm sintomas de asma. Estudo de base populacional realizado com adolescentes brasileiros demonstrou que cerca de 10% deles tinham concomitância de sintomas de rinite alérgica e asma. Ela piora a asma, além de aumentar o risco de hospitalizações e exacerbar as crises.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de rinite alérgica é clínico, com base nos dados de história e exame físico. Na anamnese, perguntar sobre início, duração e intensidade dos sintomas, quais os fatores desencadeantes ou irritantes, tratamentos realizados, frequência de uso de medicamentos e resposta obtida, além dos efeitos adversos. Pesquisar também história familiar e pessoal de atopia.
Ao exame físico, pode-se encontrar linha de Dennie-Morgan (prega em pálpebras inferiores secundárias ao edema), sulco ou prega nasal transversa. À rinoscopia anterior observam-se frequentemente cornetos nasais edemaciados com a mucosa de coloração pálida e secreção nasal mucoide.

CLASSIFICAÇÃO DA GRAVIDADE

A rinite alérgica é classificada atualmente com base na intensidade dos sintomas e seu impacto sobre a qualidade de vida do paciente. Assim, a rinite pode ser intermitente leve; intermitente moderada/grave; persistente leve; persistente moderada/grave. Essa classificação é importante porque implica diretamente na conduta terapêutica.
O objetivo do tratamento da rinite alérgica é promover a prevenção e o alívio dos sintomas, de forma segura e eficaz. O tratamento a ser instituído depende da classificação da rinite, constando de medidas farmacológicas e não farmacológicas.
O conhecimento dos pacientes sobre a rinite, os medicamentos utilizados e as habilidades necessárias para o uso correto dos diversos dispositivos existentes no mercado são deficientes e permeados de mitos. O maior impacto sobre o controle da rinite implica tratamento farmacológico, no entanto o controle ambiental e a educação dos pacientes e familiares podem promover efeito aditivo na melhora desses indivíduos. Ainda, faz-se necessário identificação de condições sociais e ambientais e hábitos de vida, principalmente tabagismo e exposições ocupacionais.

DOENÇAS ASSOCIADAS

Rinite alérgica e asma: Na coexistência de asma e rinite alérgica, impõe-se tratamento com corticoide inalatório pela via oral e corticoide intranasal, respectivamente. Alternativamente, na indisponibilidade de corticoides tópicos nasais, pode-se modificar a técnica usual e administrar o corticoide inalatório por meio da inalação nasal exclusiva (com boca fechada) por meio máscara facial acoplada a espaçador valvulado de grande volume. Essa via de administração se mostrou eficaz no tratamento de ambas as afecções em dois ensaios clínicos realizados no Brasil.
Rinite e conjuntivite alérgicas: A conjuntivite alérgica se caracteriza pelo prurido, lacrimejamento, sensação de corpo estranho no olho, fotofobia, hiperemia e edema periocular.
Rinite alérgica e sinusite: A rinossinusite é uma inflamação da mucosa nasossinusal e, de acordo com a duração dos sintomas, pode ser classificada em:
• Aguda – até quatro semanas.
• Subaguda – entre 4 e 12 semanas.
• Crônica – mais de 12 semanas.
• Recorrente – seis ou mais episódios agudos ao ano.
Os sinais e sintomas clínicos variam com a idade: rinorreia purulenta anterior ou posterior, tosse diurna ou noturna, obstrução nasal, hiperemia e edema da mucosa nasal à nasoscopia e secreção purulenta no meato médio. Outros sintomas: halitose, cefaleia, febre e dor facial.
Rinite alérgica e respiração bucal: A respiração bucal é uma das queixas mais frequentes entre crianças e adolescentes na atenção primária, e uma das consequências comuns da rinite alérgica. Essa condição ainda pode causar importantes repercussões decorrentes da obstrução das vias aéreas superiores.

Malária

19 AGO 2015
Mosquito que transmite Malária

Paludismo, impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares, como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre.

MALÁRIA

Doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários do gênero Plasmodium, caracterizada por febre alta acompanhada de calafrios, suores e cefaléia, que ocorrem em padrões cíclicos, a depender da espécie do parasito infectante. Possui uma fase sintomática inicial, caracterizada por mal-estar, cefaléia, cansaço, mialgia, náuseas e vômitos, que geralmente precede à clássica febre da malária. O ataque paroxístico inicia-se com calafrio que dura de 15 minutos até uma hora, sendo seguido por uma fase febril, com temperatura corpórea podendo atingir 41°C ou mais. Após um período de duas a seis horas, ocorre defervecência da febre e o paciente apresenta sudorese profusa e fraqueza intensa.

Após a fase inicial, a febre assume um caráter intermitente, dependente do tempo de duração dos ciclos eritrocíticos de cada espécie de plasmódio: 48 horas para Plasmodium falciparum (P. falciparum) e Plasmodium vivax (P. vivax) - e 72 horas para Plasmodium malariae (P. malariae).
De um modo geral, as formas brandas são causadas pelo P. malariae e P. vivax e as formas clínicas mais graves são causadas pelo P. falciparum, especialmente em adultos não imunes, crianças e gestantes, que podem apresentar manifestações mais graves da doença. O quadro clínico pode evoluir para formas clínicas de malária grave e complicada.

Reveste-se de importância epidemiológica, por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação, em áreas com densidade vetorial que favoreça a transmissão. Concentrada na região Amazônica causa consideráveis perdas sociais e econômicas na população sob risco.
Estima-se que mais de 40% da população mundial está exposta ao risco de adquirir malária. O Brasil, no ano de 2006, registrou 549.182 casos de malária, sendo a espécie P. vivax de maior incidência (73,4%). A região da Amazônia Legal concentra 99,7% dos casos de malária, tendo sido identificados nessa região 90 municípios como sendo de alto risco para a malária, ou seja, com um Índice Parasitário Anual (IPA) igual ou maior que 50 casos por 1.000 habitantes. A transmissão nessa área está relacionada a fatores: biológicos (presença de alta densidade de mosquito vetores); geográficos (altos índices de pluviosidade, amplitude da malha hídrica e a cobertura vegetal); ecológicos (desmatamentos, construção de hidroelétricas, estradas e de sistemas de irrigação, açudes); sociais (presença de numerosos grupos populacionais, morando em habitações com ausência completa ou parcial de paredes laterais e trabalhando próximo ou dentro das matas e dos criadouros).

VETORES

Mosquito pertencente à ordem dos dípteros, família Culicidae, gênero Anopheles. Esse gênero compreende mais de 400 espécies. No Brasil, as principais espécies transmissoras da malária, tanto na zona rural quanto na zona urbana, são: Anopheles darlingi, Anopheles aquasalis, Anopheles albitarsis, Anopheles cruzii e Anopheles bellator. A espécie Anopheles darlingi é o principal vetor no Brasil, destacando-se na transmissão da doença pela distribuição geográfica, antropofilia e capacidade de ser infectado por diferentes espécies de plasmódios. Popularmente, os vetores da malária são conhecidos por "carapanã", "muriçoca", "sovela", "mosquito-prego" e "bicuda".

MODO DE TRANSMISSÃO

Através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo plasmodium. Os esporozoítos, formas infectantes do parasito, são inoculados na pele do homem sadio por meio da saliva da fêmea do Anopheles infectada por Plasmodium. A fêmea é infectada ao sugar o sangue de uma pessoa com formas sexuadas do parasito (gametócitos), que se reproduzem no interior do hospedeiro invertebrado dando origem ao ciclo sexuado ou esporogônico, que dependendo da temperatura e da espécie do Plasmodium poder durar de 7 a 15 dias. Não há transmissão direta da doença de pessoa a pessoa.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

O período de incubação da malária varia de acordo com a espécie de plasmódio. Para P. falciparum, de 8 a 12 dias; P. vivax, 13 a 17; e para P. malariae, 18 a 30 dias.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE

O mosquito é infectado ao sugar o sangue de uma pessoa com gametócitos circulantes. Os gametócitos surgem, na corrente sanguínea, em períodos que varia de poucas horas para o P. vivax, e de 7 a 12 dias para o P. falciparum. A pessoa pode ser fonte de infecção, para malária, causada por P. falciparum, por até 1 ano; P. vivax, até 3 anos; e P. malariae, por mais de 3 anos, desde que não seja adequadamente tratado. Em populações expostas a transmissão por muitos anos, é possível a existência de portadores assintomáticos.

COMPLICAÇÕES

Adultos não imunes, bem como crianças e gestantes, podem apresentar manifestações mais graves da infecção, podendo ser fatal no caso de P. falciparum em cerca de 1% dos casos. É inquestionável hoje que o principal fator determinante das complicações na malária por P. falciparum principalmente de adultos não imunes, é o atraso de seu diagnóstico e a postergação da terapêutica específica. Infecções por P. vivax e P. malariae são geralmente benignas e os raros casos relatados de morte por essas espécies ocorreram em função de complicações peculiares como a ruptura espontânea do baço ou concomitância com outra entidade patológica de evolução fatal.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de certeza da infecção malárica só é possível pela demonstração do parasito, ou de antígenos relacionados, no sangue periférico do paciente.

TRATAMENTO

O tratamento da malária visa principalmente a interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável pela patogenia e manifestações clínicas da infecção. Entretanto, pela diversidade do seu ciclo biológico, é também objetivo da terapêutica proporcionar a erradicação de formas latentes do parasito no ciclo tecidual (hipnozoítos) do P. vivax, evitando assim as recaídas tardias. Para atingir esses objetivos, diversas drogas são utilizadas, cada uma delas agindo de forma específica, tentando impedir o desenvolvimento do parasito no hospedeiro. O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente essas drogas em todo o território nacional.

Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)

19 AGO 2015
Médico medindo pressão arterial

A Hipertensão Arterial Sistêmica é a mais frequente das doenças cardiovasculares. É também o principal fator de risco para as complicações mais comuns como acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio, além da doença renal crônica terminal. Doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, sendo responsável por pelo menos 40% das mortes por acidente vascular cerebral, por 25% das mortes por doença arterial coronariana e, em combinação com o diabete, 50% dos casos de insuficiência renal terminal. Com o critério atual de diagnóstico de hipertensão arterial (PA > 140/90 mmHg).

Hipertensão Arterial é definida como pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e uma pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg, em indivíduos que não estão fazendo uso de medicação anti-hipertensiva.

No Brasil são cerca de 17 milhões de portadores de hipertensão arterial, 35% da população de 40 anos e mais. Seu aparecimento está cada vez mais precoce e estima-se que cerca de 4% das crianças e adolescentes também sejam portadoras. A carga de doenças representada pela morbimortalidade devida à doença é muito alta e por tudo isso a Hipertensão Arterial é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo.

Por ser na maior parte do seu curso assintomática, seu diagnóstico e tratamento é frequentemente negligenciado, somando-se a isso a baixa adesão, por parte do paciente, ao tratamento prescrito. Estes são os principais fatores que determinam um controle muito baixo da HAS aos níveis considerados normais em todo o mundo.

Modificações de estilo de vida são de fundamental importância no processo terapêutico e na prevenção da hipertensão. Alimentação adequada, sobretudo quanto ao consumo de sal, controle do peso, prática de atividade física, tabagismo e uso excessivo de álcool são fatores de risco que devem ser adequadamente abordados e controlados, sem o que, mesmo doses progressivas de medicamentos não resultarão alcançar os níveis recomendados de pressão arterial. Apesar dessas evidencias, hoje, incontestáveis, esses fatores relacionados a hábitos e estilos de vida continuam a crescer na sociedade levando a um aumento contínuo da incidência e prevalência da HAS, assim como do seu controle inadequado.

As principais estratégias para o tratamento não-farmacológico da HAS incluem as seguintes:
Controle de peso

O excesso de peso é um fator predisponente para a hipertensão. Estima-se que 20% a 30% da prevalência da hipertensão pode ser explicada pela presença do excesso de peso. Todos os hipertensos com excesso de peso devem ser incluídos em programas de redução de peso. A meta é alcançar um índice de massa corporal (IMC) inferior a 25 kg/m2.
Independentemente do valor do IMC, a distribuição de gordura, com localização predominantemente no abdome, está frequentemente associada com resistência à insulina e elevação da pressão arterial. Assim, a circunferência abdominal acima dos valores de referência (circunferência da cintura inferior a 102 cm para homens e 88 cm para mulheres) é um fator preditivo de doença cardiovascular.

Adoção de hábitos alimentares saudáveis

A dieta desempenha um papel importante no controle da hipertensão arterial. Uma dieta com conteúdo reduzido de teores de sódio (<2,4 g/dia, equivalente a 6 gramas de cloreto de sódio), baseada em frutas, verduras e legumes, cereais integrais, leguminosas, leite e derivados desnatados, quantidade reduzida de gorduras saturadas, trans e colesterol mostrou ser capaz de reduzir a pressão arterial em indivíduos hipertensos.

Redução do consumo de bebidas alcoólicas
A relação entre o alto consumo de bebida alcoólica e a elevação da pressão arterial tem sido relatada em estudos observacionais e a redução da ingestão de álcool pode reduzir a pressão arterial em homens normotensos e hipertensos que consomem grandes quantidades de bebidas alcoólicas. Recomenda-se limitar a ingestão de bebida alcoólica a menos de 30 ml/dia de etanol para homens e a metade dessa quantidade para mulheres, preferencialmente com as refeições.

Abandono do tabagismo

O risco associado ao tabagismo é proporcional ao número de cigarros fumados e à profundidade da inalação. Parece ser maior em mulheres do que em homens. Em avaliação por MAPA, a PA sistólica de hipertensos fumantes foi significativamente mais elevada do que em não-fumantes, revelando o importante efeito hipertensivo transitório do fumo.

Prática de atividade física regular

Pacientes hipertensos devem iniciar atividade física regular, pois além de diminuir a pressão arterial, o exercício pode reduzir consideravelmente o risco de doença arterial coronária e de acidentes vasculares cerebrais e a mortalidade geral, facilitando ainda o controle do peso.

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

O objetivo primordial do tratamento da hipertensão arterial é a redução da morbidade e da mortalidade cardiovascular do paciente hipertenso, aumentadas em decorrência dos altos níveis tensionais e de outros fatores agravantes. Os agentes anti-hipertensivos exercem sua ação terapêutica através de distintos mecanismos que interferem na fisiopatologia da hipertensão arterial.

Hanseníase

19 AGO 2015
Pele com hanseníase

É uma doença infecciosa, crônica, de grande importância para a saúde pública devido à sua magnitude e seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente a faixa etária economicamente ativa. Acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, mas também manifestasse como uma doença sistêmica comprometendo articulações, olhos, testículos, gânglios e outros órgãos.
O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado à capacidade de penetração do Mycobacterium leprae na célula nervosa e seu poder imunogênico.

AGENTE ETIOLÓGICO

O Mycobacterium leprae é um bacilo álcool-ácido resistente e gram-positivo, em forma de bastonete. É um parasita intracelular, sendo a única espécie de micobactéria que infecta nervos periféricos, especificamente as células de Schwann. Este bacilo não cresce em meios de cultura artificiais, ou seja, não é cultivável in vitro.

MODO DE TRANSMISSÃO

O homem é considerado a única fonte de infecção da hanseníase. A transmissão se dá por meio de uma pessoa doente (forma infectante da doença - MB), sem tratamento, que elimina o bacilo para o meio exterior infectando outras pessoas suscetíveis. Estima-se que 90% da população tenha defesa natural contra o M. leprae, e sabe-se que a susceptibilidade ao M. leprae tem influência genética. A principal via de eliminação do bacilo pelo doente e a mais provável via de entrada deste no organismo são as vias aéreas superiores (mucosa nasal e orofaringe), através de contato íntimo e prolongado, muito frequente na convivência domiciliar. Por isso, o domicílio é apontado como importante espaço de transmissão da doença. A hanseníase não é de transmissão hereditária (congênita) e também não há evidências de transmissão nas relações sexuais.

Período de Incubação

Devido ao padrão de multiplicação do bacilo, a doença progride lentamente. Entre o contato com a pessoa doente e o aparecimento dos primeiros sinais pode levar em média 2 a 5 anos.

Manifestações Clínicas

Os principais sinais e sintomas da doença são:
• Manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade (a pessoa sente formigamentos, choques e câimbras que evoluem para dormência – se queima ou machuca sem perceber);
• Pápulas, infiltrações, tubérculos e nódulos, normalmente sem sintomas;
• Diminuição ou queda de pelos, localizada ou difusa, especialmente sobrancelhas;
• Falta ou ausência de sudorese no local - pele seca.
As lesões da hanseníase geralmente iniciam com hiperestesia - sensação de queimação, formigamento e/ou coceira - no local, que evoluem para ausência de sensibilidade e, a partir daí, não coçam e o paciente refere dormência - diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, a dor e/ou ao tato - em qualquer parte do corpo.
Outros sintomas e sinais que têm sido também observados:
• Dor e/ou espessamento de nervos periféricos;
• Diminuição e/ou perda de sensibilidade nas áreas dos nervos afetados, principalmente nos olhos, mãos e pés;
• Diminuição e/ou perda de força nos músculos inervados por estes nervos, principalmente nos membros superiores e inferiores e por vezes, pálpebras;
• Edema de mãos e pés;
• Febre e artralgia;
• Entupimento, feridas e ressecamento do nariz;
• Nódulos eritematosos dolorosos;
• Mal estar geral;
• Ressecamento dos olhos.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de caso de hanseníase na Atenção Básica de Saúde é essencialmente clínico por meio do exame dermato-neurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo motor e/ou autonômico). Os casos com suspeita de comprometimento neural sem lesão cutânea (suspeita de hanseníase neural pura) e aqueles que apresentam área(s) com alteração sensitiva e/ou autonômica sem lesão cutânea evidente deverão ser encaminhados para unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica.

Exame dermatológico

Consistem na identificação de lesões de pele por meio de inspeção de toda a superfície corporal do paciente e realização de pesquisa de sensibilidade térmica, dolorosa e tátil nas lesões e/ou áreas suspeitas para verificar qualquer alteração.

Exame neurológico

Compreende a inspeção, palpação/percussão, avaliação funcional (sensibilidade, força muscular) dos nervos; a partir dele, podemos classificar o grau de incapacidade física.
Os principais troncos nervosos periféricos acometidos na hanseníase são:
• Face – Trigêmeo e Facial: podem causar alterações na face, nos olhos e no nariz;
• Braços – Radial, Ulnar e Mediano: podem causar alterações nos braços e nas mãos;
• Pernas – Fibular e Tibial: podem causar alterações nas pernas e nos pés.

Olhos

Anamnese/Inspeção: Perguntar se a pessoa sente ardor, coceira, vista embaçada, ressecamento, pálpebras pesadas, lacrimejamento ou outros sintomas. Verificar se há hiperemia (vermelhidão), madarose (queda dos pêlos das sobrancelhas, comumente caudal), triquíase (cílios invertidos), ectrópio (eversão da pálpebra), lagoftalmo (desabamento da pálpebra inferior) e catarata e opacidade corneana.

Nariz

Anamnese/Inspeção: Perguntar se a pessoa sente o nariz entupido, se há sangramento ou ressecamento. Verificar se há crostas, fissuras, atrofias, infiltrações, úlceras, perfuração de septo e desabamento da pirâmide nasal.

Membros superiores

Anamnese/Inspeção: Perguntar se a pessoa sente dor, dormência, perda de força, inchaço ou outros sintomas. Verificar se há edema, garras, ressecamento, fissuras, calosidades, úlceras, reabsorções, atrofias e cicatrizes.

Membros inferiores

Anamnese/Inspeção: Perguntar se a pessoa sente dor, dormência, perda de força, inchaço ou outros sintomas. Verificar se há edema, ressecamento, fissuras, calosidades, úlceras, reabsorções, atrofias e cicatrizes. Observar a marcha (modo de andar), que pode apresentar características de comprometimento neural (pé caído).

Avaliação do Grau de Incapacidade

Deve ser realizada obrigatoriamente no momento do diagnóstico e na alta, e também a cada seis meses no tratamento MB. Esse procedimento é fundamental para o planejamento de ações de prevenção de incapacidades e para a obtenção de indicadores epidemiológicos. Esses indicadores possibilitam a análise da efetividade das ações de detecção precoce de casos, e a qualidade da assistência prestada durante o tratamento, podendo indicar a existência de casos não diagnosticados na população.

Diagnóstico Diferencial

A hanseníase pode ser confundida com outras doenças dermatológicas ou neurológicas, que apresentam sinais e sintomas semelhantes aos seus. Portanto, deve ser feito diagnóstico diferencial em relação a essas doenças. As principais doenças dermatológicas são:
• Eczemátide (Pitiríase alba, dartro volante): uma hipomelanose muito comum, sendo uma área esbranquiçada (alba) com descamação (pitiríase), localizadas na face, tronco e membros superiores. A sensibilidade das manchas está preservada.
• Pitiríase Versicolor ("pano branco"): micose causada por fungo que parasita a camada córnea da epiderme, produzindo manchas hipocrômicas, hipercrômicas ou eritematosas, com sensibilidade sempre normal. Localiza-se preferencialmente em tronco, braços, pescoço, face e coxas.
• Vitiligo: caracteriza-se clinicamente por mácula acrômica, microscopicamente pela ausência completa de melanócitos e sistematicamente por frequente associação com determinadas doenças clínicas, como distúrbios da tireoide. Manchas acrômicas são excepcionais em hanseníase.
• Dermatofitoses (Tinea corporis): é causada por fungos e possui uma tendência a cura central e progressão pelas bordas; as lesões tendem a confluir formando placas extensas. Geralmente há história clínica de ferimentos, cicatrizes superficiais e prurido (coceira) nas lesões. A sensibilidade está normal.
• Doenças neurológicas: as principais são a síndrome do túnel do carpo; meralgia parestésica; neuropatia alcoólica, neuropatia diabética e lesões por esforços repetitivos (LER/DORT).

A confirmação do diagnóstico deve ser realizada por um médico.

Os pacientes devem ser agendados de rotina a cada 28 dias para receberem, além das orientações e avaliações, a administração da dose supervisionada e nova cartela com os medicamentos para doses auto-administradas no domicilio.

Critérios de Alta Por Cura

O encerramento da poliquimioterapia deve ser estabelecido de acordo com os critérios de regularidade ao tratamento: número de doses e tempo de tratamento. Os casos paucibacilares terão concluído o tratamento com 06 (seis) doses supervisionadas (seis cartelas PQT/OMS – PB), em até 09 (nove) meses. Ao final da 6ª cartela, os pacientes deverão retornar para exame dermatoneurológico, avaliação do grau de incapacidade e alta por cura, quando serão retirados do registro de casos em curso de tratamento.

No caso de aparecimento de novas lesões de pele e/ou de dores nos trajetos dos nervos periféricos, ou piora de déficit sensitivo ou motor, os pacientes deverão ser orientados para retorno imediato à unidade de saúde.

A confirmação de alta por cura deve ser realizada por um médico.

Esquistossomose

19 AGO 2015
Mãos segurando caramujos

Doença infecciosa parasitária provocada por vermes do gênero Schistosoma, inicialmente assintomática, que pode evoluir até as formas clínicas extremamente graves. É também conhecida como, "xistose", "xistosa" "xistosomose", "doença dos caramujos", "barriga d’água" e "doença de Manson-Pirajá da Silva".

MODO DE TRANSMISSÃO

É doença de veiculação hídrica, cuja transmissão ocorre quando o indivíduo suscetível entra em contato com águas superficiais onde existam caramujos, hospedeiros intermediários, liberando cercárias .A suscetibilidade ao verme é geral. Qualquer pessoa independente de sexo, cor (raça), idade, uma vez entrando em contato com as cercárias, pode vir a contrair a doença.

Ciclo Evolutivo do Schistosoma mansoni

Fonte de infecção: o homem infectado eliminando ovos viáveis de S. mansoni por meio das fezes. Quando esses ovos entram em contato com a água, rompem-se e permitem a saída da forma larvária ciliada, denominada miracídio. Os miracídios penetram no caramujo, onde se multiplicam e, entre quatro a seis semanas depois, começam a abandoná-lo em grande número, principalmente quando estão sob a ação de calor e luminosidade. A forma infectante larvária que sai do caramujo tem o nome de cercária. O horário no qual as cercárias são vistas em maior quantidade na água e com maior atividade é entre 10 e 16h, quando a luz solar e o calor são mais intensos. As cercárias penetram no homem (hospedeiro definitivo) por meio da pele e/ou mucosas e, mais frequentemente, pelos pés e pernas, por serem áreas do corpo que ficam em maior contato com águas contaminadas. Após atravessarem a pele ou mucosa, as cercárias perdem a cauda e se transformam em esquistossômulos. Esses caem na circulação venosa e alcançam o coração e pulmões, onde permanecem por algum tempo.

Retornam posteriormente ao coração, de onde são lançados, por meio das artérias, aos pontos mais diversos do organismo, sendo o fígado, o órgão preferencial de localização do parasito. No fígado, as formas jovens se diferenciam sexualmente e crescem alimentando-se de sangue, migram para as veias do intestino, onde alcançam a forma adulta, acasalam-se e iniciam a postura de ovos, recomeçando o ciclo. As pessoas parasitadas podem continuar eliminando ovos viáveis do S. mansoni em média por cinco anos, podendo chegar até mais de 20 anos.

MANIFESTAÇÃO DA DOENÇA

Fase inicial (dermatite cercariana e esquistossomose aguda):
A fase inicial da esquistossomose coincide com a penetração da cercária na pele, que pode ser assintomática ou apresentar intensa manifestação pruriginosa – dermatite cercariana - caracterizada por micropápulas "avermelhadas" semelhantes à picadas de insetos. Essas manifestações duram, em geral, de 24 a 72 horas, podendo chegar até 15 dias.

Cerca de um a dois meses após, aparecem os sintomas inespecíficos, como febre, cefaléia, anorexia, náusea, astenia, mialgia, tosse e diarréia, caracterizando a esquistossomose na forma aguda.
O fígado e o baço aumentam discretamente de volume e o indivíduo apresenta sensível comprometimento do seu estado geral, podendo, em alguns casos, chegar ao óbito. Toda essa sintomatologia é difícil de ser encontrada nos habitantes das zonas endêmicas. Esses indivíduos, desde a infância em contato com a forma larvária infectante cercária, desenvolvem certa resistência e, neles, a fase aguda passa quase sempre despercebida, às vezes com manifestações leves de diarréia e urticária. Ao contrário, as manifestações agudas da doença são mais frequentes em pessoas que entram em contato com águas contaminadas pela primeira vez. Após seis meses de infecção há risco de evoluir para a fase crônica.

Fase crônica:

• A esquistossomose na fase crônica pode apresentar distintas manifestações. Nessa fase, o fígado é o órgão mais frequentemente comprometido. Dependendo da maior ou menor suscetibilidade do indivíduo e da intensidade da infecção, na fase crônica, pode ocorrer a evolução da doença para diversas formas clínicas:
• Intestinal: É a mais comumente encontrada. Pode ser assintomática ou caracterizada por diarreias repetidas, do tipo mucosanguinolenta ou não. O fígado e o baço não são palpáveis, embora exista, frequentemente, queixa de dor abdominal no hipocôndrio direito.
• Hepatointestinal: Na forma hepatointestinal, os sintomas intestinais são semelhantes aos descritos para a forma intestinal, sendo, porém, mais frequentes os casos com diarréia e epigastralgia. O fígado encontra-se aumentado de volume e, na palpação, pode ser percebida a presença de nodulações grosseiras de tamanhos variáveis, causadas por áreas de fibrose do tecido hepático. O baço não é palpável.
• Hepatoesplênica: A forma hepatoesplênica pode apresentar-se em três estágios: compensada, descompensada e complicada. O estado geral do paciente fica comprometido. O fígado e baço são palpáveis, o que caracteriza essa fase da doença. As lesões peculiares intra-hepáticas são, em número e extensão, suficientes para causar transtorno na circulação da veia porta. Há manifestação de algum grau de hipertensão, tanto que a esplenomegalia deve-se mais à congestão do baço que às lesões esquistossomóticas propriamente ditas. Pode haver indícios da formação de circulação colateral e varizes Forma hepatoesplênica compensada. Nessa forma observa-se hepatoesplenomegalia, sem hipertensão portal (geralmente crianças), ou com hipertensão portal e formação de varizes de esôfago.
• Forma hepatoesplênica descompensada: É considerada uma das formas mais graves. O fígado apresenta-se volumoso, ou pequeno, contraído devido à fibrose; o baço é em geral palpável até, ou além, da cicatriz umbilical. É comum, observar-se ascite e circulação colateral, com hematêmese (vômitos com sangue) frequente. Nessa forma grave, podem ser encontradas também sérias perturbações respiratórias, desnutrição acentuada e mesmo caquexia. Essa forma agrupa toda a sintomatologia grave, evidenciando o quadro terminal do paciente.
• Formas ectópicas: são aquelas produzidas pelos vermes e/ou ovos nos tecidos fora do sistema portal. São formas que aparecem com menos frequência. As mais importantes localizações encontram-se nos órgãos genitais femininos, nos testículos, na pele, na retina, tireoide e coração, podendo aparecer em qualquer órgão do corpo humano.
• Forma neurológica: a mielorradiculopatia esquistossomótica (esquistossomose medular) é a mais comum e causa incapacidades. O diagnóstico correto depende do alto nível de suspeição clínica de esquistossomose em pacientes com história epidemiológica compatível, associada à dor lombar, distúrbios esfincterianos e alterações sensitivas dos membros inferiores.
• Forma vasculopulmonar (hipertensiva e cianótica): apresenta-se com hipertensão pulmonar e obstrução dos vasos, provocada por ovos e vermes mortos e/ou vasculite pulmonar por imunocomplexos. Os sintomas clínicos se manifestam como a síndrome de cor pulmonale, dentre os quais: síncope de esforço e sinais de insuficiência cardíaca. A forma cianótica é de pior prognóstico e está associada à forma hepatoesplênica.
• Forma renal: o acometimento renal se manifesta em 10 a 15% dos doentes com a forma hepatoesplênica.
• Esquistossomose associada a outras doenças: são conhecidas as associações da esquistossomose com infecções bacterianas e virais. A esquistossomose nos indivíduos imunosuprimidos pode apresentar alterações clínicas e patológicas. A abordagem terapêutica deve merecer atenção especial em função das infecções oportunistas.

Conduta frente às formas graves

Os casos mais graves de esquistossomose exigem internação ou intervenções cirúrgicas para atenuar as manifestações severas da doença.

Diagnóstico clínico-epidemiológico

No diagnóstico clínico, deve-se levar em conta a fase da doença (aguda ou crônica). Além disso, é de fundamental importância a análise detalhada do local de residência do paciente, principalmente para saber se ele vive ou viveu em região endêmica.
O diagnóstico definitivo da esquistossomose mansoni depende sempre de uma confirmação laboratorial, mesmo na presença de quadro sintomático compatível e informações epidemiológicas evidentes.

TRATAMENTO

O tratamento quimioterápico da esquistossomose por meio de medicamentos de baixa toxicidade, como o praziquantel e a oxamniquina, deve ser preconizado para a maioria dos pacientes com presença de ovos viáveis nas fezes ou mucosa retal. Contudo, existem condições que contraindicam seu uso e que devem ser respeitadas.

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