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Como prevenir as Úlceras de Pressão?

16 MAI 2017
Como prevenir as Úlceras de Pressão?

Ao tratar pacientes que precisam ficar acamados por muito tempo ou que têm dificuldades de locomoção, uma das grandes preocupações de médicos, enfermeiros e familiares é prevenir o aparecimento das chamadas úlceras de pressão (escaras).

Com o objetivo de chamar atenção para o tema, a Sobest (Associação Brasileira de Estomaterapia – Estomias, Feridas e Incontinências) lançou a campanha “Mude de Lado e Evite a Pressão”. Palestras e esclarecimentos sobre o assunto serão realizados em diversos hospitais do país. As ações fazem parte de um movimento internacional, que tem como data principal o dia 19 de novembro, considerado o Dia Mundial de Prevenção da Úlcera por Pressão.

“As úlceras, também chamadas de escaras, são feridas que surgem na pele causadas pela interrupção da circulação em um determinado local do corpo, próximo de uma região óssea. O tempo de formação da lesão depende de cada indivíduo. Por isso, o mais importante é evitar seu aparecimento, porque depois é difícil tratar. Então, quando a pele começa a ficar vermelha, já é preciso ficar atento, porque debaixo daquela região da pele pode haver um grande processo inflamatório. Na verdade, se a lesão atinge o osso, pode servir de porta de entrada para muitas infecções”, explica Maria Ângela Boccara de Paula, presidente da Sobest.

Por isso, a dica fundamental, de acordo com a enfermeira, é virar o paciente acamado a cada duas horas. Se o indivíduo com dificuldade de locomoção não estiver hospitalizado, é importante que os familiares se revezem para realizar o procedimento. “Não é necessário contratar uma pessoa para isso”, reforça.

A enfermeira Maria Ângela deu algumas dicas para quem tem familiares acamados em casa:

- As feridas normalmente aparecem na região sacral (próximo ao cóccix), quadril, nádegas, costas, calcanhares, cotovelos e orelhas. Fique atento especialmente a essas áreas;

- É importante mudar o paciente de posição a cada duas horas

- Na hora do banho, sempre observe atentamente qualquer sinal de vermelhidão na pele;

- Hidrate muito bem a pele do paciente com cremes e óleos;

- O colchão tipo “casca de ovo” é uma boa opção para ajudar a prevenir as úlceras. Entretanto, atente-se à sua espessura, pois ele deve ter, no mínimo, 18 centímetros. Além disso, deve ser trocado a cada duas semanas;

- Não massageie a pele do paciente se a área já estiver lesada;

- Troque com frequência as fraldas dos pacientes que tiverem incontinência urinária ou fecal.

Controle de doenças crônicas pode evitar 1 em cada 3 casos de demência

12 MAI 2017
Controle de doenças crônicas pode evitar 1 em cada 3 casos de demência

SÃO PAULO - Um terço dos casos de demência diagnosticados no Brasil poderia ser evitado com o controle de doenças crônicas como hipertensão e obesidade. É o que indica um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, depois da análise de 1.092 cérebros de pacientes com mais de 50 anos mortos na capital.

Primeiramente, os especialistas verificaram com familiares quantos dos pacientes tinham sintomas e diagnóstico de demência, chegando a 480. Ao analisar o tecido cerebral dessas pessoas, os pesquisadores descobriram que em 50% dos casos a doença era causada pelo mal de Alzheimer, mas que em outros 35% a demência era do tipo vascular, ou seja, associada a episódios de derrames geralmente causados por doenças evitáveis, como a hipertensão.

“A demência vascular pode ocorrer após um derrame grande, mas também acontece após repetidos episódios de pequenos derrames cerebrais, que muitas vezes não têm nenhum grande sintoma e podem passar despercebidos. Na maioria dos casos, esses derrames podem ser prevenidos com uma boa saúde vascular, ou seja, controlando a hipertensão, não fumando, praticando atividades físicas”, explica Claudia Suemoto, professora da disciplina de geriatria da FMUSP e uma das autoras do estudo, publicado no periódico Plos Medicine.

O que chamou a atenção dos pesquisadores foi que a proporção de demência do tipo vascular é maior no Brasil do que em outros países. “Estudos internacionais feitos principalmente nos Estados Unidos e na Europa mostram que a demência vascular corresponde a 20% dos casos nessas populações, o que indica que, no Brasil, as falhas na assistência à saúde podem deixar a população mais suscetível a esse tipo de demência que poderia ser evitada”, diz.

O estudo descobriu ainda que, dos 612 pacientes que não tinham sintomas de demência, 25% apresentaram, nos exames de imagem, lesões cerebrais indicativas do problema. “Pode ser que a doença estivesse na fase pré-clínica (sem sintomas) ou que os familiares achassem que os sintomas eram comuns da velhice”, diz Claudia.

Esquecimentos. Com hipertensão, sobrepeso e pré-diabete, Gilda Quartim Barbosa, de 88 anos, teve a demência diagnosticada há quatro anos. Além da causa vascular, o problema foi agravado pelo mal de Alzheimer, detectado na mesma época. “Ela sempre foi esquecida, trocava o nome das duas filhas, então só notamos quando ficou mais intenso. Nunca tivemos coragem de contar. Ela morria de medo de ter algo assim porque a irmã dela teve o mesmo diagnóstico”, relata a filha Maria de Lourdes Quartim Gotilla, advogada de 60 anos.

Mesmo morando com uma empregada e um cuidador, Gilda começou a se perder dentro de casa e a ligar pedindo ajuda para a filha, que a buscava, levava para dar uma volta no quarteirão e a trazia de volta para a residência. “Só depois desse ritual, ela percebia que estava mesmo no apartamento dela”, diz.

Atualmente, a idosa está com um diagnóstico de demência de moderada para avançada, de acordo com a geriatra Elaine Biffi Alonso Vera, médica da unidade Butantã do Lar Sant’Ana, onde Gilda passou a morar, na zona oeste de São Paulo. “A doença é degenerativa, então o avanço é inevitável. Mas ela está muito bem, até menos agitada do que quando chegou. Entende alguns pedidos, mantém pequenas conversas”, explica a médica, que também aponta a participação da idosa em atividades como a pintura e encontros semanais com crianças de uma creche da região.

“É uma doença muito ruim para os familiares. Mas, quando a visito, veja que ela está feliz. Ela sempre foi muito carinhosa, mas agora se tornou puro amor, abana e manda beijo para todo mundo”, relata a filha, que vê na atual vida da mãe quase uma lição de como a alegria pode estar nas pequenas coisas.

Como idosos podem fazer a vacina contra pneumonia de graça

10 MAI 2017
Como idosos podem fazer a vacina contra pneumonia de graça

Doença que matou 475 mil pessoas no Brasil em 2015, a pneumonia provocou a internação de 1.979.316 de pessoas na Região Sul no mesmo ano, conforme dados do Ministério da Saúde. A imunização contra esta doença para crianças é bastante conhecida, mas há vacina também para adultos, a pneumocócica, disponível na rede pública de saúde. Segundo a pasta, esta é a melhor maneira de prevenção.

Para adultos acima de 60 anos, a vacina contra a pneumonia (em duas doses) pode ser feita gratuitamente com prescrição médica em Porto Alegre, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. No restante do Estado, conforme a Secretaria Estadual da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece a imunização para pessoas acima dos 60 anos que sejam institucionalizadas, ou seja, que morem em locais como asilos ou clínicas geriátricas.

– Muita gente tem condição de fazer a vacina e nem sabe que ela existe. O ideal é que o paciente converse com o médico para saber se tem indicação de fazer. Ainda existem outros tipos de pneumonia causados por outras bactérias que não têm vacina, mas essa é a mais comum, por isso é interessante se vacinar – avalia o médico pneumologista Paulo Teixeira, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Capital

Em Porto Alegre, a vacina é aplicada nos Centros de Referência para Imunológicos Especiais (CRIE) durante todo o ano. São duas unidades: no Hospital Sanatório Partenon e no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas.

– Dentro dos Centros, é uma das vacinas mais procuradas, mas não tivemos falta dela nos últimos anos, conseguimos cobrir a procura da população – afirma a coordenadora do Núcleo de Imunizações de Porto Alegre, Raquel Barcella.

Onde encontrar a vacina

- Em Porto Alegre, com prescrição médica, nos Centros de Referência para Imunológicos Especiais (CRIE), nestes endereços:
Hospital Sanatório Partenon (Avenida Bento Gonçalves, 3.722), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Telefone: 3901-1380
Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (Avenida Independência, 661), de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Telefone: 3289-3339
- No Estado, o SUS fornece a vacina para pessoas acima dos 60 anos e que residam em locais como asilos ou clínicas geriátricas, para ser aplicada pelas equipes de saúde nos próprios locais onde essas pessoas residem.

Quem pode tomar

- Pessoas com mais de 60 anos que tenham, pelo menos, uma destes problemas: HIV/aids, asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas, pneumopatias crônicas (exceto asma intermitente ou persistente leve), asma persistente moderada ou grave, cardiopatias crônicas, nefropatias crônicas, hemodiálise/síndrome nefrótica, transplantados de órgãos sólidos ou de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea), imunodeficiência devido ao câncer ou à imunodepressão terapêutica, diabetes mellitus, fístula liquórica, fibrose cística (mucoviscidose), doenças neurológicas crônicas incapacitantes, implante de cóclea, trissomias, imunodeficiências congênitas, hepatopatias crônicas ou doenças de depósito;

O que levar

- Carteirinha de vacinação, receita do médico indicando a imunização e documento de identidade.
- A receita precisa ser específica com a solicitação da vacina e o motivo pelo qual está sendo indicada.

Vacina da gripe

- Não há problema de fazer as vacinas da gripe e da pneumonia na mesma oportunidade.
– Há estudos que mostram que a resposta imunológica é ainda melhor quando se faz as vacinas da gripe e da pneumonia juntas – destaca o pneumologista Paulo Teixeira.

Parkinson: tratamento, diagnóstico e sintomas

08 MAI 2017
Parkinson: tratamento, diagnóstico e sintomas

Doença neurodegenerativa que causa a perda progressiva e irreversível de neurônios, costuma atingir pessoas entre 55 e 65 anos.O Parkinson reduz a dopamina, neurotransmissor importante no controle dos movimentos.

Como diagnosticar

O diagnóstico é clínico, por meio da análise dos sintomas. Não há exames que comprovem a doença.O acompanhamento médico vai excluindo possibilidades, já que outras enfermidades apresentam sinais semelhantes.

Sintomas

Tremores, rigidez muscular, lentidão e dificuldade em movimentos como cozinha, escrever ou se vestir. Também pode ocorrer diminuição do volume da voz. Os sintomas tendem a aparecer aos poucos, costumam ser mais intensos em um lado do corpo e não necessariamente ocorrem todos juntos. A doença vai atingindo o restante do corpo progressivamente.

Como Prevenir

Não existem fatores que evitem de fato a doença, mas uma vida com alimentação saudável, e principalmente a prática de atividades físicas podem ajudar.

Como Tratar

O Parkinson não tem cura, e os tratamentos apenas aliviam os sintomas. São utilizados medicamentos que repõem a dopamina e, no início da doença, permitem que o paciente fique praticamente livre dos sinais. Existem remédios para cada fase mas, como os neurônios vão morrendo, o efeito da medicação diminui conforme a doença avança.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Convivendo com a doença

O Parkinson não é fatal. Porém, com a diminuição da movimentação, o paciente fica mais propenso a infecções, como as respiratórias e urinárias. O problema pode deixar a pessoa acamada, o que acarreta outras complicações.

 

Bem Estar fala sobre incontinência urinária e cuidados com a roupa íntima

03 MAI 2017
Bem Estar fala sobre incontinência urinária e cuidados com a roupa íntima

Pelo menos 10 milhões de brasileiros têm incontinência urinária. No mundo, o problema afeta aproximadamente 5% das pessoas. O problema atinge idosos e jovens, homens e mulheres, mas existem vários tratamentos, como mostrou essa matéria do Bem Estar.

Maus hábitos, como segurar a urina ou não esvaziar completamente a bexiga, podem provocar a incontinência. Entre os tratamentos estão a fisioterapia, medicamentos, toxina botulínica, implante de neuro-moduladores, que atuam nas raízes nervosas da bexiga e da uretra, e até cirurgia.

O programa também falou sobre roupa íntima. Você lava durante o banho e deixa pendurada? Passa o ferro depois de lavada? Convidamos o consultor e ginecologista José Bento e a diretora de pesquisa e desenvolvimento de cuidados femininos Maria Marcia Caldas para debater o assunto.
Os especialistas explicam que está errado pendurar a roupa íntima no box do banheiro. O certo é coloca-la para secar em local ventilado. Isso porque o banheiro é um local quente e úmido, o que aumenta as chances de proliferação de fungos.

45% dos brasileiros adultos têm ao menos uma doença crônica, diz pesquisa da Unicamp

01 MAI 2017
45% dos brasileiros adultos têm ao menos uma doença crônica, diz pesquisa da Unicamp

Pesquisa da Unicamp, em Campinas (SP), revela que 45% dos brasileiros com 18 anos ou mais sofrem de doenças crônicas não transmissíveis. E as principais são: hipertensão, diabetes, artrite e reumatismo, problemas na coluna, depressão e a asma.

Este levantamento faz parte da 1ª Pesquisa Nacional de Saúde, que avaliou 60 mil pessoas no Brasil e ajudou a traçar o perfil das doenças e pacientes. O estudo teve a participação de outras universidades e institutos no país.

Segundo os pesquisadores, as pessoas com menor nível de escolaridade e sem plano de saúde particular são as que mais sofrem. Ter doença crônica faz com que os pacientes tenham limitações para o dia a dia no convívio pessoal e no trabalho.

A doméstica Maria Costa Gomes Santos não tem formação escolar e comprova a pesquisa.

“Eu tenho diabetes, pressão alta e colesterol”, afirma ela.

A pesquisadora Marilisa Berti Santos explica esta relação de escolaridade com doenças.


“A tendência é que as pessoas de melhor nível sócio econômico, e de melhor escolaridade, têm mais condição e informação para desenvolver hábitos mais saudáveis. Os mais vulneráveis têm mais dificuldades dessa adoção de comportamento “, explica Marilisa Barros.

 

Mulheres são maioria

E o que chamou muito a atenção dos especialistas nesta pesquisa é o fato de as mulheres representarem 59,05% do total de pacientes com doenças crônicas, enquanto os homens são 40,95%.

De acordo com a pesquisadora da Unicamp, as mulheres são maioria porque procuram mais serviços de saúde e acabam tendo mais diagnósticos do que os homens.

“Eu não procuro muito o médico não, só nos últimos casos”, confirma a pesquisa o pedreiro Maurício de Souza Silva.

A esposa do pedreiro em 30 anos de relacionamento aponta que o marido vai pouco mesmo ao médico.

“Ele precisa estar morrendo para ir”, completa a mulher dele, a doméstica Olga Guimarães Silva, que disse ir sempre ao médico.

 

 

Atividade física pode reduzir impacto do excesso de peso e obesidade na terceira idade

27 ABR 2017
Atividade física pode reduzir impacto do excesso de peso e obesidade na terceira idade

Pesquisadores holandeses descobriram que os benefícios da atividade física podem diminuir o impacto da obesidade sobre as doenças cardiovasculares em pessoas de meia-idade e idosos.

Um novo estudo do Erasmus University Medical Center, de Roterdã, mostra que a atividade física pode diminuir o risco de doença cardiovascular, independentemente do índice de massa corporal, ou IMC.

Segundo os pesquisadores, em idosos, a perda de peso, especialmente não intencional, está associada à perda muscular e à morte. A atividade física está associada a menor risco de doença cardiovascular, independentemente da idade.

Estar acima do peso ou com obesidade pode ter efeitos nocivos por meio do tecido adiposo, acelerando o processo aterosclerótico e aumentando o risco cardiovascular. A atividade física, no entanto, pode reduzir os efeitos da aterosclerose, reduzindo a estabilização de placas sobre os vasos sanguíneos e as demandas de oxigênio do coração.

Os pesquisadores seguiram 5.344 pessoas de 55 a 97 anos, sem doença cardiovascular, de 1997 a 2012. Os dados foram coletados sobre o IMC, atividade física, tabagismo, consumo de álcool, dieta, educação e história familiar de ataque cardíaco. Os participantes foram divididos em três categorias de peso: normal, sobrepeso e obesidade. Depois, divididos em baixo ou alto nível de atividade física.

Os resultados mostraram que 16% dos participantes tiveram um evento cardiovascular durante os 15 anos de acompanhamento. Os pesquisadores descobriram que a atividade física estava ligada à diminuição do risco de doença cardiovascular, independentemente do IMC, e não houve relação entre o IMC sozinho e doença cardiovascular.

O estudo descobriu que pessoas com excesso de peso ou com obesidade com altos níveis de atividade física não apresentavam risco aumentado de doença cardiovascular, mas pessoas com sobrepeso ou obesidade com baixos níveis de atividade física tiveram um risco 1,33 e 1,35 vezes maior de doença cardiovascular.

Os resultados mostram que a atividade física desempenha um papel crucial na saúde de pessoas de meia-idade e idosas.

O estudo foi publicado no European Journal of Preventive Cardiology.

Divertículos do cólon quase sempre são inofensivos, mas diverticulite aguda exige tratamento imediato

25 ABR 2017
Divertículos do cólon quase sempre são inofensivos, mas diverticulite aguda exige tratamento imediato

Ao realizarmos exames de imagem no aparelho digestivo, como ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética, é comum nos depararmos com a presença de divertículos do cólon. Os divertículos são pequenas bolsas que se formam com o passar dos anos na parede do cólon. A partir dos 70 anos de idade, sete entre cada dez pessoas terão divertículos - condição conhecida por moléstia diverticular do cólon. O que fazer diante da presença de divertículos?

"Nada", responde o dr. Paulo Alberto Falco Pires Correa, cirurgião do aparelho digestivo no Hospital Sírio-Libanês. Segundo explica o médico, na maioria das vezes os divertículos são inofensivos, a não ser que se inflamem e causem a diverticulite aguda ou apresentem sangramento intestinal (enterorragia).


Os divertículos, além de serem formados com o enfraquecimento natural dos tecidos do intestino por conta da idade, estão relacionados também a predisposições genéticas e a dietas pobres em fibras (veja abaixo).

Fibra alimentar

Os alimentos ricos em fibras criam um volume fecal maior, diminuindo a pressão sobre o intestino e retardando o surgimento de divertículos. Recomenda-se então o consumo de 20 gramas de fibras por dia.

- Aveia (100 g) = 33,5 g de fibras

- Farelo de trigo (2 colheres de sopa) = 11,8 g de fibras

- Feijão (1 concha) = 7,22 g de fibras

- Brócolis (1 xícara) = 5,1 g de fibras

- Pão integral (2 fatias) = 3,6 g de fibras

- Goiaba (unidade média) = 5,04 g de fibras

- Maçã (unidade média) = 5 g de fibra


A diverticulite, por sua vez, ocorre quando há inflamação ou infecção de um ou mais divertículos.

Não existem comprovações científicas de que sementes ou outros alimentos possam ir parar nos divertículos, causando sua inflamação. "Isso é um grande mito", ressalta o dr. Correa.

Os divertículos não apresentam sintomas clínicos, mas as diverticulites costumam causar:

- Dor abdominal.

- Constipação intestinal (prisão de ventre) ou diarreia.

- Sangue nas fezes.

- Náusea.

- Vômito.

- Febre.

Diante de qualquer um desses sintomas e suspeita de diverticulite, um serviço de Pronto Atendimento deve ser procurado com urgência.

Diagnóstico e tratamento da diverticulite

A partir dos sintomas relatados pelo paciente, o médico costuma solicitar um exame de tomografia computadorizada do abdômen para detectar a presença e a inflamação de divertículos. Essa avaliação é feita externamente através de imagens obtidas e processadas pelo aparelho de tomografia computadorizada.

Alguns exames de sangue como hemograma e proteína C reativa (PCR) também ajudam nesse diagnóstico.

O exame de colonoscopia, que permite visualizar o intestino internamente através de um tubo flexível (colonoscópio) introduzido pelo ânus, não deve ser indicado em casos de suspeita de diverticulite, pois pode acabar perfurando os divertículos e agravando o quadro.

Na diverticulite aguda, o tratamento é feito com antibióticos e analgésicos, prescritos pelo médico, e com uma dieta que visa o "descanso" do intestino. Ou seja, muito líquido e pouca fibra. Essa combinação se mostra eficaz para curar a infecção em aproximadamente dez dias na maioria dos casos.

Segundo avalia o dr. Correa, uma das principais mudanças dos últimos anos envolvendo o tratamento cirúrgico de urgência da diverticulite aguda está na diminuição da necessidade de colostomia. Esse procedimento, utilizado hoje apenas em casos mais graves da doença, consiste em uma abertura cirúrgica na parede abdominal, ligando nela uma terminação do intestino, pela qual as fezes e gases passam a ser eliminados em uma bolsa. "Essa estratégia nos ajudava a evitar infecções sistêmicas graves durante o tratamento da diverticulite", comenta. "Mas hoje, como o diagnóstico e o tratamento dessa doença são cada vez mais precoces, não existe mais tanto essa necessidade", compara.

Uma das situações mais graves da doença diverticular do cólon ocorre quando há perfuração dos divertículos inflamados. Em alguns casos, eles passam a acumular pus, aumentando assim o risco de inchar e se romper. Com isso, o pus pode levar bactérias e fungos para o abdômen, causando uma peritonite. Essa situação exige a realização de cirurgia para evitar danos ainda maiores, como uma infecção generalizada.
A cirurgia para a diverticulite aguda complicada pode ser feita por via aberta convencional (incisão maior) ou laparoscópica (três ou quatro orifícios na região do abdômen). Ela retira os tecidos doentes e faz uma ligação entre duas extremidades do cólon, restabelecendo o funcionamento normal do intestino.

O serviço de Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês está preparado para diagnosticar e tratar os diferentes casos de diverticulite. Diante da necessidade de cirurgia, o Centro Cirúrgico do hospital, localizado na unidade Bela Vista, dispõe de salas equipadas com foco de tecnologia LED, materiais de laparoscopia de alta definição, mesas cirúrgicas de última geração e sistemas integrados de vídeo.

Nova droga para colesterol alto diminui o risco de infarto e AVC

24 ABR 2017
Nova droga para colesterol alto diminui o risco de infarto e AVC

Aprovado desde o mês de abril do ano passado, o remédio evolocumabe, do laboratório Amgen, figura como uma das maiores novidades da medicina dos últimos tempos. Também pudera: as pesquisas mostraram uma redução de até 60% no valor do LDL, o colesterol ruim, após o início do tratamento. Tanto é que ele já entra como uma opção terapêutica para os casos em que a estatina, o medicamento mais utilizado para diminuir a quantidade de gordura da circulação, não funciona direito ou para os pacientes com hipercolesterolemia familiar, desordem de origem genética em que a quantidade dessas partículas no sangue atinge níveis assustadores.


Apesar de dados tão impressionantes, ainda não existiam trabalhos capazes de demonstrar que, ao derrubar as taxas de colesterol, o evolocumabe também afastaria infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros desfechos cardiovasculares. Mas a dúvida foi solucionada: durante o Congresso do Colégio Americano de Cardiologia, que aconteceu no último final de semana, cientistas apresentaram dados do estudo Fourier, que reuniu mais de 27 mil pacientes (693 deles brasileiros) de 49 países diferentes.


Durante um período de 26 meses, metade do grupo tomou injeções mensais do novo remédio, enquanto a outra parcela recebeu doses de placebo, ou seja, picadas na pele sem nenhum efeito terapêutico evidente. Importante mencionar que todos receberam comprimidos diários da tal estatina. Após esse período, os dados mostraram uma queda média de 20% em eventos cardiovasculares na turma que recebeu o evolocumabe, em comparação com a outra turma. O risco de infarto caiu 27% e o de AVC foi reduzido em 21%. Os resultados foram publicados no prestigiado periódico científico The New England Journal of Medicine.

Autotransplante de medula óssea ajuda no tratamento do câncer

19 ABR 2017
Autotransplante de medula óssea ajuda no tratamento do câncer

Você já deve ter ouvido falar em transplante de medula óssea. Mas você sabia que um paciente pode receber sua própria medula óssea como parte do tratamento? Um verdadeiro “autotransplante”. Trata-se do transplante autólogo de medula óssea, recurso atualmente mais utilizado do que o transplante alogênico (quando outra pessoa é a doadora).

A medula óssea é o popular tutano, tecido presente no interior de vários de nossos ossos. Ela é responsável pela produção dos componentes celulares do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas. As funções dessas células são bem variadas. As hemácias transportam oxigênio; os leucócitos fazem a defesa contra microrganismos invasores e as plaquetas colaboraram para impedir sangramentos em nosso corpo.

Sendo assim, para alguns casos de câncer que se desenvolvem a partir de células do sangue, o tratamento pode exigir a destruição da medula óssea para eliminação do clone doente. Nessa situação, a recuperação da medula pode se dar por células de um doador (transplante alogênico) ou do próprio paciente (transplante autólogo).

Hematogista no Hospital Sírio-Libanês, o dr. Celso Arrais Rodrigues explica que o transplante autólogo de medula óssea é um procedimento complementar à quimioterapia. “Usamos o autotransplante para casos específicos de câncer em que as chances de cura ou o controle com longos períodos de quimioterapia são grandes”, comenta. “Já o transplante alogênico destina-se a tumores com poucas chances de cura apenas com o uso da quimioterapia”, compara.


As principais indicações atuais do transplante autólogo são:

  • Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin — nesses casos busca-se a completa eliminação da doença (cura) pelo tratamento.
  • Mieloma múltiplo — nesses casos o objeto é manter o paciente sem sinais e sintomas da doença por vários anos.

Como é feito o transplante autólogo de medula óssea?

O “autotransplante” ou transplante autólogo de medula óssea, assim como o transplante alogênico, se assemelha mais a uma transfusão de sangue do que a uma cirurgia propriamente dita.

Antes de iniciar a quimioterapia, o paciente recebe um medicamento para estimular sua medula e aumentar a quantidade de células-tronco circulando em seu sangue. O procedimento é repetido várias vezes, até que a quantidade de células seja suficiente para a recuperação do paciente. Esse processo recebe o nome de aférese.

As células colhidas são infundidas então no paciente no dia seguinte ao término da quimioterapia. Para melhor conservação das células durante o período que separa os dois procedimentos, o material colhido é congelado e mantido em um freezer ou em nitrogênio líquido até a data do transplante.

Segundo o dr. Celso Arrais, o autotransplante é um procedimento que ajuda a restabelecer a capacidade de produção de células e todo o sistema imunológico do paciente durante o tratamento contra o câncer. “As próprias células-tronco do paciente são devolvidas a ele após a quimioterapia, reconstituindo a medula óssea que foi atingida pelos quimioterápicos”, descreve o hematologista.

Autotransplantes apresentam efeitos colaterais?

O transplante autólogo de medula óssea por si só é um procedimento considerado seguro. Sua realização não costuma provocar eventos adversos, além daqueles usualmente relacionados à quimioterapia, como mucosite (inflamação da boca e da garganta com dificuldade para engolir), náuseas e vômitos, que podem ocorrer enquanto durar esse tratamento.

Há alguns anos, a idade máxima para o transplante autólogo era de 65 anos de idade, mas devido aos avanços na medicina hoje não existe mais um limite por faixa etária, informa o dr. Celso Arrais. “Pacientes em boa condição clínica e sem muitas doenças graves associadas podem ser considerados para esse procedimento”, comenta o médico. “Até mesmo pacientes com doença renal grave podem ser considerados, com algumas adaptações”, acrescenta.


Tecnologia de ponta em prol dos pacientes

No último mês de agosto, a Unidade de Transplante de Medula Óssea do Hospital Sírio-Libanês completou cinco anos de atividade. Durante esse período foram realizados mais de 280 procedimentos.

Um dos diferenciais de nossa unidade está na tecnologia de filtragem de ar e água. Como os pacientes têm sua imunidade diminuída após o transplante, precisamos de um ambiente altamente purificado, reduzindo os riscos de infecções. O ar e a água de toda a unidade passam por um processo minucioso de filtragem e um sistema de antecâmaras isola totalmente o ar do leito, que não se mistura à atmosfera dos corredores.

A Vitamina B12 ajuda a retardar o envelhecimento cerebral

18 ABR 2017
A Vitamina B12 ajuda a retardar o envelhecimento cerebral

Babak Hooshmand, médico e investigador principal do Center for Alzheimer Research - Aging Research Center, do afamado Karolinska Institutet, em Estocolmo, Suécia, bem como os seus colaboradores, constataram que as perdas de volume total do cérebro foram menores entre os indivíduos com níveis plasmáticos iniciais de vitamina B12 mais elevados, enquanto que o oposto foi verdadeiro, para aqueles com níveis mais altos de homocisteína.

A homocisteína é um aminoácido plasmático que está envolvido no desenvolvimento quer de doenças cerebrais, quer cardiovasculares. O seu aumento é nefasto, sendo o seu metabolismo controlado por vitaminas do complexo B, como a B6 e B12.

Os investigadores avaliaram dados de 501 participantes com 60 ou mais anos de idade do Swedish National Study on Aging and Care, em Kungsholmen. Nenhum dos indivíduos apresentava como valor base qualquer tipo de demência no início do estudo. Foram realizadas, em 299 dos participantes, ressonâncias nucleares magnéticas repetidas entre 2001 e 2009.

Os participantes foram submetidos a rigoroso exame clínico e avaliação detalhada. Dados sociodemográficos, história clínica e uso de drogas ou medicamentos foram também avaliados.

Foram recolhidas amostras de sangue venoso para avaliar os níveis circulantes de vitamina B12, folato eritrocitário e aminoácidos sulfurados.

Desde o início deste estudo populacional e longitudinal e durante os seis anos de acompanhamento seguintes, houve uma diminuição do volume cerebral de 74,3% para 71,6% não atribuível aos níveis de folato (vitamina B9) e outros aminoácidos sulfurados.

No entanto, os aumentos dos níveis iniciais de vitamina B12 estiveram associados a uma menor perda do volume total de tecido cerebral.

Inversamente, níveis aumentados de homocisteína total, principalmente entre indivíduos com pressões arteriais sistólicas superiores a 140 mm Hg, estão associados a maiores perdas de volume do tecido cerebral.

Este estudo, publicado na edição de junho de 2016 do jornal Jama Psychiatry, aponta por isso na direção de alguns fatores que contribuem para o envelhecimento cerebral, como a deficiência de vitamina B12, níveis elevados de homocisteína e hipertensão arterial não controlada.

"A vitamina B12 e a homocisteína total podem ser indicadores independentes de marcadores de envelhecimento cerebral entre idosos sem demência", escrevem os pesquisadores.

Se esta relação for causal, e para isso devem ser realizados ensaios clínicos, a complementação alimentar com vitaminas do complexo B pode ser de extrema utilidade para evitar danos cerebrais decorrentes do aumento dos níveis de homocisteína.

Brasil quer reduzir em 30% o consumo de refrigerante e frear obesidade até 2019

14 ABR 2017
Brasil quer reduzir em 30% o consumo de refrigerante e frear obesidade até 2019

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou no dia 14 de Março três novos compromissos do governo para diminuir a obesidade no Brasil. As metas da pasta fazem parte dos eventos da Década das Ações das Nações Unidas para a nutrição, que visa o acesso universal a dietas mais saudáveis e sustentáveis para os países da América Latina e do Caribe.

Ministro Ricardo Barros ao lado de integrantes do projeto de ação da Nações Unidas frear a obesidade (Foto: Wellington Dourado/G1)

 

As metas do governo são:

- Deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019;

- Reduzir em 30% o consumo de refrigerantes e sucos artificiais;

- Aumentar em 17,8% o consumo de frutas e hortaliças.


Barros afirmou que vai discutir com o ministro da Educação, Mendonça Filho, uma forma de o Ministério da Saúde oferecer aos alunos de escolas públicas campanhas para estimular o consumo de alimentação saudável.


"Isso vai permitir que as crianças sejam orientadas nesta questão da alimentação, no exercício físico, e também sejam qualificadas a manusear os alimentos”, disse o ministro.


De acordo com o governo, os números de obesidade no país ultrapassam a marca de pessoas com fome. "Nosso desafio agora é inverso: é preciso ensinar a população a descascar mais e desembalar mais".


O evento Década das Ações das Nações Unidas para a Nutrição foi lançado no ano passado pela Organização das Nações Unidas (ONU). No encontro desta quinta, representas do órgão alertaram sobre a transição alimentar que os países da América Latina passam. Segundo uma pesquisa divulgado em 2016 que 58% da população da América Latina está com sobrepeso e 23% está obesa.

 

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