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As doenças mentais estão relacionadas com a idade?

11 ABR 2017
As doenças mentais estão relacionadas com a idade?

Quem nunca ouviu dizer que com a idade as doenças mentais se tornam mais frequentes? Será uma verdade ou um mito? Como se diz “a idade não perdoa” e, com o passar dos anos, existem várias fragilidades que vão surgindo. São exemplos a diminuição da força muscular e da resistência dos ossos. Com isto torna-se inevitável a diminuição quer das faculdades físicas, quer das mentais, e tudo isto são fatores que promovem o aparecimento de transtornos mentais. Portanto sim. A idade traz consigo o peso das doenças mentais, mas não se deve apenas a prioridades biológicas.

Determinadas áreas da psicologia, essencialmente a psicologia da personalidade, estimaram que somos fruto de fatores biológicos (a genética) mas não só. Num estudo sobre a genética comportamental verificou-se que a genética apenas nos influencia em cerca de 40%, sendo o fator ambiental/meio aquele que mais nos influencia, em cerca de 60%.

Com isto, um outro fator que predispõe os mais velhos a transtornos mentais são as influências ambientais. Com o recorrer dos anos deparamo-nos com várias mudanças ao longo da nossa vida, e algumas bem marcantes, como é o caso das perdas. Na Terceira Idade, esta é uma circunstância que, infelizmente, está muito presente nas suas vidas e pode levar muitas vezes ao isolamento. Mas também devemos ter em conta restrições financeiras, a perda da autonomia, entre outros. Tudo isto em conjunto com os fatores biológicos predispõe as pessoas idosas a doenças mentais.

Transtornos psiquiátricos mais comuns

O Alzheimer é um dos exemplos de que mais ouvimos falar e que mais associamos às pessoas mais velhas. É uma doença que provoca deterioração global progressiva e irreversível a nível cognitivo. As suas consequências passam por alterações no comportamento, na personalidade e até na capacidade funcional da pessoa (dificultando as atividades diárias).

Ainda não se sabe a verdadeira causa desta doença, mas as investigações nesta área passam por fatores ambientais, perturbações bioquímicas e processos imunitários (referindo-se estes dois últimos a fatores biológicos).

Para terminar, os transtornos depressivos são outro exemplo de um transtorno psiquiátrico que afeta com mais frequência a população idosa e que podem ser de origem genética ou ambiental. Umas das maiores causas é o impacto na qualidade de vida do indivíduo de alterações sociais negativas, como são exemplo as perdas de entes queridos e a diminuição da atividade. Estas situações estão associadas ao desenvolvimento da depressão.

Acessório antigo pode reduzir as quedas sofridas por idosos: a bengala

07 ABR 2017
Acessório antigo pode reduzir as quedas sofridas por idosos: a bengala

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia está tentando convencer milhões de brasileiros a retomar um hábito de segurança que já foi muito comum entre as pessoas de mais idade, mas que se perdeu.


Ele gosta de passear, mas estava ficando difícil.


“O uso da bengala melhorou a confiança em mim mesmo”, disse o aposentado Serafim José de Moura Lana.


Passos mais seguros para ele e menos sofridos para ela. Dona Maria quis a ajuda da bengala quando sentiu os efeitos de um desgaste no joelho.

 

“Porque no princípio doía muito a perna”, explicou dona Maria Kruger, de 90 anos.

 

A dor tem explicação. Quando a gente dá um passo, durante quase metade do tempo, todo o peso fica em cima de um lado só do corpo.

 

Com isso, quando uma pessoa caminha, ela joga sobre cada perna uma força que corresponde a mais que o dobro do peso dela. Mas se estiver usando uma bengala, aí, não. Essa força fica dividida e o peso que vai sobre a perna diminui bastante.


E tem ajuda no equilíbrio, também. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 30% dos idosos sofrem ao menos uma queda por ano.


“Se eu tivesse com a bengala, não tinha caído”, admite Carmelita Martins Moreira, de 98 anos.


Por isso a Sociedade Brasileira de Ortopedia vai desenvolver campanhas para mostrar a importância do uso da bengala. Muitos idosos, por constrangimento, evitam usá-la. E a bengala poderia diminuir um outro número importante: nos últimos cinco anos, subiu em 30% o número de fraturas em idosos.


“Um terço dessas pessoas que fraturam o colo do fêmur podem vir a morrer um ano após o ato da fratura, mesmo sendo bem operado e atendido no momento correto da lesão”, explicou Carlos César Vassalo, ortopedista e diretor da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

 

É preciso ficar atento aos sinais de quando uma bengala é necessária. Veja um teste simples.


“Você traça uma distância de quatro metros e pede para o idoso caminhar na sua velocidade usual. Se ele demorar mais de cinco ou, então, se ele tem muito desequilíbrio, é sinal que ele tem um problema, que deve ser avaliado por um profissional de saúde”, explica Edgar Nunes, geriatra do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais.

 

É o médico que vai indicar o tipo de bengala. O tamanho dela também é importante. Deve ficar como a do seu Serafim, na altura do quadril.


“Eu conto com ela porque as calçadas onde a gente anda no Brasil não são preparadas para acolher o idoso, o que enxerga menos, o deficiente. E a bengala ajuda nesse sentido”, diz seu Serafim.

CÃES E OUTROS BICHOS-TERAPEUTAS

06 ABR 2017
CÃES E OUTROS BICHOS-TERAPEUTAS

Nem só de cavalos é feita a terapia com animais. Outros seres de quatro patas (e até os duas asas) são usados para ajudar o ser humano a cuidar de sua saúde e a lidar com suas limitações.

 O denominador comum a todas as terapias com bichos é a facilidade de estabelecer vínculos com os animais e o conforto emocional que eles trazem, segundo o fisioterapeuta Vinícius Ribeiro, diretor da ONG TAC (Terapia Assistida por Cães).

 As características de cada espécie são usadas para criar diferentes estratégias de tratamento. Por exemplo, aves, como o papagaio, são boas em terapias com autistas. "A criança faz um ruído e a ave imita. É um retorno sensorial muito grande", diz a psicopedagoga Liana Santos.

Tartarugas entram em jogos de tabuleiro para ajudar casos de agitação excessiva e de ansiedade e haja paciência para esperar o bicho percorrer as casas até chegar ao ponto estabelecido.

 Coelhos anões são usados para desenvolver a coordenação motora: segurar aquela bolinha de pelos macia e que não para de se mexer é um ótimo exercício.

 As grandes estrelas, no entanto, são os cães. Além da empatia fácil, o hábito cultural de tratar o cachorro "como gente" faz dele um mediador de conflitos.

"O animal é um catalisador de emoções, a pessoa expressa seus sentimentos por meio dele: diz que quem está triste, cansado, chateado é o cachorro", exemplifica Ribeiro.

 Os cães também podem ser adestrados para objetivos terapêuticos específicos de fazer fisioterapia com o paciente a reconhecer quando a pessoa precisa de afeto.

 Em alguns países, há cachorros sendo treinados para serem cuidadores de idosos com Alzheimer. "Eles evitam, por exemplo, que a pessoa saia sozinha e se perca", conta Ribeiro.

 A presença de um cão também provoca a liberação de hormônios ligados a sensações prazerosas.

 "Estudos com autistas mostram que o convívio com o cachorro aumenta a liberação de oxitocina, hormônio ligado ao afeto e à interação social", diz o fisioterapeuta.

 Nesse clima, até uma cansativa sessão de fisioterapia parece ser feita sem esforço. "Que criatura. A gente vê nos olhos dela que está gostando", diz Manuelina de Moraes Santa Lúcia, 81, beijando sua "treinadora", a pug Filó, 3, depois de passar quase uma hora fazendo exercícios com os cães da TAC.

Cientistas desenvolvem "beijo da morte" que promete a cura para o câncer

03 ABR 2017
Cientistas desenvolvem

Cientistas britânicos desenvolveram uma espécie de "beijo da morte", que promete acabar com as proteínas ruins, conhecidas por serem as causadoras do câncer e também de doenças como a de Huntingdon.

A descoberta foi feita por uma equipe da Universidade de Dundee, na Escócia. Em tentativas de erradicar o câncer anteriormente, foi possível perceber que as proteínas ruins haviam desenvolvido uma resistência à drogas. Desse modo, os pesquisadores passaram a tentar anulá-las direcionando essas proteínas, por meio de moléculas, até ligá-las a agentes neutralizantes.

 

O professor Alessio Ciulli, da Escola de Ciências da Vida de Dundee, explica: "o que foi crucial para nossa pesquisa, é que, descobrimos que não basta que esta proteína neutralizante se aloje perto da proteína ruim. É preciso fazer contato direto, como se fosse 'beijá-la', e não é apenas um pequeno beijo, mas um verdadeiro abraço, para fazer efeito.”


É por isso que os cientistas passaram a chamar essa descoberta de "beijo da morte", já que esse é o método para garantir a degradação da proteína ruim.

Para os pesquisadores, o maior problema é a dificuldade de encontrar moléculas que possam se ligar com sucesso e, ao mesmo tempo, destruir as proteínas ruins. "É uma área altamente complexa, uma vez que estas proteínas podem enganar os reguladores dentro da célula e ser extremamente difícil identificar com inibidores", afirma Ciulli.

Método


O professor conta que a pesquisa feita em Dundee nos últimos anos tem contribuído para estabelecer uma abordagem diferente, que foi teorizada por muito tempo, mas que só agora é plenamente realizada por este último trabalho.


"Em vez de usar a pequena molécula para tentar desabilitar a proteína ruim, desenvolvemos uma maneira de modificá-la para que ela possa ser usada para atrair as proteínas neutralizantes, que então se ligam ao seu 'vizinho ruim' e agem contra ele, iniciando umprocesso de aniquilação", esclarece Ciulli.

Agora os cientistas esperam que essas proteínas causadoras do câncer antes, "não controláveis" possam ser removidas completamente.

 

EXPECTATIVA DE VIDA DOS BRASILEIROS

29 MAR 2017
EXPECTATIVA DE VIDA DOS BRASILEIROS

 

A expectativa de vida dos brasileiros, segundo o IBGE, era de 75 aos 5 meses e 26 dias em 2015. Aumento de 3 meses e 14 dias em relação ao ano anterior.

Pela estimativa dos IBGE as mulheres passaram de 78,8 anos, em 2014, para 79,1 anos, em 2015. Os homens tem uma expectativa menor, de 71,9 anos, passaram para 71,6 anos. Na média a expectativa dos brasileiros fica em 75,5 anos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística utiliza esses dados para que o Governo Federal possa determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

O estado com maior expectativa de vida tanto para homens quanto para mulheres é Santa Catarina. Mulheres com 82,1 anos e homens 75,4 anos.

Já o estado com menor expectativa de vida é o Maranhão com uma previsão de 70,3 anos para ambos os sexos.

 

Como identificar sintomas da doença que causa cegueira repentina

24 MAR 2017
Como identificar sintomas da doença que causa cegueira repentina

Todos os anos no Reino Unido, a vista de pelo menos 3 mil pessoas é danificada por uma doença chamada arterite de células gigantes, também conhecida como arterite temporal.

Os sintomas podem aparecer de repente e resultar em cegueira irreversível se a doença não for diagnosticada e tratada de forma rápida.

A reumatologista Saleyha Ahsan disse à BBC que alguns pacientes confundem os sintomas com os de uma enxaqueca e descrevem "uma dor de cabeça como se o cérebro estivesse sendo espremido". Ela disse ser necessário ficar atento "a dores no couro cabeludo ao pentear o cabelo".

Além das dores de cabeça e da sensibilidade aumentada no couro cabeludo, outros sintomas são dor na mandíbula e problemas de visão.

A doença é causada por uma inflamação da parede de artérias da cabeça (têmporas) e do pescoço, causando estreitamento dos vasos, acúmulo de células de grande tamanho (daí o nome 'arterite de células gigantes') e redução do fluxo de sangue pelo local.

 

Se a artéria afetada fornecer sangue para o nervo ótico, que transmite informações da retina para o cérebro, o bloqueio pode causar cegueira, temporária ou permanente.

Mulheres com mais de 50

A arterite de células gigantes atinge principalmente pessoas com mais de 50 anos e em especial, mulheres.

Para lidar com o problema, o sistema de saúde público britânico (NHS na sigla inglesa) criou um esquema para que a doença possa ser diagnosticada o mais rápido possível.

Imagem de uma artéria temporal danificada por arterite de células gigantes (GCA, sigla da doença em inglês)

As clínicas públicas foram instruídas e treinadas para agendar consultas com um reumatologista, em casos suspeitos, dentro de 24 horas.

Se o paciente estiver sob risco, ele é imediatamente examinado por ultrassom - se o paciente tiver a arterite temporal, o exame revelará uma faixa preta, uma "auréola negra", ao redor da artéria temporal.

O paciente é tratado com esteroides.

Este sistema de resposta rápida, acabou salvando a visão de Roger Keay. "O médico reconheceu a condição imediatamente. Fez um teste de ultrassom e me mostrou na tela. Salvou a minha vista. Eu sou um homem de sorte. Se eu tivesse 1 milhão de libras daria a ele", disse Keay.

Com a abordagem, foi possível reduzir o número de casos de perda de visão parcial e total no país.

Uma artéria saudável à esquerda e outra afetada pela arterite de células gigantes à direita

Os sintomas da arterite de células gigantes geralmente se desenvolvem de forma rápida, mas pode haver sinais preliminares - tais como perda de peso, suores, cansaço, febre leve, perda de apetite e depressão.

A reumatologista Saleyha Ahsan explica que a arterite pode ser consequência de outra doença menos grave chamada polimialgia reumática, que gera dor muscular e até imobilidade. As condições podem aparecer de forma independente, mas muitas vezes juntas.

A arterite de células gigantes atinge cerca de um décimo das pessoas com polimialgia reumática no Reino Unido.

Sintomas:

  • Dor de cabeça repentina não aliviada por analgésicos (tende a afetar um lado)
  • Dor no couro cabeludo (escovar o cabelo pode ser doloroso)
  • Inchaço nas artérias temporais visível a olho nu
  • Dor na mandíbula especialmente quando se fala e se mastiga
  • Problemas de visão, incluindo visão dupla, turva e perda de visão em um ou ambos os olhos

Controle intensivo da pressão arterial pode reduzir as mortes por doença cardiovascular

20 MAR 2017
Controle intensivo da pressão arterial pode reduzir as mortes por doença cardiovascular

Aumentar os esforços para reduzir agressivamente a hipertensão arterial sistólica poderia salvar mais de 100.000 vidas por ano, de acordo com um estudo apresentado no American Heart Association's Council on Hypertension 2016 Scientific Sessions, realizado de 14 a 17 de setembro de 2016 em Orlando, Flórida.

Pesquisadores americanos usaram dados do período de 1999 a 2006 do Systolic Blood Pressure Intervention Trial (SPRINT). O estudo SPRINT incluiu adultos em idade de 50 anos e mais idosos com PAS de 130 a 180 mm Hg, todos com alto risco de doença cardiovascular.

Com base em uma taxa de mortalidade anual de 2,2% para a população, eles previram que cerca de 107.000 mortes poderiam ser evitadas todos os anos através da redução intensiva da pressão arterial sistólica (a menos de 120 mm Hg). Dos 18 milhões de participantes estudados, 8,9 milhões tinham leituras sistólica no ponto mais alto do espectro - 145 mm Hg ou superiores. E sua taxa de mortalidade anual foi de 2,5%. Mas, com o controle intensivo, os pesquisadores projetaram que 61.000 mortes seriam evitadas a cada ano.

 

Terapia do riso melhora qualidade de vida dos residentes em lares de idosos

15 MAR 2017
Terapia do riso melhora qualidade de vida dos residentes em lares de idosos

A terapia do riso melhora a qualidade de vida dos moradores dos lares de idosos, de acordo com um estudo publicado no Journal of Clinical Nursing.

Investigadores da Turquia compararam a eficácia da terapia do riso (dois dias por semana, durante 21 sessões no total) em 32 residentes de um lar de idosos versus um grupo controle de 33 residentes em outro lar de idosos que não receberam terapia do riso.

Os pesquisadores descobriram que os escores de qualidade de vida total e parcial (funcionamento físico, função física, dor corporal, saúde geral, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde espiritual) aumentaram significativamente no grupo experimental após a intervenção com a terapia do riso em relação ao pré-teste.

Segundo os autores, a terapia do riso deve ser fornecida como uma intervenção de enfermagem rotineira em lares de idosos, escrevem os autores.

Cientistas descobrem relação entre diabetes e alzheimer em mulheres

10 MAR 2017
diabetes e alzheimer

Um grupo de pesquisadores do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra (Portugal) descobriu como o diabetes tipo 2 pode ser um fator para desencadear o mal de alzheimer nas mulheres.

Através de testes realizados com roedores durante vários anos, pôde-se demonstrar que a redução de estrogênio - associada à "pre-menopausa" nas mulheres - é acelerada pelo impacto do diabetes.

A pesquisa também aponta que a redução do hormônio no cérebro contribui para o processo de degeneração dos neurônios, o que desencadeia uma disfunção cognitiva.

Além disso, os cientistas puderam comprovar nos ratos que a redução de estrogênio é explicada pela incapacidade de ser transportado na corrente sanguínea até o cérebro, ocorrendo o mesmo com o colesterol, que está relacionado com a produção do hormônio.

Ana Duarte, uma das autoras do estudo, assegura que "o sexo feminino está considerado como fator de risco para a doença de alzheimer, sobretudo, a partir da menopausa".

No entanto, Ana assegura que "pouco se sabe sobre a fase prévia à menopausa, por isso os resultados da pesquisa sugerem que o fato de ser do sexo feminino ou masculino afeta de forma diferente a comunicação entre as células do cérebro".

Os cientistas também concluíram que os ratos fêmea com níveis de estrogênio iguais ou inferiores aos dos machos desenvolveram mecanismos de adaptação para combater elementos que se acumulam no cérebro e que estariam associados ao alzheimer.

Segundo a pesquisa, alguns elementos protetores, como a insulina, poderiam explicar como os ratos fêmea apresentam menos marcadores patológicos de demência que os machos.

O estudo conclui, entre outras questões, que é necessário estabelecer mecanismos de prevenção do diabetes tipo 2 em diferentes períodos da vida para prevenir o alzheimer.

O que é ser velha?: aos 105 anos, britânica faz ioga, dirige e bebe vinho quase todo dia

23 FEV 2017
Eileen Ash

Quem vê Eileen Ash chegar para sua aula de ioga em Norwich, no sudeste da Inglaterra, não suspeita que ela completa nada menos do que 105 anos neste domingo.

Após estacionar seu carro compacto amarelo sem qualquer vacilo, ela caminha rapidamente na direção de um amigo para cumprimentá-lo antes de ir para a sala de exercícios.

Lá dentro, amigos a esperam para celebrar antecipadamente seu aniversário. "Ela a nossa rainha da ioga. Parabéns, Eileen!", diz um deles, seguido por aplausos de toda a turma.

Conhecida como a ex-jogadora de críquete mais longeva ainda viva e a primeira a ultrapassar os 100 anos, Eileen nasceu em 1911, estreou no esporte em 1937 e representou a seleção inglesa por 12 anos. Hoje, se dedica apenas a aperfeiçoar seus movimentos e posições na ioga.

"Faz bem para o cérebro, porque você tem de pensar. E fortalece os músculos", diz ela à BBC. "Você simplesmente se sente saudável."

Questionada se, por causa da idade avançada, ela não sente dores comuns entre idosos ao acordar, ela responde com bom humor:

"Ainda não. Quando eu for velha, vou sentir. Aparentemente. Mas o que é ser velha?"

E qual é o segredo de uma vida tão longa?

Eileen diz que comer bem e tomar duas taças de vinho "quase todos os dias" contribuem, mas o principal é outra coisa.

"Os esportes, estar ao ar livre e ficar ativa. Mesmo quando jovem, eu costumava escalar muitas árvores. Isso ajudou, sabe?", brinca ela, com um sorriso no rosto.

Em seguida, pensa por um instante e emenda: "Tive muita sorte com a genética".

Esperança para amenizar o Alzheimer

17 FEV 2017
Alzheimer

"Estudos avançam para encontrar a cura dessa doença que atinge milhares de pessoas em todo o mundo"

Uma droga experimental se mostrou capaz de impedir a formação de uma proteína tóxica no cérebro humano, minimizando significativamente uma das principais causas do mal de Alzheimer.

O sucesso inicial, com um grupo de 32 pacientes que sofrem da doença degenerativa, levou os cientistas a testá-la em 2.000 pessoas. Se funcionar, a substância poderá chegar ao mercado.

Os resultados foram descritos na revista "Science Translational Medicine" por uma equipe ligada ao Departamento de Neurociência da empresa farmacêutica Merck.

O estudo é importante porque ninguém ainda havia achado um meio seguro de interferir na formação da proteína beta-amiloide.

Ela forma grandes placas no cérebro de quem sofre de Alzheimer e leva à mortandade em massa dos neurônios (o que explica a perda de memória e outros sintomas).

O ano de 2017 será da luta contra a depressão. Informe-se e ajude alguém

10 FEV 2017
depressão

A OMS (Organização Mundial da Saúde) elegeu 2017 o ano do combate à depressão. O objetivo da entidade é eliminar estigmas, disseminar informação e incentivar que indivíduos busquem ajuda. O envolvimento da comunidade, diz a organização, é fundamental. Jornalistas, cidadãos, familiares, blogueiros, pessoas que usam redes sociais… etc… todos estão convidados a se engajarem na campanha.

"Depressão pode ser prevenida e tratada. Um melhor entendimento do que é a doença e como pode ser prevenida vai ajudar a reduzir o estigma e mais pessoas vão procurar ajuda", destaca material informativo da entidade.

O preconceito com doenças mentais, com a depressão inclusa, é uma barreira no mundo inteiro para que pessoas busquem tratamento. Falar sobre a condição, seja com um membro da família, amigo, um profissional – ou ainda, em grupos maiores, como a escola, o lugar do trabalho ou na mídia, ajuda a quebrar o estigma.

A depressão causa intensa angústia e tem impacto na vida diária. Até as tarefas mais simples, como escovar os dentes, podem ser um peso para quem está passando pelo episódio. No pior dos casos, a doença pode levar ao suicídio: hoje, ele é segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

Um dos primeiros pontos frisados pela OMS é que a depressão pode ocorrer com qualquer um. Pessoas de todas as idades, de todos os lugares do mundo, de todas as condições sociais, de todos os ambientes familiares, de todas as raças e gêneros podem passar por algum episódio em algum momento da vida.

Apesar de afetar a todos, no entanto, a OMS tem como principal foco grupos que estão em maior situação de vulnerabilidade: adolescentes e adultos jovens, mulheres que acabaram de ter um bebê e adultos acima de 60 anos.

A depressão pode afetar a todos em qualquer fase da vida. Foto: CC0/Domínio público

A depressão pode afetar a todos em qualquer fase da vida. Foto: CC0/Domínio público

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A depressão é uma doença caracterizada por tristeza e perda de interesse em atividades que você normalmente gosta, acompanhados por uma incapacidade de realizar atividades diárias com pelo menos duas semanas. Além disso, as pessoas com depressão normalmente apresentam:

  • Perda de energia;
  • Uma mudança no apetite;
  • Dormem muito ou pouco;
  • Têm ansiedade;
  • Apresentam concentração reduzida;
  • Ficam mais indecisas;
  • Ficam mais inquietas;
  • Apresentam sentimentos de inutilidade, culpa ou de falta de esperança;
  • Têm pensamentos de autoagressão (podem se violentar ou também
  • podem deixar de comer ou de se cuidarem);
  • Pensam em suicídio.

Qual o tratamento?

A superação da depressão geralmente envolve uma terapia de fala (psicoterapia), antidepressivo ou uma combinação destes.


Fique atento às principais mensagens:

- A depressão é um transtorno mental comum que afeta pessoas de todas as idades, de todas as esferas da vida, em todos os países.

- O risco de se tornar deprimido é aumentado pela pobreza, desemprego, eventos de vida como a morte de um ente querido ou uma ruptura de relacionamento, doenças físicas e problemas causados pelo uso de álcool e drogas.

- A depressão causa angústia mental e pode afetar a capacidade das pessoas de realizar até mesmo as tarefas diárias mais simples, com consequências às vezes devastadoras para relacionamentos com a família e os amigos.

- A depressão não tratada pode impedir que as pessoas trabalhem e participem da vida familiar e comunitária.

- Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio.

- A depressão pode ser eficazmente prevenida e tratada.

- Superar o estigma frequentemente associado à depressão fará com que mais pessoas busquem ajuda.

- Falar com as pessoas que você confia pode ser um primeiro passo para a recuperação.

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