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As dores que mais atrapalham a rotina dos brasileiros

09 NOV 2015
Pessoa com dor nas costas

Seja qual for, é quase humanamente impossível conviver com dor. E uma pesquisa recente do IBOPE Conecta em parceria com Advil, medicamento da Pfizer Consumer Healthcare, constatou que as dores atrapalham a rotina de três em cada quatro brasileiros.

A pesquisa, batizada de "A dor no cotidiano", ouviu cerca de 1.000 pessoas de diferentes idades e constatou que a dor mais frequente relatada por eles é a de cabeça. A enfermidade afeta pelo 65% dos entrevistados.

A dor nas costas é outro problema que também atrapalha bastante os brasileiros – mais de 40% das pessoas disseram sofrer com esse tipo de dor.

Ainda de acordo com o levantamento, para 63% dos entrevistados o trabalho é a principal atividade impactada por conta de algum tipo de dor. Outros 32% disseram ter o sono bastante prejudicado também.

Entenda a importância da fisioterapia após fraturas

09 NOV 2015
Pessoa fazendo fisioterapia

Quebrar um osso não parece ser muito fácil, mas por incrível que pareça é bem comum fazermos isso pelo menos uma vez ao longo de nossas vidas. Nesses casos, a maior dúvida é sempre a respeito do que fazer, como fazer e como vai ficar nosso corpo depois que isso acontece. Por este motivo, o artigo vai dar uma visão geral sobre o tema, esclarecendo também a importância da fisioterapia, que é uma das principais ferramentas utilizadas para a recuperação de uma fratura.

Antes de tudo, vamos entender o osso. Ele é feito de um monte de células que vão se juntando até formar a estrutura dura que conhecemos. É coberto por uma fina membrana, como se fosse encapado, tornando-o mais resistente ainda. Diferente da rigidez de uma pedra, ele é complacente, ou seja, pode ser envergado como um bambu (voltando na posição original posteriormente), mas em amplitudes muito menores. Além disso, ele possui vasos sanguíneos, inclusive alguns ossos como o fêmur (osso da coxa) têm em seu interior a medula óssea, que é uma das principais fábricas de nosso sangue. Ou seja, quebrar uma estrutura como essa agora parece ser mais grave do que você está pensando, não?

Fique calmo. Pense em quantas pessoas que você conhece que já não quebraram algum osso. Jogando bola, caindo de escadas, batendo o dedão do pé em algum móvel, prendendo o dedo na porta, batendo as costelas, caindo com a mão espalmada no chão, tentando pegar uma bola que vem muito rápida, entre outras tantas histórias e poucas delas estão reclamando das dores da fratura até hoje. Se deixarmos um osso quebrado descansando por semanas, ele vai naturalmente se consertando, recompondo as células machucadas, até formar um novo osso, com as mesmas propriedades. Um bom exemplo seria como a formação do gelo quando deixamos a água no congelador. A superfície cria uma casquinha de gelo e depois o interior vai congelando também, mas qualquer movimento que fizermos, vai quebrar esta fase inicial, retornando à estaca zero. Por este motivo que a orientação é evitar movimentos no local do osso fraturado.

Então vamos falar um pouco mais destas fraturas. Existem alguns tipos delas: a mais simples é aquela onde existe uma única linha e as partes quebradas não se separam, como se formasse uma rachadura, mas sem alterar os contornos do osso. Um tipo um pouco mais sério é bem parecido, porém, existe um pequeno afastamento entre as partes. As mais graves são aquelas onde além de afastar uma parte da outra, ocorre um desvio entre elas criando desalinhamentos no osso. Além disso, existe a possibilidade de um mesmo osso ser quebrado em duas, três ou mais partes, aumentando a gravidade do problema quanto maior for o número destas partes. Ossos mais finos e compridos são mais fáceis de serem quebrados em duas partes, com desvios. Já ossos mais curtos e largos necessitando de traumas muito maiores para fraturarem-se.

O tratamento das fraturas vai depender de cada tipo delas. Nos casos mais graves, onde os ossos se separam em vários fragmentos ou se desviam do eixo, é necessário fazer uma cirurgia para colocar tudo de volta no lugar, utilizando-se hastes metálicas, parafusos, fios metálicos ou até mesmo fixadores externos, como forma de manter os ossos no lugar, para que consolidem de forma alinhada. Agora, nos casos mais leves, onde não ocorre separação ou desvio considerável, o tratamento é conservador (sem cirurgias), com imobilização (órteses ou gesso) do local acometido.

E onde entra a fisioterapia? Finalmente, ela vai entrar após os procedimentos iniciais, quando o paciente for liberado pelo médico. Depois de uma cirurgia de fraturas graves, ela vai atuar no controle do inchaço (edema) e das dores, com manobras de drenagem linfática e equipamentos de analgesia. Por conta da cirurgia e da fixação dos ossos, alguns movimentos poderão ser realizados pelo fisioterapeuta, como maneira de melhorar a circulação do sangue na região operada, facilitando a cicatrização, preservando os movimentos e dando maior conforto ao paciente. Já nos casos mais simples, onde é liberado o uso do gesso ou da órtese, a fisioterapia tem como objetivo recuperar todas as funções da região afetada. Por exemplo uma pessoa que fraturou o cotovelo, após semanas imobilizada terá uma enorme dificuldade em esticar e dobrar o braço, por aderências na articulação do cotovelo e por conta da perda de força e controle do membro. Nestes casos, o fisioterapeuta vai atuar utilizando técnicas para desbloquear a articulação, recuperar o controle e força musculares, além de preparar a pessoa para as tarefas que necessite fazer novamente.

Muitas pessoas não fazem a fisioterapia e nem por isso sentem falta dela. Isto acontece pois em muitos casos a pessoa vai fazendo os movimentos do cotidiano aos poucos, até recuperar todo o controle normalmente. São casos onde a fisioterapia apenas iria acelerar a recuperação. Mas isto não quer dizer que todo caso será assim. Na maioria, sobram algumas aderências que ficam limitando um pouco alguns movimentos, ou a pessoa não consegue recuperar toda a força ou fica com um pouco de dor em determinados movimentos. Estes pequenos bloqueios muitas vezes são ignorados, mas com o tempo geram compensações no corpo que podem trazer problemas somente após vários anos depois da fratura. Por exemplo, uma pessoa que fratura a perna vai ficar semanas com ela imobilizada, perde a massa muscular e muda seu jeito de andar.

Com o tempo, sem ela saber, vai estar mancando, compensando os movimentos, podendo gerar um dor na coluna depois de vários anos, por mais que a perna esteja 100%. Por este motivo é que uma avaliação profissional sempre faz a diferença. No caso do fisioterapeuta, é ele quem vai reabilitar a pessoa, de forma que ela fique preparada para tudo que pretenderá fazer futuramente (dentro da medida do possível), sem sobrecarregar o corpo. O tempo de tratamento vai depender de como o corpo do paciente responde. Em casos mais graves podem ser necessários vários meses e nos casos mais simples, algumas semanas, mas com orientações para o paciente fazer em casa, no intervalo entre as sessões.

Para finalizar, vale a pena lembrar que para uma boa recuperação, é importante que todos os profissionais envolvidos se comuniquem (principalmente médicos e fisioterapeutas), para que tenham a informação completa sobre seu caso e as chances de sucesso na recuperação sejam maiores. Por isso, procure sempre por profissionais que demonstrem conhecimento sobre o seu problema, ou que sejam indicados por pessoas de sua confiança.

A importância da doação de órgãos

31 OUT 2015
Arte de mãos segurando um coração

A doação de órgãos além de ser um ato de amor ao próximo é vital para melhorar a realidade dos transplantes no Brasil. Um único doador pode salvar mais de 20 pessoas. Por isso é necessário estar consciente sobre a importância da doação de órgãos.

Apesar de crescer a doação de órgãos no país a rejeição de famílias ainda é grande. Em 2014 aumentou o número de doações. Foram 7.898 órgãos doados, 3% a mais que em 2013. A taxa de doadores também subiu de 13,5 por milhão de pessoas para 14,2 por milhão, no entanto, ficou abaixo da meta proposta pela associação para 2014, que era de 15 por milhão. Além disso, o índice está longe da alcançar o objetivo de 20 doadores por milhão de pessoas até 2017.

Segundo o Ministério da Saúde, que coordena o Sistema Brasileiro de Transplantes, há mais de mil equipes preparadas para realizar cirurgias distribuídas pelo Brasil e 400 unidades prontas para atuarem nessa área.

Outro problema que dificulta a realização dos transplantes é a falta de autorização da família para a cirurgia. Medida pela chamada "taxa de negativa familiar", o índice em 2014 ficou em 46%, apenas 1% menor que em 2013.

É preciso estar consciente que se hoje não estamos precisando de uma doação, amanhã podemos estar do outro lado. Por isso não pense duas vezes em ser um doador.

O cidadão que deseja ser doador não precisa assinar nem pagar nada, basta comunicar sua família para que, caso necessário, o procedimento seja autorizado. A legislação brasileira estabelece que somos todos doadores de órgãos, desde que após a nossa morte um familiar (até segundo grau de parentesco) autorize, por escrito, a retirada dos órgãos. Portanto, é preciso que a família saiba do desejo de doar.

Para doações em vida, o doador deve ter mais de 18 anos de idade e o receptor deve ser cônjuge ou parente consanguíneo (pais, filhos, irmãos, avós, tios ou primos). Se não houver parentesco, será preciso autorização judicial.

80% dos fatores que influenciam o envelhecimento não são genéticos

31 OUT 2015
Casal de idosos

80% dos fatores que influenciam o envelhecimento não são genéticos, é o que aponta um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Assim, seria possível controlar a maioria dos fatores que levam ao envelhecimento.

O estudo foi realizado com 954 pessoas nascidas em 1972 e 1973 na Nova Zelândia. E também concluiu que algumas pessoas são biologicamente mais velhas e envelhecem mais rápido do que outras da mesma idade. Também observaram que há pessoas que demoram mais para envelhecer e são biologicamente mais jovens do que outros com a mesma idade.

Para os pesquisadores, os próximos passos envolvem descobrir como estas informações contribuirão para as pesquisas sobre envelhecimento. Eles acreditam que os dados podem ajudar a identificar o que acelera o envelhecimento.

Assim, os estudiosos também defendem que esta descoberta pode ajudar na criação de terapias que ajudam a reduzir o ritmo de envelhecimento.

A seguir, confira 10 hábitos que contribuem para o envelhecimento da pele e que devem ser abandonados!

1.Tabagismo

Cada cigarro diminui a oxigenação da pele por 90 minutos! Imagine quem fuma mais do que um por dia. Resultado: a pele fica grossa e amarelada, por causa da nicotina, sem viço e opaca. Além de todos os problemas que causa à saúde, o cigarro também provoca distúrbios no metabolismo e acelera a perda de colágeno, células responsáveis por dar sustentação e elasticidade à pele, favorecendo a flacidez. "O ato de fumar provoca rugas ao redor dos lábios e ao redor dos olhos, já que o fumante fecha os olhos parcialmente para proteger os olhos da fumaça", explica a dermatologista Daniela Taniguchi.

2.Estresse

O estresse emocional altera nossos hormônios, aumentando a liberação de corticoide endógeno e adrenalina, por exemplo. "Isso pode deixar a pele mais oleosa e acneica. O estresse também diminui nossas defesas, e a pele fica mais predisposta à doenças e infecções", diz a dermatologista Daniela Taniguchi. As mais comuns são herpes, alergias, erupção cutânea, psoríase e até vitiligo.

 

 

3.Ignorar a poluição

"Os gases nocivos encontrados no ar poluído formam uma película de toxinas que acaba sendo absorvida pela pele, aumentando as reações de oxidação e formação de radicais livres que agridem a pele", explica a dermatologista Paula Cabral. A oxidação é um processo natural que acontece no organismo, mas que envelhece as células. O excesso de poluição oxida as células tanto da pele como do organismo todo. Por isso, para evitar essa reação, é importante proteger a pele diariamente, aplicando protetor solar, hidratante e fazendo a higienização para eliminar as impurezas.

4.Beber pouca água

Um dos primeiros sinais da falta de água (desidratação) se dá na pele e nas mucosas. "Entre as células, temos um líquido intersticial que ajuda na sustentação da pele, entre outras funções. A falta de ingestão de água deixa a pele flácida e sem viço", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. A pele perde o turgor, demorando para voltar ao seu estado natural, quando sofre uma distorção. Por exemplo, quando beliscamos a pele, ela logo deve voltar ao seu estado normal ao soltarmos. Se isso demora para acontecer, é sinal de que está desidratada e flácida. Além de deixar a pele hidratada e firme, beber água também favorece a excreção de toxinas, substâncias que prejudicam a pele. O recomendado é consumir pelo menos dois litros de água por dia.

5.Não usar protetor solar

O excesso de exposição solar, e principalmente a falta de proteção solar, é a principal causadora do envelhecimento da pele e de câncer de pele. Para se ter uma ideia, a radiação solar é responsável por 80% do envelhecimento da pele exposta, principalmente nas peles mais brancas, que sofrem este processo precocemente. "A radiação solar é um potente oxidante celular. A radiação penetra na pele e provoca alterações diretamente no DNA das células e, indiretamente, provoca reações químicas que alteram o DNA e as fibras colágenas e elásticas", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. De acordo com a especialista, apesar de o nosso organismo ter mecanismos de defesa e ação antioxidante, nem sempre isso é o suficiente para evitar essas reações. O resultado é o que chamamos de fotoenvelhecimento. Aparecem então, manchas, sardas, flacidez, pele áspera, aumento das rugas e, em alguns casos, câncer de pele. O FPS, para o dia a dia, nunca deve ser menor que 30 para rosto, colo, pescoço e mãos (regiões da pele mais sensível) e 15 para o restante do corpo.

6. Consumo de açúcares e gordura

Em excesso, o açúcar é responsável por outro processo de envelhecimento celular chamado "glicação". "O açúcar se liga às proteínas da pele, como o colágeno, provocando a rigidez destas proteínas. Assim ela perde a função de elasticidade, deixando a pele flácida e com rugas", explica a dermatologista Daniela Taniguchi. Já a gordura em excesso fica acumulada no tecido subcutâneo de forma irregular, provocando gordura localizada e celulite.

 

7. Falta de alimentação equilibrada, ricas em antioxidantes

"Uma dieta equilibrada, rica em vegetais, incluindo frutas diversas, leguminosas, cereais e hortaliças é a melhor proteção contra os radicais livres, inimigos da pele", explica a nutricionista Daniela Cyrulin. As substâncias ativas encontradas nestes alimentos são excelentes antioxidantes que neutralizam a ação destes radicais. Priorize alimentos ricos em: Vitamina C (laranja, limão, lima, acerola, caju, kiwi, morango, couve, brócolis, tomate), vitamina E (amêndoas, nozes, castanha do Pará, gema de ovo, vegetais folhosos), vitamina A (cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis, melão), bioflavonoides (frutas cítricas, uvas escuras ou vermelhas), entre outros nutrientes encontrados em alimentos frescos.

8. Dormir mal

Sem sono adequado não existe reparo. Durante o sono, produzimos hormônios "rejuvenescedores", como a melatonina e o hormônio do crescimento. Estes hormônios são "calmantes" e reparadores. A falta de sono provoca estresse e não dá tempo para o organismo descansar. Resultado: pele sem viço e com olheiras.

 

 

9. Sedentarismo

A prática de atividades físicas traz muitos benefícios para o corpo e para a pele. Melhora a circulação sanguínea da pele, melhora o metabolismo do organismo (evitando o processo de glicação), combate o estresse e melhora a qualidade do sono. Além disso, combate a flacidez, a celulite e a gordura localizada.

 

 

10. Dispensar o hidratante

É necessário ter cuidados para proteger a pele das agressões externas, como o vento, o frio, a poluição e os raios solares. Um rosto bem hidratado apresenta uma boa elasticidade, já uma pele desidratada costuma apresentar mais flacidez e rugas. "O ressecamento pode ainda trazer consequências como dermatite e descamação", diz a dermatologista Paula Cabral. Com o envelhecimento, as glândulas sebáceas diminuem em número e tamanho, deixando a pele mais ressecada. "O ressecamento superficial da pele causa alergias e coceira, diminui a elasticidade da pele e agrava as rugas. Portanto, além de beber líquidos, a pele terá benefícios extras se for hidratada com cremes e loções", explica a dermatologista Daniela Taniguchi.

Trocar uma hora de sofá pelo mesmo tempo de atividade física reduz risco de morte em até 14%

31 OUT 2015
Mulher descansando

A troca de apenas uma hora de sofá pela caminhada ou outra atividade física diminui as chances de morte prematura de 12% a 14%, conclui estudo da Universidade de Sydney com mais de 200.000 australianos. A pesquisa foi publicada na última edição do International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity.

O diferencial do estudo é a análise desse intercâmbio entre o ficar sentado e a atividade física –e não somente os benefícios do exercício em si. Os cientistas também mostraram que só o fato de ficar uma hora em pé, em vez de sentado, já diminui a mortalidade prematura em 5%.

"Pesquisas anteriores mostraram os benefícios da atividade física e os riscos de ficar muito tempo sentado, mas esse é o primeiro a olhar o que acontece quando se troca a mesma quantidade de tempo de uma atividade por outra", diz Emmanuel Stamatakis, um dos autores do estudo.

Pesquisa mostra grandes benefícios em reduzir o tempo no sofá. Foto: Ingimage

Sair do sofá para uma simples caminhada já contribuem para menor risco de morte prematura. Foto: Ingimage

Essa sutileza na metodologia do estudo, segundo o pesquisador, demonstra o quanto o estilo de vida moderno, que não estimula o exercício, têm impacto na nossa expectativa de vida. "Vivemos em um mundo hostil à atividade física e isso é um caso de saúde pública", ressalta Stamatakis.

"Não é uma questão individual e os governos devem estar atentos a isso. Culpar quem não faz exercício não vai resolver o grande problema do sedentarismo que temos hoje."
Como foi o estudo

Para chegar aos resultados, os cientistas cruzaram diferentes dados de saúde de um estudo de 200 mil pessoas de meia-idade e idosos. Afora o recorte de idade, a amostra foi aleatória. O grupo foi acompanhado por quatro anos. Sete mil pessoas morreram nesse meio tempo.

A partir de diversos cálculos com as estatísticas fornecidas, os cientistas também concluíram que uma hora a mais de sono diminuía o risco de morte prematura em 6%.

Também o risco de morte aumentou em 13% a 17% entre as pessoas que ficavam sentadas em vez de fazer qualquer atividade física por uma hora. Quando essa prática era invertida, no entanto, o risco diminuiu entre 12% e 14%.

"Precisamos de uma visão de longo prazo que torne a atividade física a opção fácil e conveniente. Isso significa uma melhor infraestrutura como mais ciclovias, parques e melhor transporte público para que o exercício faça parte do cotidiano das pessoas."

7 mitos e 5 verdades sobre o diabetes

31 OUT 2015
Arte de uma pessoa medindo insulina

No Brasil, cerca de sete milhões de pessoas, acima de 18 anos, têm a doença. Um estudo da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que mais de 60% deles não sabem que têm a doença. Disfunção metabólica crônica decorrente de uma deficiência de insulina - hormônio produzido pelo pâncreas - que pode ser causada por fatores genéticos ou em decorrência de maus hábitos de vida como sedentarismo e uma dieta desequilibrada, recheada, principalmente de açúcar.

O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável.

"É uma doença crônica e deve ser tratada como tal, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ser controlada e ter qualidade de vida", explica a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes. Pensando nisso, o MinhaVida conversou com especialistas para descobrir os mitos e verdades do diabetes para facilitar a vida de quem convive com a doença.

1.Diabetes é contagioso

Mito: o diabetes não passa de pessoa para pessoa. É preciso acabar com essa discriminação de que o diabético não pode ter emprego, amigos e vida social. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. "Temos exemplos de mães diabéticas que tem filhos totalmente saudáveis", explica a nutricionista.

2.Canela ajuda a controlar o diabetes

Mito: não tem nenhum estudo científico que comprove isso. Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos para provar esse efeito satisfatório. "É melhor não seguir nada que não seja comprovado, afinal, trata-se de um problema crônico e qualquer descuido pode piorar a situação", diz a nutri.

3.Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas

Mito: apesar de naturais, estes alimentos tem açúcar do tipo sacarose, maior vilã dos diabéticos. "Hoje, os padrões internacionais já liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma crise", explica Patrícia. "O diabético até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode abusar e compensar com equilíbrio na dieta", continua.

4.Alguns alimentos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue auxiliando o tratamento do diabetes

Verdade: Sim. Isso por conta do Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose pelo sangue e, portanto estabiliza a doença. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. "Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maçã, pera, feijão, lentilha e manga, podem ser considerados indutores deste controle, por isso ajudam a amenizar os sintomas da doença, já os de alto índice, como batata e demais carboidratos, aumentam o problema", continua
Diabetes
Diabetes

5.A aplicação de insulina causa dependência química

Mito: a aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. "No caso dos pacientes com diabetes tipo 1, não tem jeito eles são insulino-dependentes, e não porque ela cause esta dependência, mas pelo fato de sua deficiência ser crônica desde o nascimento", explica Patrícia.

"Não se trata de dependência química e sim de necessidade vital. Você precisa da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância", explica o endocrinologista e presidente da Associação Nacional de Apoio ao Diabético (Anad), Fadlo Farige.

6.Deve-se substituir o açúcar dos alimentos por adoçante

Verdade: os adoçantes foram feitos exatamente para os diabéticos ou para quem está de dieta, porém, para pessoas que não têm nenhuma disfunção, existe um limite para seu uso. "O valor diário recomendado de aspartame, por exemplo, é 40 mg por kg, já no ciclamato, este número é bem menor, 11 mg", explica a nutricionista.


7.Dá para evitar a insulina se você não ingere carboidratos

Mito: neste caso, depende. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser controlada. "No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos, precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, a ingestão da insulina vai depender do nível de glicemia. Se estiver controlado, pode-se parar o uso, porém, só um médico poderá fazer esta avaliação", explica Patrícia. 

8.Não é permitido ingerir bebidas alcoólicas

Verdade: "o consumo é permitido, mas com alguns cuidados: de forma moderada e sempre junto a uma refeição, pois o consumo isolado pode levar a hipoglicemia (baixa nas taxas de glicose sanguínea) ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica, já que o uso de insulina e de outros medicamentos para controlar o diabetes é feito para baixar a glicemia, e o álcool tende a diminuir ainda mais estas taxas, o que pode levar a um quadro crônico", explica a nutricionista.

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos e o álcool tem baixo índice glicêmico. Já sobre as fermentadas, à base de glicose, o endocrinologista recomenda: "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas. Ao contrário do que se imagina, as bebidas sem álcool são piores, pois, têm o carboidrato e não têm o álcool que ajuda a baixar a glicemia", explica o presidente da Anad.

9.Bebida alcoólica pode porque o remédio para diabetes tem álcool e não faz mal

Mito: A taxa de álcool presente nos remédios são mínimas e, por isso, não dá para fazer esta comparação. "Bebidas alcoólicas são permitidas com restrições", diz a nutricionista.

10.Quem tem diabetes deve fazer somente exercícios leves

Verdade: diabéticos devem ser estimulados a fazer atividades físicas, respeitando contra-indicações, se houver. "De uma forma geral, os exercícios melhoram os níveis glicêmicos, porém, quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver um quadro de hipoglicemia, por isso, deve-se fazer um monitoramento", diz a nutricionista.

11.Estresse ajuda a descontrolar o diabetes

Verdade: quando uma pessoa fica nervosa, a sua taxa de glicose sanguínea sobe. "Mas isso não acontece só com diabéticos", diz Patrícia.

12.Diabéticos podem usar sauna e fazer escalda pés

Mito: Por ser uma disfunção metabólica o diabetes altera a circulação e compromete os vasos sanguíneos, dificultando o processo de cicatrização e pode causar problemas em diversas outras funções como problemas renais e o comprometimento da visão. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição à altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", finaliza a Patrícia.

Cães treinados para serem terapeutas auxiliam crianças e idosos na USP

31 OUT 2015
Arte de um cachorro

Cães surpreendentemente se revelaram excelentes ajudantes nos tratamentos psiquiátricos no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq). Primeiro, o projeto de terapias assistidas por cães começou na sala de espera e tinha o objetivo de reduzir a ansiedade das crianças com autismo. Mas deu tão certo que agora os cães treinados pela associação Terapias Assistidas por Cães (TAC) fazem parte da própria terapia.

"As pesquisas evidenciam que, muitas vezes, o animal acaba assumindo o papel de intermediário da relação da criança com outro ser humano", diz a pediatra Marisol Sendin, que acompanha o trabalho com os animais. Ela é coordenadora da Brinquedoteca do IPq, onde se desenrolam as atividades com os cães e outras terapias.

Nas sessões de terapia, o vira-lata Madiba, um dos cães da TAC, participa do atendimento de um menino com Transtornos do Espectro Autista, termo que engloba diferentes tipos de alterações caracterizadas por dificuldades de comunicação, comportamento e interação social.

Cães interagem sem cobrança

Uma das características mais importantes da interação dos cães, segundo os especialistas, é a ausência de expectativas. Ao contar uma história para o animal, por exemplo, a criança não sente a cobrança em relação à pronúncia correta, entonação ou fluidez de sua leitura, e consegue desenvolver suas habilidades com mais facilidade.

A pediatra Marisol Sendim comenta que as crianças com problemas de saúde mental são frequentemente apontadas como "erradas" e sofrem muito preconceito.

"Quando elas conseguem ensinar algo para o cachorro, é um acontecimento muito positivo. E mesmo quando o cachorro não aprende, é quase uma solidariedade com sua própria dificuldade, acontece uma identificação", afirma.

Cada cachorro da TAC recebe um treinamento conforme a função que vai desempenhar, o que depende da análise do comportamento do animal e não de sua raça, explica o fisioterapeuta Vinicius. O golden chamado de Lion, por exemplo, muito tranquilo e carinhoso, é considerado o "psicopedagogo" perfeito para atividades como leitura de histórias.

O vira-lata Madiba, por seu perfil ativo e brincalhão, mas educado, foi treinado desde pequeno para atuar como cão terapeuta. "Ele foi basicamente treinado pelos pacientes, que ensinaram vários comandos, como rolar, dormir e dar abraço", conta o especialista.

Ajuda em momentos difíceis

Os bons resultados com a participação dos animais convenceram a equipe do IPq a estender o recurso às crianças do Hospital-Dia Infantil. Nessa área, a internação é voltada principalmente para realização ou reavaliação de diagnósticos, situações de conflito não controláveis apenas no ambulatório e ajustes de medicação.

Há pacientes com esquizofrenia, déficit de atenção, depressão e transtorno bipolar, entre outras. Em todos esses casos, segundo os especialistas envolvidos, a interação com os cachorros pode auxiliar bastante.

Em geral, três a sete crianças participam dos grupos de terapia com os cães. As equipes observam a sua interação com o animal, com os terapeutas e com as demais crianças do grupo, o que proporciona informações valiosas para os médicos.

"Mesmo que inicialmente a criança não consiga se aproximar do cão, ela pode ver outras crianças interagindo e trocar experiências. A interação com o animal é um grande ganho", afirma a médica Marisol Sendim.

Os cães também dão suporte aos pacientes da geriatria e sob cuidados paliativos. O fisioterapeuta Vinicius Ribeiro conta que a interação com o cão também pode ajudar no processo de recuperação de memórias e tirar a pessoa do isolamento.

Ele recorda especialmente um caso em que o processo de memória mudou repentinamente a partir da interação com o cão. "Isso levou a psicóloga a considerar a possibilidade de que aquele paciente não estivesse, realmente, com Alzheimer", diz Vinícius.

Como fazer exercícios quando se trabalha sentado o dia todo

31 OUT 2015
Pessoas trabalhando no escritório

Vários estudos divulgados ao longo dos anos apontaram os danos causados pelo sedentarismo.

As pesquisas, em vários países, advertem que ficar muito tempo sentado pode chegar a ser tão prejudicial para a saúde como fumar.

E um estudo divulgado na revista especializada British Journal of Sports Medicine recomenda que a pessoa fique de pé pelo menos por duas horas por dia para evitar os efeitos negativos de passar a maior parte do dia sentado.

Um dos estudos mais recentes, publicado em 2015 por David Alter, no Instituto de Reabilitação de Toronto, no Canadá, concluiu que a maioria das pessoas passa mais da metade do dia de maneira sedentária, seja no trabalho ou em casa.

Segundo a pesquisa de Alter, a falta de mobilidade reduz a expectativa de vida em cerca de dois anos e aumenta a possibilidade de doenças cardíacas, diabetes e câncer.

Para reduzir o risco destas doenças, o ideal é incorporar certas rotinas que estimulem uma vida mais ativa, como levantar da cadeira a cada meia hora ou caminhar dentro do escritório, por exemplo.

Mas, se for impossível mesmo se separar da cadeira e do computador ou se não dá para escapar da mesa de reuniões, a BBC Mundo compilou seis conselhos para o trabalhador de escritório se manter ativo mesmo sentado.

Com esta série de exercícios é possível trabalhar praticamente toda a musculatura da parte inferior do corpo, "que é a que se atrofia com maior facilidade, por inatividade ou sedentarismo", como afirmou Juan Francisco Marco, professor do centro de ciência esportiva, treinamento e fitness Alto Rendimento, na Espanha.

1. Extensão da perna

Levantar e esticar as pernas, de forma alternada ou simultânea. É um trabalho específico para o quadríceps.

2. Curl isométrico

Também pode ser de forma alternada ou simultânea. Consiste em pressionar os calcanhares nos pés da cadeira, com as pernas flexionadas, como se a pessoa quisesse quebrar o pé da cadeira. É um exercício para os isquiotibiais.

3. Adução de pernas

É preciso colocar um livro, uma garrafa plástica ou qualquer outro objeto entre as penas, na face interna dos músculos. A pessoa faz pressão para dentro em um exercício específico para os adutores.

4. Abdução de pernas

Seja de forma simultânea ou alternando as pernas, este exercício trabalha especificamente os abdutores e glúteos. Com as mãos podemos exercer uma resistência empurrando os joelhos para fora.

5. Extensões para os pés (alternada ou simultânea)

Consiste em elevar os calcanhares até que os pés fiquem apoiados nos dedos. Trabalha o músculo tríceps sural.

6. Flexões dos pés com a perna estendida (alternada ou simultânea)

Com a perna estendida, a pessoa eleva o peito do pé, vira o pé para cima. Este exercício trabalha especialmente o tibial anterior.

O professor Marco afirma que, exceto no caso do exercício de curl isométrico, que deve ser feito em três séries de 20 segundos de duração cada, "os outros podem ser feitos em três séries com 20 repetições cada, para manter uma maior atividade neuromotora nos músculos envolvidos".

Marco também afirmou que a parte superior do corpo "costuma se movimentar constantemente, mesmo que passemos muito tempo sentados".

No entanto também há exercícios para esta parte do corpo como levantar os braços ou abrir e fechar as mãos. Este último, se for feito com uma bolinha de borracha, é ainda mais eficaz.

Apesar destes conselhos e exercícios, o preparador físico espanhol afirma que o mais recomendado ainda é se levantar da cadeira, parar por alguns minutos e caminhar um pouco obedecendo a certos intervalos.

Saúde mental: conheça as doenças mais comuns e como tratar

31 OUT 2015
Pessoas conversando

Em 10 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental. A data busca alertar sobre essa condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Em 2015, o tema a ser discutido é "Dignidade em Saúde Mental", que visa elevar a consciência do que pode ser feito para garantir que as pessoas com problemas psicológicos possam viver com dignidade.

Situação da saúde mental

Transtornos mentais muitas vezes são confundidos com loucura e, por isso, muitas pessoas evitam procurar apoio médico especializado. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que uma em cada 10 pessoas no mundo sofre de algum distúrbio de saúde mental.

No Brasil, uma pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) indica que 23 milhões de brasileiros sofrem de algum transtorno mental, o que corresponde a aproximadamente 12% de toda a população. Entre essas pessoas, pelo menos 5 milhões possuem transtornos mentais graves e persistentes.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7,6% dos adultos brasileiros já tiveram diagnóstico de depressão, o que equivale a mais ou menos 11 milhões de pessoas. De acordo com o instituto, o Estado que mais casos apresenta é o Rio Grande do Sul, com 13,2% da população com mais de 18 anos já tendo enfrentado esse problema.

Dessas pessoas que sofrem com a depressão, o IBGE estima que 11,8% delas tenham sérias limitações para as tarefas cotidianas. O órgão apurou ainda que 46,4% das vítimas buscaram tratamento no último ano: 16,4% delas fazem psicoterapia, enquanto 52% tomam medicamentos.

Transtornos mentais mais comuns

O estudo realizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria revela que apesar da política de saúde mental brasileira priorizar doenças mais graves, como o transtorno bipolar ou a esquizofrenia, os atendimentos em estabelecimentos médicos é que apontam quais as doenças mais comuns. Veja quais são elas:

- Depressão

A depressão é um transtorno de humor que provoca uma sensação persistente de tristeza e perda de interesse. Essa condição afeta o modo como você se sente, pensa e se comporta, podendo levar a uma variedade de problemas emocionais e físicos.

Muitas vezes, é necessário um tratamento a longo prazo, mas é bom não desanimar. A maioria das pessoas com o problema consegue vencê-lo através de medicação, aconselhamento psicológico ou uma combinação de ambos.

- Ansiedade

É normal sentir-se ansioso de vez em quando, mas a ansiedade excessiva e a contínua preocupação interferem nas atividades do dia a dia e podem ser um sinal de transtorno de ansiedade.

Os sintomas são semelhantes aos de transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e outros tipos de ansiedade, embora todos sejam diferentes doenças. Na maioria dos casos, o transtorno de ansiedade generalizada melhora com medicamentos ou psicoterapia.

- Transtorno de ajustamento

O transtorno de ajustamento é um tipo de doença mental relacionada ao estresse. Quem é vítima dela pode se sentir ansioso ou deprimido, muitas vezes apresentando até mesmo pensamentos suicidas.

Há tratamento para esse transtorno, e a boa notícia é que normalmente ele é bastante breve. Normalmente ele inclui psicoterapia e em certos casos alguns medicamentos, permitindo que você recupere o equilíbrio emocional.

9 sinais precoces de demência

31 OUT 2015
Arte relacionada à demência

Um quadro de demência vai muito além da perda de memória - essa condição complicada é marcada por uma série de sintomas, especialmente no início. Mas eles podem ser sutis e nem sempre fáceis de reconhecer. Então, como saber se você ou um ente querido está mostrando sinais de Alzheimer ou outra forma de demência? De acordo com especialistas, qualquer alteração que seja diferente do comportamento habitual de uma pessoa pode ser um motivo de preocupação. Dê uma olhada em alguns dos primeiros sinais de demência e saiba reconhecer o problema precocemente:
Não compreender sarcasmo

"Em um quadro de demência pode haver comprometimento da função da porção dorso-lateral dos lobos frontais, onde se processa a avaliação dos significados emocionais", explica a neurologista Sandra Cristina Mathias, do Hospital Bandeirantes. Assim, a pessoa com esse tipo de dificuldade não consegue compreender o conteúdo implícito de um sarcasmo. Também é comum essas pessoas não conseguirem interpretar um provérbio e outras frases que contenham sentido figurado - as mensagens passam a ser literais, ou seja, sem significado emocional.

Quedas e tropeços frequentes

Esse quadro pode acontecer por três fatores principais: comprometimento das funções que controlam tarefas visuo-espaciais, das funções de controle do equilíbrio e postura ou comprometimento da área cerebral responsável por planejar e executar o movimento. "Em algumas demências esses sintomas já ocorrem nas fases iniciais, em outras, significam um estágio mais avançado", lembra a neurologista Sandra.

Quando as funções visuo-espaciais são afetas, a pessoa pode sentir dificuldade de perceber a posição de um objeto com relação a outros ou com ela própria. Sem saber exatamente qual a distância entre ela e o objeto, o risco de tropeçar ou esbarrar aumenta. "Se há comprometimento do equilíbrio e postura, o paciente está mais suscetível a quedas, uma vez que o ato de caminhar e se movimentar se torna mais difícil", afirma o neurologista André Felício, do Hospital Israelita Albert Einstein.
Comportamento inapropriado

"O comportamento desinibido está relacionado ao comprometimento da função das regiões cerebrais responsáveis pela tomada de decisão baseada na emoção e ponderadas pela flexibilidade e comportamento social", afirma a neurologista Sandra. Nesses casos, a pessoa pode apresentar um comportamento desinibido e impulsivo, sem considerar o que é socialmente apropriado. "Pode ocorrer a perda do juízo e crítica, gerando desrespeito das leis, atos de impulsividade, irritabilidade, hipersexualidade, euforia e até mudança de hábitos alimentares."
Esquecer a função de objetos

O idoso com demência muitas vezes mostra dificuldade em utilizar objetos comuns e de realizar tarefas motoras em sequências. Por exemplo: a pessoa sabe o que é uma chave e sabe o que é uma fechadura, mas não sabe executar a sequência que liga um objeto a outro. "Ela não consegue ligar as áreas do cérebro responsáveis por seguir os passos, como pegar a chave, colocar na fechadura, girar a chave etc", diz o neurologista André. Em outros casos, a pessoa reconhece a chave, mas não se lembra para que ela serve - no caso, abrir fechaduras. Outro exemplo é a incapacidade de fazer gestos que tenham um significado pré-definido, como o sinal de silêncio, acenar para dar oi ou levantar o polegar em sinal positivo.
Incapacidade de reconhecer objetos ou pessoas

O paciente com demência pode ter dificuldade em reconhecer objetos e pessoas através da visão, apesar desta não ter sido comprometida. Dependendo do grau da lesão, a pessoa pode inclusive não reconhecer mais rostos. Muito além de esquecimentos simples, como quando a palavra "foge" da nossa cabeça, um quadro de demência impossibilita a pessoa de reconhecer objetos e situações presentes no cotidiano e pessoas que ela vê com frequência.
Prostração e perda da empatia

"O paciente pode desenvolver déficit de atenção e de interação com o mundo que o cerca", explica a neurologista Sandra. Um reflexo comum desse déficit é a prostração - ou seja, a pessoa passa minutos ou até horas focada em um mesmo objeto ou no horizonte, ignorando as manifestações externas.

O comportamento apático também interfere no relacionamento com as pessoas. "O idoso perde o interesse pelo que ocorre em sua volta, não identifica as emoções de seus familiares e, por conseguinte, não reage a elas", ressalta Sandra. Esse desinteresse e falta de empatia causa isolamento social, uma vez que o paciente passa a ignorar os sentimentos de seus familiares e pessoas próximas. "É comum, antes que haja o diagnóstico, que os familiares se sintam magoados com o idoso, imaginando que esse comportamento é falta de sensibilidade ou egoísmo."
Comportamento ritualístico

Comportamento ritualístico. Também é uma manifestação inapropriada que se associa ao comprometimento das regiões fronto-orbitárias. Ocorre pela perda do juízo e crítica e pela inflexibilidade e dificuldade de tomada de decisões.
Problemas com o manejo das finanças

Finanças. O idoso com demência não tem capacidade de gerir suas finanças. Vários fatores estão envolvidos. Dentre eles citamos a dificuldade de tomada de decisões, a inflexibilidade de pensamento, dificuldade de raciocínio lógico e de cálculo e o próprio déficit de memória.
Dificuldade de expressão da linguagem

A dificuldade de expressão da linguagem - seja oral ou escrita - pode ser precoce em alguns tipos de demência e bem mais tardia em outras. É comum o paciente sofrer com a perda da comunicação, que pode ser a fala ou o entendimento de uma mensagem. Segundo o neurologista André, no primeiro caso o paciente pode entender o que você fala, mas é incapaz de se expressar pela linguagem falada, e no segundo ele consegue se expressar de todas as formas, mas não entende o que lhe é dito. Em alguns cenários, o idoso pode se expressar e compreender a linguagem falada, mas não reconhece as palavras escritas ou tem dificuldades para escrevê-las.

No caso de comprometimento no grupo compreensão, é importante que a família fica atenta aos sinais que ela pode apresentar, pois é muito difícil reconhecer essa dificuldade. Geralmente, a pessoa não responderá as perguntas de forma adequada, e falará sobre assuntos que não estão sendo discutidos no momento.

Veja os cinco maiores entraves a novos tratamentos contra o câncer

31 OUT 2015
Pessoa fazendo tratamento de câncer

Com o envelhecimento da população, morreremos cada vez mais de câncer, e nunca as farmacêuticas estiveram tão voltadas para a oncologia. O problema é que os cientistas esbarram agora em algumas questões difíceis de contornar.

Veja abaixo cinco delas, do papel da genética no diagnóstico ao uso do sistema imune do paciente para criar novas drogas.

É possível usar a genética para prevenir o câncer?

Talvez o câncer seja uma doença que todo mundo teria se vivesse o suficiente. O problema é que algumas pessoas desenvolvem a doença justamente nos primeiros 100 anos de vida –e cada vez mais pessoas estão chegando lá.
O barateamento do sequenciamento genético permite tentar saber quem serão os azarados. A ideia é que os cientistas vejam quais mutações estão associadas a cada tipo de tumor e até mesmo quais drogas funcionam melhor em cada caso, embora apenas uma parcela pequena dos pacientes possa, de fato, se beneficiar desses avanços.
Os exames da moda são os painéis genômicos, que pesquisam alguns genes-chave e buscam alterações que podem indicar a propensão a desenvolver um câncer. A eficácia desse tipo de exame, no entanto, ainda está longe de ser alta ou universal.

Como o tumor se relaciona com o organismo?

Estuda-se cada vez mais o chamado microambiente tumoral. "Além das células que estão se proliferando, outras do organismo colaboram para o desenvolvimento do tumor", diz o oncologista e professor da Universidade John Hopkins (EUA) Gilberto Lopes.
Outro mecanismo que pode mudar o trajeto de uma célula e transformá-la em um maligna são alterações epigenéticas, isto é, que não alteram a sequência genética, mas que pode aumentar ou diminuir a expressão de uma proteína importante para a proliferação celular, por exemplo.
Os estudos ainda buscam entender que hábitos das pessoas levam a isso ou que tipo de drogas poderiam influenciar a expressão dos genes.

Qual será o papel da pesquisa em imunologia?

Os imunoterápicos são a grande novidade da área. As drogas vêm sendo testadas e aprovadas por agências reguladoras, como o FDA nos EUA, e são a aposta de várias indústrias farmacêuticas para ganhar espaço no crescente mercado de tratamentos contra o câncer.
Algumas funcionam "soltando o freio" imposto pelos tumores ao sistema imunológico ou mesmo bloqueando as ações de proteínas que favorecem o desenvolvimento tumoral.
Essas drogas funcionam como "agentes infiltrados", que possuem uma missão bastante específica de neutralizar os inimigos-chave. O grande desafio das novas técnicas é ganhar aplicabilidade mais geral: poucos pacientes possuem o perfil em que as drogas têm seu melhor desempenho, o que torna o desenvolvimento de moléculas mais personalizadas um desafio.

Estudar câncer em roedores é mesmo útil?

Sim, mas o grande problema é que eles nem sempre reproduzem as condições presentes em humanos, como o microambiente tumoral ou mesmo o metabolismo e bioquímica do corpo humano.
Outro problema é que, até por uma questão de padronização da pesquisa, os animais de experimentação têm pouquíssima variação genética entre si –os tumores são sempre muito parecidos. Em humanos, porém, com tanta diversidade genética e de influência do ambiente, cada tumor é único, e cada um responde de um jeito aos tratamentos.
Os cientistas estão apostando agora em modelos diferentes, como o desenvolvimento do tecido tumoral em um gel, ou mesmo alterando a biologia dos modelos animais para que o progresso da doença nos seus organismos se pareça mais com o que acontece em nossa espécie.

Existe chance de uma cura definitiva para a doença?

Existe a cura do ponto de vista científico –ausência completa de células tumorais no organismo– ou do ponto de vista do paciente, que se sente "curado" quando a doença está controlada.
"Os exames de imagem não mostram alterações, e o paciente está vivendo bem, podendo inclusive falecer outras causas", diz Marcelo Cruz, oncologista do Hospital São José. Para os cânceres de mama e de intestino descobertos precocemente, a chance de cura pode superar os 90%.
O problema são as doenças em estágios avançados e alguns tipos de tumor mais agressivos, como o câncer de pâncreas.
Uma perspectiva otimista e verossímil é que a o câncer se torne, ao longo do século, a depender da produção de novas drogas, uma doença crônica, como o diabetes e a Aids, diz Mauro Zukin, oncologista do Grupo COI, no Rio.

Por que deixamos de fazer terapia antes do período recomendado?

24 SET 2015
Pessoa conversando no tratamento

Um estudo da Universidade de Houston (EUA) publicado na edição de setembro do Journal of Clinical Psychology estudou pacientes em terapia com o intuito de explicar o porquê de muitos deixarem de ir ao terapeuta subitamente antes do período recomendado.

Pesquisas anteriores mostraram que metade das pessoas não termina o tratamento. Mais do que falta de afinidade ou dificuldades com o tratamento o que os cientistas descobriram é que, na maioria dos casos, pacientes tendem a deixar o tratamento quando melhoram muito rápido.

"Quanto mais rápido melhoram comparado com quando começaram o tratamento, maior a probabilidade de abandonarem a terapia", diz Partha Krishnamurthy, professor da Universidade de Houston e autor do estudo.

O estigma associado ao tratamento de problemas mentais pode ser outra razão. Embora não há evidência direta, o especialista pondera que há indícios de que o paciente leve o estigma em conta quando pensa sobre abandonar o tratamento.

Como chegaram a essa conclusão

Os pesquisadores recrutaram 139 pessoas em uma clínica de tratamento para transtorno de ansiedade focada na terapia cognitivo comportamental (um tipo de abordagem que tem por foco a substituição de hábitos considerados nocivos por outros mais saudáveis).

Durante cada seção, os níveis de ansiedade dos pacientes eram avaliados. O que os pesquisadores encontraram com essa avaliação era que quanto mais baixa a ansiedade, maior a probabilidade de abandono da terapia.

O resultado, avaliaram os cientistas, contradiz o que estudos normalmente concluem sobre tratamentos: que, quanto maior o progresso, mais os pacientes aderem. Essa conclusão, dizem, provavelmente não se aplica à saúde mental.

"Quando o paciente começa a melhorar, o desejo da melhora fica menos importante quando comparado com os custos emocionais, financeiros, sociais e o tempo destinado à terapia", escreveram os pesquisadores.

O problema, acreditam os cientistas, é que muitos pacientes melhoram rápido porque acessam técnicas de alívio de sintomas, como o relaxamento e até a medicação e, quando abandonam a terapia, ainda não resolveram outras questões mais estruturais.

Saídas para melhor tratamento

"Como fazemos com que as pessoas façam algo que não é necessariamente divertido?, pergunta Krishnamurthy.

Ele e sua equipe acreditam que o foco em ganhos futuros, mais do que no progresso da terapia pode ajudar a melhorar a adesão ao tratamento.
Incentivos financeiros, como redução e descontos após um número de seções, também pode funcionar como incentivo.

"No final do dia, a melhora no tratamento é o resultado de decisões e escolhas, tanto quanto de medicações e técnicas. O entendimento de como os pacientes fazem as decisões é um componente crítico para o atendimento à saúde", conclui o pesquisador.

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