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Como lidar com a depressão no ambiente de trabalho

22 DEZ 2015
Pessoa demonstrando preocupação

A depressão pode prejudicar a capacidade de a pessoa trabalhar e estudar, pode ocorrer desde um alentecimento do raciocínio, passando por dificuldades de concentração, até uma vontade de "passar o dia inteiro deitada na cama". A depressão se caracteriza por uma constelação de sintomas e sinais incluindo:

  • Sensação de tristeza, vazio ou falta de esperança a maior parte do tempo
  • Grande iminuição da capacidade de sentir prazer ou do interesse em todas ou quase todas as atividades
  • Aumento ou diminuição de apetite
  • Insônia ou excesso de sono
  • Agitação ou retardo psicomotor
  • Fadiga e perda de energia
  • Sentimento de inutilidade, culpa excessiva ou inadequada
  • Capacidade diminuída de pensar, de concentrar-se ou indecisão
  • Pensamentos de morte recorrentes, ideação suicida, tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio

Comunicar ou não aos superiores

Comunicar ou não o estado da pessoa aos seus superiores é uma questão complicada. Dependendo dos chefes, pode haver compreensão e mesmo estímulo no sentido de a pessoa se tratar. Entretanto, mesmo hoje em dia, há pessoas que têm preconceitos contra os transtornos psiquiátricos e consideram a depressão como uma espécie de fraqueza ou mesmo preguiça.

Se a depressão interferir na segurança da pessoa ou na de outros, é conveniente comunicar o problema aos superiores. Caso não seja este o caso, cabe à pessoa decidir. Uma coisa é certa: o médico jamais deve divulgar quaisquer dados a respeito do paciente, a não ser com expressa concordância deste. Em casos, por exemplo, em que há a necessidade de afastamento do serviço, cobertura dos custos do tratamento por planos de saúde ou afastamento pelo serviço de seguridade social, o médico deve advertir o paciente sobre a possibilidade de as informações caírem na mão de profissionais que não sejam da área de saúde (pois profissionais da área de saúde têm todos a obrigação de manter sigilo) e que este conhecimento pode trazer riscos para a estabilidade do emprego. Apesar de que, enquanto durar a doença e o tratamento, a pessoa não pode ser despedida, há patrões que não levam isto em consideração e, por outro lado, já houve casos em que, para não ter problemas trabalhistas, o patrão espera a melhora e, em seguida, desliga a pessoa de seu trabalho.

Como conseguir fazer o dia render?

Se a pessoa trabalhar numa área na qual o estado depressivo não traga riscos para ela própria ou para outros, ela poderá facilitar seu desempenho dividindo suas tarefas em vários segmentos. Por exemplo, um jornalista, nesta condição, ao invés de se lançar à produção de um texto jornalístico como um todo, deve proceder como um alpinista ao subir uma montanha, ou seja, só pensando em cada passo a ser seguido. Assim, o jornalista faz uma lista das pessoas a serem entrevistadas ou dos textos a serem lidos. Em seguida, lança-se apenas a uma tarefa que, por menor que seja, consiga executar, sem ter maiores ambições. Se conseguir apenas fazer a lista, num dado dia, pare por aí. Se, num outro dia, entrevistar uma das pessoas ou mesmo só marcar o horário da conversa, já deve admirar o seu trabalho pois, para alguém em depressão, todo esforço deve ser elogiado. Se sentir-se um pouco melhor fazendo intervalos entre cada tarefa, deve se permitir esta atitude. Assim, passo a passo, lentamente, a pessoa consegue realizar seu trabalho. Tratada a depressão, seu rendimento voltará ao normal.

Finalmente, colegas e superiores que souberem do estado da pessoa devem ser compreensivos e insistir para que a pessoa se trate. Há bons tratamentos para a depressão e, se os superiores e colegas tiverem a devida paciência, geralmente, no espaço de algumas semanas ou meses terão de volta o funcionário com toda a sua capacidade de trabalho.

Saiba o que o formato do corpo pode revelar sobre sua saúde

22 DEZ 2015
Pessoa se observando no espelho

O formato do corpo é capaz de dizer muito sobre nossa saúde. Há determinados tipos de doenças que ocorrem mais frequentemente em alguns tipos corporais do que em outros. Identificando seu corpo, é possível perceber com maior precisão quais problemas de saúde você está mais propenso a ter e tomar medidas preventivas para evitar complicações.

Boa saúde não é determinada apenas por peso saudável

Quando se trata de saúde, muitos médicos acreditam que a circunferência da cintura é importante. Além disso, o índice de massa corporal (IMC) é uma forma tradicionalmente usada para investigar a relação peso/altura. Acontece que essas medidas não contam toda a história: o maior risco vem de onde você armazena gordura.

Geralmente relacionam-se dois formatos de corpo a riscos para a saúde: maçã e pera. O primeiro é caracterizado pelo acúmulo de gordura ao redor do abdômen – sempre se acreditou que era o mais propenso a enfermidades. O segundo é relacionado à gordura armazenada no entorno das coxas – e agora especialistas têm dito que ele também pode representar riscos.

É importante saber que muitas coisas sobre sua aparência são pré-determinadas pela genética. São exemplos a estrutura óssea, o tamanho do quadril e o metabolismo – ou seja, como são fatores hereditários não há muito o que fazer.

Formato do corpo com maior risco de problemas de saúde

Quem possui muita gordura na parte superior, em áreas como abdômen, peito, ombros e nuca do pescoço é identificado como tendo corpo em forma de maçã ou android. Esse tipo de distribuição de gordura é comum em homens, começando já na adolescência.

Para as mulheres esse formato torna-se frequente durante a menopausa – antes disso é mais próximo ao de uma pera. É que nesse período a gordura tende a concentrar-se na área abdominal em razão da redução dos níveis de estrogênio – acumulação essa que produz hormônios e substâncias que promovem a inflamação.

Como indivíduos em formato de maçã possuem grande quantidade de gordura na barriga, estão mais propensos a doenças cardíacas, pressão alta e derrame. Além disso, segundo um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, essas pessoas têm tendência a ter compulsão alimentar.

O hormônio estrogênio desempenha várias funções no corpo humano. Para as mulheres é responsável pelo desenvolvimento de seios e quadris, mas também contribui para o acúmulo de gordura nas coxas e bumbum. Isso dá ao corpo delas um formato de pera – geralmente visto antes da menopausa, quando há queda nos níveis desse hormônio.

Sempre se pensou que a gordura corporal nessas áreas fosse mais saudável do que aquela concentrada na região abdominal. Ocorre que uma nova pesquisa publicada no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism traz evidências que indicam que isso talvez não seja verdade.

O estudo concluiu que a gordura armazenada na área do bumbum – conhecida como tecido adiposo glúteo – produz proteínas capazes de levar a inflamação e resistência à insulina. Essa última é uma situação pré-diabética na qual o corpo precisa produzir cada vez mais insulina para manter os níveis de açúcar no sangue corretamente controlados.

Além disso, a resistência à insulina é parte de um problema conhecido como síndrome metabólica – que se refere a um grupo de fatores de risco que, juntos, são capazes de duplicar o risco de doença cardíaca e aumentar drasticamente a probabilidade de diabetes.

Número de casos de câncer de próstata cresceu 414% em 23 anos

04 DEZ 2015
Arte de uma próstata com câncer

O número de novos casos de câncer de próstata no Brasil disparou 414% entre 1990 e 2013, passando de 18,7 mil para 96,3 mil, segundo um levantamento publicado no mês de junho pela revista médica JAMA Oncology. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de que, por ano, 69 mil novos casos sejam diagnosticados, um caso a cada 7,6 minutos.

De acordo com o médico oncologista Oren Smaletz, do Hospital Albert Einstein, o crescimento do número de casos está, na realidade, associado ao surgimento do exame PSA (Antígeno Prostático Específico) para diagnóstico de tumores na próstata.

O exame começou a se popularizar no país no final da década de 80, apesar de ter sido descoberto algum tempo antes, no ano de 1974, pelo americano Richard Ablin.

"Com o advento do PSA, as pessoas começaram a descobrir mais tumores de próstata, uma vez que o exame é mais fácil de fazer. Antigamente, os pacientes já vinham para o tratamento com metástase e, agora, com o exame de sangue, descobrem a doença mais rapidamente", afirma Smaletz.

O PSA é um exame de sangue simples feito em laboratório e que serve para identificar alterações na próstata, incluindo o câncer.

Normalmente, os homens saudáveis apresentam níveis de PSA menores que 4ng/ml, mas não é possível determinar que todos os casos de valores alterados signifiquem que o indivíduo tem câncer na próstata, segundo especialistas. É por isso que o diagnóstico da doença sempre associa o PSA com o toque retal, além de ressonância magnética e biópsia.

Smaletz explica que o exame serve para detectar precocemente a doença e aumentar as chances de cura. Segundo o médico, o paciente que faz o teste de PSA tem até 97% de chances de curar o câncer, desde que não esteja em metástase.

"Com esse exame, 97% dos pacientes ficam vivos depois de cinco anos de diagnóstico."

Por outro lado, segundo o oncologista do Einstein, o envelhecimento da população brasileira nos últimos anos também levou a um aumento dos diagnósticos da doença. É sabido que a frequência do câncer de próstata é maior em homens com idade superior a 45 anos.

"É um problema de envelhecimento do tecido da próstata", afirma o médico.

O oncologista menciona que, além da idade e da herança genética, os hábitos do indivíduo também irão contribuir para o desenvolvimento do tumor prostático, uma vez que apenas o diagnóstico precoce não é capaz de diminuir a incidência do câncer.

"Na China e no Japão essa doença é rara, mas os filhos de japoneses e chineses que foram morar nos EUA sofreram mais com os tumores, o que leva a crer que fatores alimentares e ambientais estão envolvidos. Por isso, a gente indica uma conscientização dos hábitos alimentares, com uma dieta pobre em gorduras e rica em fibras e verduras."

O relatório da JAMA Oncology apontou também que o câncer de próstata matou 292,7 mil homens em todo o mundo, ficando na sexta colocação mundial entre os tipos de câncer que mais matam. No Brasil, ele ocupou a segunda colocação, com 17,7 mil vítimas.

Polêmica

A detecção precoce da doença tem sido motivo de discórdia entre instituições médicas brasileiras, segundo reportagem publicada recentemente pelo jornal Folha de S.Paulo.

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e o Inca passaram a contraindicar o rastreamento de rotina por toque retal e dosagem de PSA (antígeno prostático específico) no sangue.

Citando um estudo americano, os médicos da família apontam que o rastreamento precoce da doença por PSA ou toque retal não reduz a mortalidade dos homens.

O Inca, por sua vez, acredita que existem evidências científicas de que o tratamento do câncer de próstata produz mais danos do que benefícios. Problemas como incontinência urinária e impotência são alguns dos efeitos colaterais da cirurgia de câncer de próstata.

Já a Sociedade Brasileira de Urologia defende o diagnóstico precoce e recomenda que todo homem com mais de 50 anos – ou 45, no caso de negros e pacientes com histórico familiar– faça anualmente os exames.

Os urologistas afirmam que a pesquisa defendida pelos médicos da família tem falhas metodológicas e que, por isso, não podem servir de referência para o assunto. Eles citam como contraponto dois estudos europeus que apontaram até 40% de redução na chance de morrer entre quem faz os exames.

O urologista e professor da USP Miguel Srougi diz que cerca de 18% dos homens serão atingidos pelo câncer de próstata, mas apenas 9% desses casos morrerão pela doença.

"A conclusão óbvia é que a maioria dos pacientes sobrevive ao câncer, alguns por portarem tumores pouco agressivos, que não progridem, outros graças à ação médica curativa."

Em meio à polêmica e troca de opiniões, converse com o seu urologista de confiança.

Fonte: Site Coração & Vida (coracaoevida.com.br)

Não é só mama: veja quatro outros cânceres mais incidentes em mulheres

04 DEZ 2015
Imagem de um abdomen feminino

No outubro rosa falou-se muito sobre a importância da mamografia para detectar câncer de mama, mas não se esqueça de que outros cânceres podem atingir as mulheres

No outubro rosa fala-se do câncer de mama, que aumenta em 57 mil casos por ano. Prevenir o câncer e diagnosticar precocemente é fundamental para a sobrevida das pacientes, mas há outros tipos de câncer que atingem mulheres. Saiba quais são e entenda o que é possível fazer para prevenir.

1. Câncer de pele não melanoma – Cerca de 83 mil novos casos por ano



Em terras em que o sol é abundante, o câncer de pele é a neoplasia com maior incidência no Brasil. Ele representa 25% dos tumores em todo o País. De acordo com o INCA, entre 2014 e 2015, haverá 83 mil novos casos nas mulheres brasileiras.

O diagnóstico precoce, no entanto, ajuda o câncer a ser controlado e faz com que as taxas de cura sejam altas. Conforme o tempo vai passando, é possível que esse câncer cause úlceras na pele e deformidades.

Não se expor excessivamente ao sol é importante para prevenir o câncer de pele.

Como prevenir?

O sol é importante para a síntese de vitamina D. Médicos recomendam que cada pessoa tome cerca de 15 minutos de sol diariamente, sem proteção solar. Mais que isso, no entanto, pode aumentar o risco de câncer de pele, portanto lançar mão do protetor solar é importante. Vale lembrar que o sol entre 10h e 16h é mais intenso, procure não se expor a ele em excesso.

Dependendo do caso, o tratamento é feito com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Normalmente a cirurgia é o método eleito para acabar com esse câncer.

2. Câncer colorretal – cerca de 17 mil novos casos por ano



Câncer de intestino que atinge as partes do cólon e reto. Ele consiste em tumores que se desenvolvem a partir de alterações de células intestinais. A partir daí, elas silenciosamente se replicam de forma desordenada no intestino grosso. Se detectado precocemente, as chances de cura desse tipo de câncer são altas.

Os fatores de risco para o câncer colorretal são idade mais avançada, hereditariedade, além de doenças inflamatórias crônicas no intestino.

Como prevenir?

Uma boa alimentação ajuda o intestino a funcionar direito, mas não só isso: ela é protetora contra o câncer. Dieta rica em vegetais, laticínios e pobre em gorduras, especialmente a saturada, é importante para manter o câncer longe.

Fazer exames para detecção precoce a partir dos 50 anos, como a colonoscopia, é de extrema importância para o controle da doença. Para quem não tem histórico de câncer hereditário, fazer a colonoscopia a cada 10 anos é o indicado.

O tratamento depende bastante da localização do tumor, bem como o seu tamanho. Quando ainda no início, a cirurgia é bastante recomendada junto com a quimioterapia, de forma a reduzir a reincidência do câncer. Quando há metástase, no entanto, a quimioterapia tradicional pode ser trabalhada junto com a nova classe de medicamentos-alvo, que aumentam a chance de cura.

3. Câncer de colo do útero – cerca de 15 mil novos casos por ano

Causado pelo vírus do HPV, esse tipo de câncer faz 15 mil mulheres vítimas por ano
Getty Images
Causado pelo vírus do HPV, esse tipo de câncer faz 15 mil mulheres vítimas por ano

Perfeitamente possível de ser prevenido, o câncer de colo do útero é causado pelo vírus do HPV. A vacina, portanto, faz com que o corpo, caso tenha contato com o vírus, o destrua e não permita que ele se aloje no organismo.

Para aquelas que já tiveram contato com o vírus e ele já está no corpo, fazer Papanicolau com regularidade ajuda a identificar possíveis lesões e tratar antes que elas se tornem um câncer.

O problema maior do câncer de colo do útero é que quase metade das mulheres são diagnosticadas já em estado avançado por não terem acesso ao Papanicolau ou à vacina. Segundo dados do INCA, essa neoplasia foi a terceira causa de morte por causa de câncer em mulheres.

Como prevenir?

Fazer exames frequentes é importante para detectar alterações iniciais no colo do útero, mas o mais importante mesmo é não contrair o vírus do HPV. Relações sexuais desprotegidas são uma das formas de contágio. Sabe-se que alguns organismos, quando em contato com o vírus, será capaz de destruí-lo e a pessoa não vai adoecer. Outras mulheres têm o vírus e não desenvolvem a doença, mas, em todos os casos de câncer de colo do útero, o HPV está presente.

O tratamento consiste em cirurgia, quimioterapia e radioterapia, sempre levando em conta o tamanho do tumor, estágio da doença e condições da paciente.

4. Câncer de pulmão – cerca de 10 mil novos casos por ano

A maior causa do câncer de pulmão é perfeitamente evitável: basta não fumar, já que 90% desse tipo de câncer é causado pelo tabaco. Além disso, o fumante passivo sofre consequências sérias por culpa de outros que fumam ao seu redor. No Brasil, cerca de 22 mil mortes acontecem por ano, segundo o INCA.

Esse câncer pode ser silencioso ou ter sintomas difusos. Tosse, falta de ar, emagrecimento, dores, sangramento nas vias respiratórias e pneumonias seguidas são alguns dos sinais. Com a suspeita, o médico pede um raio-x de tórax e complementa o exame com uma tomografia computadorizada. A partir de então, é possível identificar se há algo errado. O tipo de tumor, no entanto, só pode ser identificado por meio de uma biópsia.

Como prevenir?

Não fumar é o melhor meio de prevenir o câncer de pulmão, além de evitar permanecer em ambientes junto com pessoas fumando. Os tabagistas têm 30 vezes mais chance de ter câncer de pulmão comparado com pessoas que não fumam.

O tratamento dependia exclusivamente da quimioterapia padrão, mas com o avanço no tratamento da doença, é possível usar medicamentos biológicos. Em alguns casos, é possível usar medicamentos orais, que o paciente toma em casa, sem precisar ir ao hospital para fazer a infusão da droga quimioterápica. O tipo de tratamento, no entanto, é decidido pelo médico.

Anvisa aprova norma que autoriza venda de teste de HIV em farmácia

04 DEZ 2015
Teste de HIV

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta sexta-feira (20) um resolução que autoriza a venda, em farmácias, de auto-teste para detecção do vírus HIV. O modelo é similar aos testes vendidos nas farmácias para detectar a gravidez.

Em geral, esses testes de HIV fazem o diagnóstico por meio de fluidos da gengiva ou da mucosa da bochecha. Outros utilizam uma gota de sangue, com um pequeno furo na ponta do dedo. Os resultados saem em até 30 minutos.

A nova norma permite que as empresas que fabricam os testes solicitem registro para venda dos produtos no país, o que não era possível até então.

Segundo o diretor Renato Porto, a ideia é disponibilizar um mecanismo de "triagem" de possíveis casos de infecção por vírus HIV.

Hoje, a estimativa é que 20% das pessoas que vivem com HIV e Aids no Brasil ainda não foram diagnosticadas -ou cerca de 150 mil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

"Isso abre a possibilidade para as pessoas fazerem seus testes e, tendo resultado positivo, fazerem uma busca mais detalhada. A descoberta o quanto antes possível do HIV é importante para o tratamento", diz.

A discussão sobre a liberação da venda de auto-teste de HIV, porém, tem sido alvo de polêmica em diversos países. Um dos impasses é o receio de que resultados falso-positivos ou falso-negativos confundam e tragam prejuízos ao paciente, além de riscos para parceiros -como deixar de usar preservativo em relações sexuais.

Após o teste, pessoas devem procurar confirmar o diagnóstico com mais exames.

EXIGÊNCIAS

Relator do processo, o diretor Renato Porto diz que exigências inseridas no processo poderão mitigar falhas. Na resolução, a agência estabelece critérios para que os produtos sejam colocados no mercado.

Uma delas é a exigência de que os rótulos tenham a informação de que o resultado pode ser alterado devido a fatores como a chamada "janela imunológica" –intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus da Aids e a produção de anticorpos no sangue–, entre outros.

Empresas que fabricam os produtos também devem informar, na embalagem, um número de telefone com equipes 24h para dar orientações aos clientes após o resultado. Além do contato das empresas, os rótulos devem ter a informação também dos telefones de atendimento do SUS em caso de resultado positivo.

"O teste é absolutamente seguro. Mas todos precisam entender que é uma triagem. Posteriormente, é preciso fazer a confirmação por um teste clínico", diz.

O modelo de auto-teste é diferente dos chamados testes rápidos, disponíveis nas unidades de saúde. Neste caso, um profissional de saúde acompanha o processo e é habilitado para auxiliar no diagnóstico.

Além do Brasil, outros países que já autorizam a venda deste tipo de teste são Estados Unidos, Reino Unido e França, segundo a Anvisa.

HIV

Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de Aids no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Apesar de apresentar índices estáveis, com cerca de 39 mil casos novos ao ano, o avanço da epidemia entre os jovens têm preocupado o governo.

Jovens têm hoje a maior taxa de detecção da doença no país, um índice que vêm crescendo nos últimos dez anos. Em 2003, a taxa de detecção da Aids entre os jovens era de 9,6 a cada 100 mil habitantes. Em 2013, ano dos últimos dados disponíveis, essa taxa passou para 12,7.

Pesquisa contesta a ideia de que a luz artificial nos induz a dormir menos

04 DEZ 2015
Gonda

Há anos, as autoridades de saúde pública advertem que smartphones, telas de televisão e o ritmo agitado da vida moderna estão atrapalhando os padrões naturais de sono, gerando uma epidemia de insônia. De acordo com algumas estimativas, os americanos dormem de duas a três horas a menos hoje do que antes da Revolução Industrial.

Mas um novo estudo está contestando essa noção. A pesquisa descobriu que os americanos dormem em média tanto quanto as pessoas em três sociedades de caçadores-coletores, onde não há nenhuma eletricidade e o estilo de vida permanece basicamente o mesmo há milhares de anos. As comunidades incluídas nesse trabalho — as tribos Hadza e San, da África, e o povo Tsimané, da América do Sul — dormem menos do que muitos americanos.

Os médicos sugerem um mínimo de sete horas de sono para manter a boa saúde. Muitos estudos indicam que dormir pouco, independentemente de outros fatores, como atividade física, está associado à obesidade e às doenças crônicas.

Porém, os caçadores-coletores incluídos nesse novo estudo, publicado em Current Biology, estavam relativamente em forma, apesar de regularmente dormirem por períodos próximos aos da média mínima das pessoas de sociedades industrializadas. Pesquisas anteriores mostram que seu gasto energético diário é quase o mesmo da maioria dos americanos, sugerindo que a atividade física não é a razão para sua relativa boa saúde.

O suficiente para revigorar

A noção predominante na medicina do sono é a de que os seres humanos evoluíram para se deitar quando o sol se põe e que, em geral, ficamos acordados até muito mais tarde do que deveríamos porque estamos cercados de luz artificial, disse Jerome Siegel, autor da pesquisa e professor de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

Mas Siegel e seus colegas não encontraram nenhuma prova disso. Os grupos que estudaram, que dormiam ao relento ou em cabanas simples, não iam para a cama quando o sol se punha. Em geral, ficavam acordados de três a quatro horas após o pôr do sol, sem exposição à luz, exceto uma pequena fogueira.

Em uma noite típica, dormiam apenas seis horas — um pouco menos do que o americano médio. Nos Estados Unidos, a maioria dos adultos dorme sete horas ou mais por noite, apesar de uma parcela significativa da população dormir menos.

— Acho que esse estudo vai transformar a área. É difícil imaginar como podemos afirmar que a sociedade ocidental sofre de privação de sono quando esses grupos que vivem sem todas essas distrações modernas e agendas lotadas dormem menos ou quase a mesma coisa que o norte-americano médio — disse John Peever, especialista da Universidade de Toronto, que não estava envolvido na nova pesquisa.

Em junho, duas das principais associações da categoria — a Academia Americana de Medicina do Sono e a Sociedade de Pesquisa do Sono — recomendaram que os adultos devem dormir sete ou mais horas por noite regularmente. Ganho de peso, obesidade, hipertensão, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral, depressão e aumento do risco de morte estão relacionados a dormir menos, de acordo com as sugestões.

Nathaniel Watson, presidente da Academia Americana de Medicina do Sono, salientou que, no novo estudo, descobriu-se que as sociedades de caçadores-coletores tinham um período de sono — ou seja, o tempo que efetivamente estavam na cama — de aproximadamente sete a oito horas e meia, o que, segundo ele, era consistente com as recomendações do seu grupo.

A questão de quanto tempo de sono as pessoas necessitam é delicada, segundo ele:

— Realmente, a quantidade ideal é a que permite que você acorde se sentindo revigorado e alerta.

Siegel disse que se preocupa com a ideia de definir um número de horas, pois isso poderia levar aqueles que dormem menos a recorrer a comprimidos para dormir, que têm efeitos colaterais graves.

Temperatura do ambiente pode ser a chave

Muitos pesquisadores argumentam que a invenção da lâmpada elétrica no final do século 19 mudou drasticamente nosso sono: a exposição à luz artificial durante a noite desregula nosso relógio biológico, atrasando-o e reduzindo-o. Porém, Siegel questiona essas afirmações.

Os grupos estudados não vão dormir com o pôr do sol e não acordam quando ele nasce, o que sugere que a exposição à luz não tem muita influência sobre seus padrões de sono – mas quase sempre adormecem quando a temperatura começa a cair durante a noite e acordam quando ela começa a subir novamente. Isso sugere que os seres humanos podem ter evoluído para dormir durante as horas mais frias do dia, talvez como uma maneira de economizar energia, disse Siegel:

— Hoje, dormimos em ambientes com temperaturas fixas, mas nenhum dos nossos antepassados fazia isso. Evoluímos para dormir em um ambiente natural, onde a temperatura cai à noite. Se pudermos tratar a insônia colocando as pessoas em um ambiente onde a temperatura é modulada desta forma, é algo a ser estudado no futuro.

Neuropediatra diz que casos de microcefalia indicam uma nova doença

04 DEZ 2015
Microcefalia

Sem estudos em toda a literatura médica que relacionem a infecção de gestantes pelo vírus zika com o nascimento de crianças com microcefalia, a neuropediatra Vanessa Van der Linden defende que os novos casos dessa deformidade no cérebro revelam uma nova doença, já que fogem do padrão conhecido.

— Se é provocada pelo zika ou por outro vírus, ou outro agente, não sabemos. O que posso dizer é que os casos não seguem o padrão que a gente vê nas outras pacientes que têm infecção congênita e filhos com microcefalia — explicou Vanessa, do Hospital Barão de Lucena, presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente do Recife.

Ela foi a primeira médica a buscar a Secretaria de Saúde de Pernambuco para alertar sobre o aumento do número de casos de crianças com o crânio menor que o normal.

— Um dia, cheguei à UTI e tinha três casos de crianças com a cabecinha assim, isso me deixou intrigada, normalmente a gente via uma a cada mês ou a cada dois meses — relatou. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos de microcefalia saltou de 147, em 2014, para 739 neste ano, a maioria em Pernambuco.

A microcefalia é uma má-formação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A neuropediatra esclarece que essa condição pode ter diversas causas, como agentes químicos e infecções por toxoplasmose ou pelo citomegalovírus.

Cada causador provoca um quadro típico, como alteração na visão, na audição ou em outros órgãos. Segundo a médica, em muitos desses novos casos os recém-nascidos têm comprometimento do coração, "mas a amostra ainda é muito pequena para dizer que está relacionado à nova doença".

À medida que os casos foram chegando, a neuropediatra pedia exames para toxoplasmose e para citomegalovírus, e todos deram negativo. A especialista diz que recebeu informações de casos parecidos fora do Nordeste e que tudo deve ser bem investigado.

Vanessa participou nessa terça-feira de um seminário para profissionais de saúde do Distrito Federal, em Brasília. Segundo ela, há casos de crianças com microcefalia que se desenvolvem, têm filhos, mas que em outros casos o bebê tem muitas convulsões e por isso pode não ter o desenvolvimento adequado.

A relação entre o aumento de casos de microcefalia e a presença do vírus zika em gestantes foi cogitada mais fortemente há pouco mais de uma semana, quando o Laboratório de Flavivírus, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, constatou a presença do vírus em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia.

Segundo o Ministério da Saúde, apesar de ser um resultado importante, os dados atuais não permitem confirmar a relação da infecção pelo zika com a microcefalia. Entretanto, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, afimrou na terça-feira que há 90% de chances de os casos estarem relacionados.

Os primeiros casos de zika no Brasil foram registrados em maio de 2015.

Pesquisa da UFPI estuda veneno do sapo para tratamento contra o câncer

02 DEZ 2015
Sapo

Uma pesquisa desenvolvida por um professor do Departamento de Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI) é mais uma esperança na busca pelo tratamento e a cura de alguns tipos de câncer. Os estudos são desenvolvidos com o veneno dos sapos e, segundo os pesquisadores, já foi possível encontrar grande potencial na substância produzida pelos anfíbios.

A pesquisa é encabeçada pelo professor doutor Gerardo Magela e foi iniciada há cerca de quatro anos, quando o piauiense ainda lecionava na Universidade Federal de Mato Grosso. Lá, as pesquisas foram realizadas com sapos das espécies Rhinella marina e Rhaebo guttatus, encontrados no bioma amazônico. Há cinco meses na UFPI, ele resolveu incluir nos estudos o sapo Rhinella jimi, conhecido como cururu, encontrado na caatinga.

De acordo com Magela, desde o primeiro ano as pesquisas com as espécies da região amazônica já começaram a dar bons resultados. Ele afirma que já foram testadas diversas atividades com o veneno dos sapos e sustenta que as substâncias biológicas encontradas no veneno dos anfíbios possuem grande potencial para combater células cancerígenas.

"Nós já testamos muitas atividades e dentre elas a mais promissora é a atividade citotóxica, que foi testada frente à linhagem de células de câncer. Obtivemos bons resultados em um tipo de câncer chamado de glioblastoma, que ataca o sistema nervoso central, no câncer do colo do útero, de ovário e leucemia", explicou o professor.

Além da constatação do poder das substâncias contra as células de câncer, testes realizados em camundongos revelaram também que o material extraído do veneno dos sapos possui potencial medicamentoso frente à insuficiência cardíaca, malária e até a alguns tipos de fungos encontrados em espécies agrícolas como soja, feijão, milho e algodão.

Apesar de liderar as pesquisas, Magela destaca que uma equipe multidisciplinar é envolvida no trabalho. Dois alunos de graduação em química da UFPI também participam. Os sapos são capturados e têm o veneno coletado por biólogos autorizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Após a coleta, o material é repassado ao professor, que estuda a constituição química, separa as substâncias dos venenos e as leva para grupos de pesquisa da área de farmacologia.

"Nos testes observou-se um ataque às células cancerígenas. Os camundongos estavam com tumor e observamos uma regressão. Só que detectamos ataque das substâncias às células normais, indicando que não é seletivo como a maioria dos quimioterápicos. Esse ataque ainda é um desafio a ser superado. Temos que encontrar uma substância que mate as células de câncer e seja menos agressiva às normais. É possível que se faça modificações na estrutura dessas substâncias tentando minimizar esses efeitos colaterais", falou.

O professor explica que o veneno é retirado de uma glândula chamada de paratóide, localizada atrás dos olhos dos sapos. "Nessa glândula é onde está o acúmulo do veneno produzido pelos sapos. Tem outras espécies que possuem micro-glândulas que são distribuídas por toda a pele, que também podem estar sendo extraídas", disse.
Após a coleta do veneno, os sapos são devolvidos à natureza.

Gerardo enfatiza que o Brasil possui uma biodiversidade de anfíbios muito rica e destaca que sua pesquisa serve até mesmo para alertar sobre a preservação desses animais.

"Serve de alerta porque as pessoas geralmente jogam sal quando veem um sapo e isso vai entupir as glândulas, atrapalhar a respiração e o sapo vai acabar morrendo. É algo que não deve ser feito porque o sapo, além de servir para o controle biológico de pragas, poderá trazer grandes benefícios futuramente para o homem", alertou.

Apesar dos resultados promissores obtidos pela pesquisa, o professor ressalta que ainda vai levar algum tempo para que suas conclusões possam levar à produção de medicamentos contra o câncer ou outras doenças. Segundo ele, uma pesquisa para se desenvolver medicamento leva atualmente um tempo médio de 15 anos de duração.

"Nós ainda estamos no início, fazendo atividades in vitro e atividades em camundongos. Até chegar nas fases de análises clínicas, para que possam ser desenvolvidos os medicamentos, ainda vai demorar. É um estudo que demanda um tempo grande", afirmou.

Sapo do Piauí

Por enquanto, os resultados que apontam para efeitos promissores se referem às pesquisas com os sapos do bioma amazônico, iniciadas ainda no Mato Grosso e cujo prosseguimento está sendo dado no Piauí. Os estudos com o sapo cururu encontrado na caatinga já estão sendo colocados no cronograma da pesquisa, mas ainda serão iniciados.

Mesmo assim, o professor destaca que alguns estudos na literatura mostram que o sapo encontrado no Piauí apresenta atividade citotóxica e contra os parasitas vetores da leishmaniose e da doença de chagas. Devido a isso, ele resolveu incluir a espécie da caatinga nas pesquisas e espera obter resultados ainda mais positivos com ela.

"Cada espécie tem uma constituição química diferente. Ela pode ter substâncias diferentes ou substâncias iguais, mas em quantidades diferentes. Por isso é muito interessante a gente estudar o sapo daqui, porque a constituição química dele vai ser totalmente diferente e, quem sabe, seja melhor que a do sapo do Mato Grosso", concluiu.

Números da doença

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas todo ano com câncer e cerca de 8 milhões morrem em decorrência da doença. No Brasil, a estimativa era de 580 mil casos novos da doença para 2015.

No Piauí, a estimativa era de 5.560 novos casos em 2014 para cada grupo de 100 mil habitantes.

6 respostas sobre a pílula que promete curar o câncer

09 NOV 2015
Pílula de fosfoetanolamina

São Paulo – Um suposto medicamento milagroso está dando o que falar no Brasil. Um composto químico estudado por um professor aposentado do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP) passou a ser tratado recentemente como a "cura para o câncer".

A fosfoetanolamina (nome da substância) tem despertado esperança de cura em pacientes e desconfiança em cientistas e médicos. O motivo disso é a falta de estudos clínicos apropriados.

Obrigada a produzir a substância por liminares emitidas pela justiça, a USP chegou a se manifestar sobre o assunto. "Essa substância não é remédio. Ela foi estudada na USP como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença", escreveu a universidade em um comunicado.

O medicamento deixa muitas perguntas no ar. O que se sabe sobre a fosfoetanolamina? Quais são seus efeitos? Ele realmente pode curar o câncer?

Para sanar as dúvidas, EXAME.com conversou com especialistas sobre o assunto. Eles foram: Durvanei Augusto Maria, pesquisador do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do Instituto Butantan, que fez pesquisas com a fosfoetanolamina; Giovana Torrezan, doutora em oncologia pelo A.C. Camargo Cancer Center; e Roberto Ferreira, farmacêutico e bioquímico com doutorado em oncologia.

Veja as informações a seguir.

O que é a fosfoetanolamina?

É uma substância química produzida no organismo humano. Ela é indispensável para a vida humana. Dela se origina outra substância, a fosfatidiletanolamina, que está presente em todos os tecidos e órgãos humanos.

A fosfatidiletanolamina é responsável por normalizar o metabolismo oxidativo, que gera energia no corpo. Esse processo fica prejudicado em células cancerosas. Em teoria, a ingestão do medicamento faria com que as células voltassem a trabalhar normalmente. Com isso, o câncer pararia de se desenvolver.

A fosfoetanolamina (produzida em laboratório) apresentou em testes propriedades antitumorais em células (in vitro) e em animais portadores de tumores. Já a natural não apresenta essas propriedades—ela para de funcionar, mas os pesquisadores ainda não sabem os motivos disso.

Já foram feitos testes com fosfoetanolamina em células humanas?

Os testes foram feitos em células humanas em laboratório, porém não em pessoas. Segundo o pesquisador Durvanei Maria, foram estudadas linhas celulares de tumores, como melanoma, pâncreas, renais, leucemias, entre outros.

A fosfoetanolamina é eficaz contra o câncer?

O professor Durvanei Maria afirma que a fosfoetanolamina sintética inibiu a capacidade de multiplicação ou proliferação celular dos tumores. Isso foi feito a partir da morte celular programada– um efeito que pode ser visto, geralmente, na queda das folhas das árvores no outono.

Os resultados foram obtidos por Maria em todos os modelos estudados (células de camundongos, ratos ou em células humanas).

Qual é a diferença entre a pílula e outras medicações em desenvolvimento?

Segundo a doutora Giovana Torrezan, medicamentos contra o câncer que estão em desenvolvimento atualmente não são como a quimioterapia, que mata todas as células que se desenvolvem no corpo humano. Esses medicamentos em desenvolvimento são chamados de "alvos" e só alteram as células tumorais.

Já a pílula de fosfoetanolamina afeta todo o sistema imunológico (assim como a quimioterapia) e pode impedir o desenvolvimento de vários tumores. "Mas ainda não se sabe quais seriam seus efeitos colaterais", explica.

A fosfoetanolamina serviria como um substituto para outros tratamentos, como a quimioterapia?

As pesquisas comprovam que a fosfoetanolamina não altera as propriedades dos remédios usados durante a quimioterapia. Além disso, ela também é capaz de aumentar a probabilidade de sobrevida e diminuir significativamente os efeitos colaterais.

Assim, a fosfoetanolamina não serve como substituto da quimioterapia. Na realidade, a associação dos dois medicamentos e de outros tratamentos talvez possa ajudar no combate ao câncer.

Há riscos ao usar a pílula, já que ela não foi testada clinicamente?

De acordo com Roberto Ferreira, a substância já passou por ensaios pré-clínicos e apresentou bons resultados. No entanto, a cada etapa do processo de estudo de um potencial candidato a medicamento, muitas moléculas que eram promissoras são abandonadas por perda de atividade ou na avaliação de riscos e benefícios.

"A fosfoetanolamina já passou por duas importantes etapas, mas a história nos mostra que não há garantias que mantenha a atividade em humanos e que não haja riscos, ou interações importantes com outros medicamentos que o paciente esteja utilizando", avisou Ferreira.

Os 10 Benefícios da Vitamina K Para Saúde

09 NOV 2015
Representação de pessoa com dor nas costas

Os Benefícios da Vitamina K Para Saúde são grandiosos. Pois, A Vitamina K é uma vitamina solúvel em gordura, que desempenha um papel importante na coagulação do sangue. Na verdade, sem ele o nosso sangue não se coagular. O seu nome deriva da palavra alemã “koagulation.” Vitamina K também contribui para a saúde do esqueleto, porque ele desempenha um papel na mineralização óssea.Benefícios da Vitamina KA Vitamina K proporciona um equilíbrio total de 80 nutrientes que são essenciais para o corpo. Isto inclui sais minerais, antioxidantes, neuro-nutrientes, enzimas, vitaminas, aminoácidos, extratos de ervas, carotenóides, vários elementos de traço, bioflavonóides e outros ingredientes fundamentais para a saúde. Então, confira Os 10 Benefícios da Vitamina K Para Saúde.

Benefícios da Vitamina K Na Coagulação do Sangue: A Vitamina K é uma parte essencial do ácido glutâmico, um aminoácido que faz com que o evento químico chamado carboxilação. Este evento química permite que o sangue de uma ferida aberta pare, e coagule, com isso evitando um excesso de sangramento. Além disso, O Sangramento nasal, sangramento menstrual intenso, fácil nódoas negras, hemorragias e anemia são apenas alguns dos sintomas de que a pessoa está com Deficiência de Vitamina K.

Benefícios da Vitamina K Para a Saúde Óssea: A Vitamina K é benéfica para a saúde dos ossos por dois meios. Em primeiro lugar, a Vitamina K bloqueia a formação de muitos osteoclastos, ou células ósseas, que fazem os minerais essenciais para os ossos, disponíveis para outras funções corporais (um processo chamado de desmineralização). A formação de osteoclastos, se não for devidamente tratada, pode deixar os ossos excessivamente esgotados de seus minerais.

Em segundo lugar, uma proteína encontrada nos ossos que está diretamente relacionado à densidade mineral óssea, chamada de osteocalcina, devem ser quimicamente alterado através de carboxilação (o processo em relação à coagulação do sangue) para manter a saúde ótima. Como mostrado, a Vitamina K é um ingrediente chave na carboxilação, e com a ingestão adequada pode permitir que a osteocalcina da proteína ajuda a fortalecer a saúde e composição dos ossos.

Vitamina K é um agente Anti-inflamatórios: O Consumo de Alimentos Ricos em Vitamina K, ajudam a reduzir significativamente a libertação da glicoproteína de interleucina-6, um importante fator para a inflamação no interior do corpo.

Benefícios da Vitamina K Para Dores menstruais: A Vitamina K ajuda no bom funcionamento dos hormônios, se tornando muito benefício durante o período menstrual das mulheres.

Vitamina K Ajuda no Controle do Açúcar no Sangue: A Vitamina K desempenha um papel importante na regulação do açúcar no sangue. O pâncreas produz insulina e contém o segundo mais alto teor de vitamina K no corpo.

Benefícios da Vitamina K Para Gestantes: Mulheres grávidas que sofrem de náuseas e vômitos são muitas vezes diagnosticada com Deficiência de Vitamina K. Além disso, uma ingestão adequada de Vitamina K ajuda a controla os sintomas acima e futuros sintomas.

Outros Benefícios da Vitamina K Para Saúde

  • A Vitamina K ajuda a aumentar o fluxo de urina.
  • Ela também ajuda a melhorar o funcionamento do fígado.
  • A Vitamina K atua como uma proteína, a qual é vista como sendo um dos fortes inibidores da calcificação arterial.

Todo câncer é hereditário?

09 NOV 2015
Menino junto com o pai

Todo câncer é genético, porém menos de 10% de todos os tipos de câncer são hereditários, ou seja, transmitidos dos pais aos filhos. O câncer é uma doença que depende muito de fatores ambientais e hábitos de vida, e não é realmente hereditário no sentido estrito da palavra. Hereditariedade significa que você definitivamente adquire um traço familiar, como a cor dos olhos ou uma doença genética. A causa do câncer não é tão simples assim, pois os canceres não se originam de um único gene. A doença, em grande parte dos casos, acomete pessoas mais velhas e a maioria dos cânceres se dá quando diversas alterações genéticas ocorrem nas células.

No entanto, algumas pessoas herdam genes modificados, o que aumenta as suas chances de desenvolver um determinado tipo de câncer. Por exemplo, mulheres que têm uma mutação no gene BRCA1 tem cerca de 80% de risco de desenvolver câncer de mama e/ou ovário em algum ponto de suas vidas, mas atenção, não são todas que desenvolverão o câncer. Apenas cerca de 5% a 10% dos canceres são causados por mutações genéticas.

Canceres que podem ser causados pela herança de uma mutação genética familiar e seus respectivos genes incluem:

  • Câncer de mama: BRAC1, BRAC2, PTEN, STK11/LKB1, MLH1, MLH2, HER-2
  • Câncer de ovário: BRAC1, BRAC2, BTAK/A
  • Câncer de Intestino: APC, TP53, MLH1, MSH2
  • Câncer Tiroidiano: PTEN, APC, RET
  • Câncer de Próstata: TP53, PTEN
  • RBas
  • CDKN2, AR, CTNNB1, MSH2, PMS2
  • Câncer gástrico: CDH1, APC, MMC (Câncer de Esôfago)
  • Câncer de rim: FHIT. TRC8
  • Retinoblastoma: RB1
  • Melanoma: CDKN2A, CDK4

Processo de formação dos cânceres

O câncer é definido como uma doença genômica, que surge devido a alterações no DNA de células normais que acabam se transformando em células malignas. O processo de desenvolvimento do câncer, a carcinogênese, tem várias fases e pode envolver até centenas de genes por meio de mutações genéticas, quebras e perdas cromossômicas, amplificações e instabilidade dos genes e também por meio de mecanismos epigenéticos (fatores relacionados ao ambiente e hábitos de vida). Fumar, por exemplo, comprovadamente provoca modificações genéticas que levam a um aumento exponencial do risco de câncer de pulmão.

Os canceres hereditários são problemas genéticos que se tornam mais comuns em indivíduos de uma mesma família. Isso pode ocorrer por transmissão vertical (de geração para geração), ou por meio de um padrão hereditário do tipo autossômico dominante ? 50% do risco de transmissão é passado para os filhos em cada gestação.

Chamamos de mutações hereditárias ou germinativas as mutações que os indivíduos apresentam em seu genoma e transmitem para seus filhos. Já as mutações somáticas (que são a grande maioria) não são herdadas, o indivíduo não apresenta a mutação em seu genoma, pois apresenta a mutação apenas nas células do tumor.

O câncer hereditário tem algumas características recorrentes: idade precoce, mais de um tipo de câncer no mesmo indivíduo, vários membros da família apresentam a mesma neoplasia ou neoplasias relacionadas, várias gerações apresentam o mesmo tipo de câncer.

Detecção precoce e aconselhamento genético

Hoje em dia é possível fazer a detecção ultra precoce da propensão e probabilidade de desenvolvimento de câncer, pois uma série de genes responsáveis por canceres hereditários já foram descobertos e as pesquisas não param em busca de outras mutações genéticas.

Se houver caso de câncer hereditário na família, a conduta médica mais apropriada é fazer a investigação genética, que começa pela fundamental sessão de aconselhamento genético.

Se a indicação for apropriada, é possível fazer testes específicos que vão rastrear mutações em genes relacionados a um determinado tipo de câncer, como o BRAC1 - gene responsável pelos canceres de mama e de ovário.

Depois do advento da tecnologia NGS - Sequenciamento de Nova Geração, resultado da busca incessante que está sendo empreendida por testes genéticos mais baratos, é possível submeter a amostra de DNA a um painel genético que pode sequenciar (quase) todos os genes relacionados ao câncer. Em pouco mais de 24 horas obtém-se o resultado e o custo é muito menor.

Qualquer exame genético deve ser precedido, SEMPRE, por um aconselhamento genético com médico geneticista ou oncogeneticista, pois são os profissionais que têm capacidade de ajudar a descobrir se realmente o exame é necessário e qual tipo realizar.

Cortar glúten da dieta é controverso para quem não tem intolerância

09 NOV 2015
Arte de produtos de glúten

Se há alguns anos só não comia glúten quem não podia, os celíacos, agora há quem corte a proteína em busca de uma alimentação mais saudável. Mas estudos e especialistas apontam que deixar de comê-la não tem efeitos sobre a saúde.

As atrizes Bruna Marquezine e Juliana Paes recorrem a uma dieta sem glúten para emagrecer. Até o atual melhor tenista do mundo, o sérvio Novak Djokovic, defende em seu recém-lançado livro "Sirva Para Vencer: A Dieta Sem Glúten Para a Excelência Física e Mental" (editora Évora) uma dieta livre da proteína.

O que ocorre é que o glúten está presente em derivados do trigo, do centeio, da cevada, do malte e da aveia. Ou seja, pão, macarrão, cerveja e vários alimentos industrializados como bolachas e torradas.

Quem deixa de comer esses alimentos, apontam os médicos, muitas vezes acaba perdendo peso –não por causa do glúten em si, mas porque pão, cerveja e bolacha não são exatamente as comidas mais saudáveis.

"Você acaba fazendo uma reeducação alimentar, porque presta mais atenção no que está comendo e corta muitos alimentos industrializados da dieta", diz Jane Oba, médica gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Os entusiastas antiglúten rebatem, porém, que não se trata apenas de peso.

Muita gente alega sentir algum tipo de desconforto após ingerir algum produto que leva glúten na fabricação: inchaço e desconforto abdominal, gases, estufamento.

O empresário Fernando Nakamura, 29, é uma dessas pessoas. Ele, que não é celíaco, sofreu com cólicas e gases desde criança. Decidiu então tentar uma dieta sem glúten e não tem mais os sintomas.

"O primeiro mês que fiquei sem o glúten já foi uma maravilha. Às vezes uma cervejinha ou outra escapa, mas tento seguir a dieta."

A publicitária Bete Cidreira, 53, também diz que passou a sentir menos inchada e mais disposta quando cortou o glúten da alimentação.

Essas pessoas não são celíacas –uma doença autoimune desencadeada por um dos componentes do glúten que leva a um grave processo inflamatório–, mas podem ter algum tipo de intolerância.

O problema é que não se sabe exatamente como se daria tal intolerância no organismo.

"Não há um consenso sobre o assunto. Mas onde há fumaça há fogo, e alguns pesquisadores estão tentando entender qual é a origem de tantos sintomas", diz Fanny Dantas de Lima, médica alergista e imunologista clínica do Hospital Sírio-Libanês

Pesquisas recentes apontam que talvez os responsáveis pelo desconforto sejam os "Fodmaps" –sigla em inglês para oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e poliois fermentáveis–, carboidratos que podem ser de difícil digestão para algumas pessoas.

"Esses nutrientes não são quebrados como deveriam durante a digestão, então são fermentados pelas bactérias intestinais, o que acaba resultando na sensação de estufamento, inchaço e gases", afirma Jane.

Não há relação entre os "Fodmaps" e o glúten, mas eles estão presentes em alguns alimentos em comum.

Há "Fodmaps" em comidas sem glúten como a maçã e o abacate, mas também em pães, bolos, biscoitos ou cereais contendo trigo. Já banana, uva, tangerina, leite de soja e tapioca são exemplos de alimentos pobres em "Fodmaps" –mas, novamente, não há certeza entre os médicos sobre os impactos das substâncias no organismo.

Para Sophie Deram, nutricionista da USP, a recomendação mais geral que se pode fazer não é cortar produtos da dieta, mas sim apostar em uma alimentação mais variada. "Dietas restritivas demais são insustentáveis a longo prazo e aumentam a ansiedade", afirma.

Até porque uma dieta completamente livre de glúten não é barata: um pacote de 90 gramas de bolachas sem a substância custa cerca de R$ 8, e uma garrafa de 600 ml de cerveja sem glúten custa, em média, R$ 18.

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