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MG decreta situação de emergência em 152 cidades com casos de febre amarela

06 FEV 2017
Vacina da febre amarela

O registro de febre amarela no leste de Minas fez o governador Fernando Pimentel (PT) decretar nesta sexta-feira, 13, situação de emergência em 152 municípios. A Secretaria de Saúde suspeita que o atual surto teve início com o contágio de um morador da zona rural. Segundo estatísticas oficiais, é alto o índice de homens, sobretudo acima de 40 anos, moradores de área não urbanizadas, que não procuram postos para imunização.

O Estado não registrava números semelhantes de febre amarela desde 2002, quando 12 pessoas morreram no Serro, no Vale do Jequitinhonha, e cidades da região, vizinha da que hoje registra casos da doença. Desde o início do ano, o número de mortes por suspeita de febre amarela na região é de 38 – 8 a mais que no relatório de quinta-feira. Há um total de 20 mortes prováveis pela doença (quando exames iniciais comprovaram a doença, mas restam outros testes a serem feitos). Do total, dez são de homens com idade próxima de 40 anos. Também já foram registrados 133 casos suspeitos da doença, 23 a mais que no relatório anterior.

O Estado liberou R$ 26 milhões para ações de combate à doença. A superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador, Deise Aparecida dos Santos, afirma que, pelo fato de a vacina contra a febre amarela estar no calendário de imunização, são pequenas as chances de uma epidemia a partir de pessoas que tomaram a vacina. "Uma situação dessas geralmente acontece com habitantes da zona rural que não procuraram imunização", diz.

A estratégia do governo para conter a doença é aumentar a vacinação. Os 152 municípios que fazem parte do decreto de emergência integram as regionais de saúde de Coronel Fabriciano (Vale do Aço), Governador Valadares (Leste), Manhumirim (Zona da Mata) e Teófilo Otoni (Vale do Mucuri). O decreto vale por 180 dias e tem como objetivo a "adoção de medidas administrativas". Na prática, permite compra de medicamentos e contratação de profissionais de saúde sem licitação.

A repercussão das mortes ainda fez moradores de regiões não afetadas, até o momento, procurarem postos de saúde. Em Belo Horizonte, que está a 200 quilômetros de Coronel Fabriciano, a regional de saúde mais próxima da capital, já há registro de corrida a centros de saúde para imunização. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, entre 9 e 11 de janeiro foram aplicadas 5.908 doses na cidade. No centro de Serra, onde normalmente dez pessoas são inoculadas por dia, o número subiu para cerca de 200. A prefeitura garante manter estoque de 50 mil doses.

Fernando Pimentel esteve nesta sexta em Teófilo Otoni e pediu que as prefeituras abram todos os postos de saúde para vacinação durante o fim de semana. "Temos em estoque mais de um milhão de doses", disse. O Estado criou ainda uma "sala de situação" contra a crise.

Preocupação. Para o infectologista Jessé Reis Alves, coordenador do Ambulatório de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, "o aumento de casos é muito expressivo", mas a grande preocupação é que a doença passe a ser transmitida no meio urbano. Todos os casos humanos conhecidos hoje foram adquiridos após picadas de mosquitos silvestres, que, por sua vez, se contaminaram ao picar macacos doentes.

O medo é que se houver muitas pessoas doentes em uma área urbana muito populosa, mosquitos urbanos, como o Aedes aegypti, que até os anos 1940 transmitiam a doença em cidades, voltem a fazê-lo. "Mas ainda não há nenhuma evidência de que haja ciclo urbano."

O médico observa ainda que as áreas de risco não aumentaram. Pelo menos desde 2009, o mapa de áreas nas quais o Ministério da Saúde recomenda vacinação inclui todo o Estado de Minas e o noroeste e oeste de São Paulo. "Mesmo se a pessoa estiver indo para Belo Horizonte, é bom vacinar, porque vai que surge algum passeio que não estava previsto para uma área de campo", alerta Alves. "Já quem for ficar em São Paulo, fique tranquilo, não há risco."

Pesquisadores desenvolvem tecnologia que detecta diversas doenças

30 JAN 2017
Pesquisadores desenvolvem tecnologia que detecta diversas doenças

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, desenvolveram em parceria com colegas da University of Oxford, da Inglaterra, uma plataforma tecnológica que pode resultar na criação de biossensores ultrassensíveis para o diagnóstico rápido e precoce de uma série de doenças, como câncer de mama e de próstata, mal de Parkinson e Alzheimer, entre outras.

Resultado de um Projeto Temático, apoiado pela FAPESP, a tecnologia foi apresentada em uma palestra realizada na quinta-feira (17/11) durante a FAPESP Week Montevideo.

Organizado pela Asociación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM), a Universidad de la República (UdelaR) e a FAPESP, o simpósio, que ocorre até sexta-feira (18/11) no campus da UdelaR, em Montevidéu, tem como objetivo fortalecer as colaborações atuais e estabelecer novas parcerias entre pesquisadores da América do Sul nas diversas áreas do conhecimento. Participam do encontro pesquisadores e dirigentes de instituições do Uruguai, Brasil, Argentina, Chile e Paraguai.

“A plataforma tecnológica que temos desenvolvido é tão sensível que permitiria detectar câncer de próstata, por exemplo, em um estágio muito inicial, quando ainda há poucas células cancerígenas em circulação e que seriam impossíveis de serem diagnosticadas por meio de uma biópsia, por exemplo”, disse Paulo Roberto Bueno, professor da Unesp de Araraquara e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

O método consiste na medição da presença de anticorpos específicos, proteínas ou outros biomarcadores (parâmetros biológicos mensuráveis que permitem conhecer o estado de uma doença ou a resposta a um fármaco) numa amostra de sangue ou outros tipos de amostras biológicas por meio de eletrodos em escala microscópica.

Ao imobilizar uma molécula biológica, como um anticorpo marcador de uma determinada doença, na superfície dos microeletrodos projetados em nível molecular, é possível detectar, por exemplo, a presença de seu antígeno em uma amostra de sangue, por meio de métodos capacitivos quânticos (sinais quânticos moleculares).

Isso porque, ao entrar em contato com o anticorpo imobilizado sobre o microeletrodo, o antígeno presente na amostra de sangue de um paciente altera o sinal elétrico capacitivo (a carga elétrica) da superfície do material de forma bastante sensível.

Com base na medição da mudança do sinal elétrico da superfície dos microeletrodos é possível determinar em minutos a presença do antígeno na solução e quantificá-la de forma específica e livre de efeitos interferentes de outras proteínas existentes na matriz sanguínea.

“Esse processo nos permite criar um sistema ultrassensível e altamente seletivo para determinar a presença de moléculas biológicas de interesse clínico em uma amostra de sangue, por exemplo”, afirmou Bueno.

A fim de identificar apenas um tipo de molécula de interesse dentre milhares de outras presentes na amostra de sangue de um paciente – e que também podem afetar o sinal elétrico –, o sistema faz uma análise espectroscópica de substâncias baseada na produção e interpretação de seus espectros de capacitância (grandeza elétrica).

Para isso, o método proposto por um grupo de pesquisadores liderado por Bueno compara, por exemplo, uma amostra de sangue padrão sem a presença de um determinado anticorpo – utilizado como sinal elétrico de referência – com a amostra que se pretende analisar.

Qualquer sinal elétrico diferente do sinal de referência pode ser identificado e quantificado pelo método, explicou Bueno.

“Essa tecnologia também permite a combinação de vários eletrodos para detectar a presença e quantificar diversos biomarcadores simultaneamente, como os associados ao câncer de próstata”, exemplificou o pesquisador.

O principal biomarcador da doença é o Antígeno Prostático Específico (PSA) que, em níveis elevados, indica o desenvolvimento desse que é o segundo tipo de câncer que mais causa mortes de homens no Brasil – atrás apenas do câncer de pulmão. Os níveis de PSA, contudo, podem variar naturalmente.

A fim de determinar o risco de um paciente desenvolver câncer de próstata, o método pode rastrear ao mesmo tempo o PSA e outros biomarcadores, como o PSA total e uma proteína chamada PAP, também relacionada à doença.

“Se o sistema detectar que todas essas três proteínas estão variando de forma constante e concomitante em um determinado paciente, o médico pode identificar o risco de desenvolvimento da doença e encaminhá-lo para um tratamento preventivo, por exemplo”, disse Bueno.

“O mesmo conceito é válido para outras doenças degenerativas, como o mal de Parkinson e Alzheimer, que necessitam de diagnóstico precoce”, avaliou.

Os pesquisadores vislumbram a possibilidade de utilizar a tecnologia para fazer diagnóstico emergencial de outras doenças, como a dengue e as causadas pelo Zika vírus, no local de ocorrência.

Em vez de coletar a amostra de sangue de um paciente com suspeita de infecção pela dengue ou Zika vírus e enviá-la a um laboratório para análise – o que pode demorar semanas –, o método poderia ser usado para analisar a amostra na própria residência por agentes de saúde. Os resultados dos exames poderiam ser encaminhados via internet para um hospital da região onde o paciente seria encaminhado para tratamento.

“Além de agilizar o diagnóstico, o método pode ser útil para mapear focos dessas doenças e alertar o sistema de saúde, por meio da criação de um banco de dados inteligente, que poderia resultar no desenvolvimento de um método de vigilância on-line para todo o país, possível de ser atualizado diariamente”, avaliou Bueno.

Potencial de mercado

A tecnologia resultou em cinco patentes, depositadas pela University of Oxford em cotitularidade com a Unesp e divididas entre pesquisadores das duas instituições.

De olho no potencial de mercado do sistema, a universidade britânica fundou uma spin-off – empresa nascente de base tecnológica derivada de uma instituição de pesquisa –, chamada Oxford Impedance Diagnostics, que licenciou três das cinco patentes e pretende ampliar o desenvolvimento da plataforma tecnológica.

A startup obteve um financiamento “semente” (seed money) de 2 milhões de libras esterlinas – equivalente a quase R$ 7 milhões – de investidores, incluindo fundos de investimento da própria University of Oxford, e investidores “anjos”.

“O modelo de negócios da empresa indica que em até oito anos devem ser criados alguns testes rápidos que serão comercializados internacionalmente para detecção de uma série de doenças com base na plataforma tecnológica que estamos desenvolvendo”, afirmou Bueno.

Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

27 JAN 2017
Fruta amazônica pode tratar Alzheimer

Uma fruta da Amazônia pode ajudar no tratamento de uma doença que atinge 1 milhão de pessoas no Brasil: o Alzheimer. O camapu (Physalis angulata) é característico da região e é estudado pelo Grupo de Pesquisa de Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica, da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os pesquisadores descobriram que suas propriedades estimulam o crescimento de neurônios no hipocampo cerebral, região do cérebro associada à memória, podendo ajudar no tratamento da doença.

Com a produção de novos neurônios, estimulados pela substância, é provável que haja conexões entre as células do cérebro, o que poderia produzir reversão da perda de memória recente, característica comum em doentes de Alzheimer. Os cientistas também apostam que, ao usar o camapu, também seja possível uma reversão da morte neural, muito comum em pacientes que apresentam depressão

Acidental

Os responsáveis pela pesquisa já entraram com o pedido de patente das substâncias e ação farmacológica nos mercados nacional e internacional. "Estamos falando da criação de novos neurônios, algo que não era possível há um tempo atrás", diz Milton Nascimento da Silva, integrante do grupo. A pesquisa foi iniciada em 2011 e Milton compara os resultados obtidos com os de Alexander Fleming, médico escocês que, acidentalmente, descobriu a penicilina. Foi o que aconteceu, com o extrato da fruta, quando a professora Gilmara Bastos, integrante do grupo, testava o extrato em laboratório visando a atividade anti-inflamatória e descobriu as propriedades benéficas ao cérebro. Com a eficácia e a eficiência da droga comprovadas, os pesquisadores aguardam a 2ª da pesquisa que, segundo o professor Milton Nascimento, é a saída da área acadêmica para a análise de órgãos fiscalizadores e a indústria.

Novos estudos com a planta e testes clínicos em pacientes serão feitos

Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito nessa 2ª fase do projeto. No momento, os pesquisadores estão trabalhando para oferecer mais subsídios que vão agregar valor à pesquisa. Depois de comprovados os efeitos da droga, ainda é preciso pesquisar a capacidade produtiva da planta e sua plantação.Milton Nascimento afirma que o processo se torna ainda mais delicado por se tratar de um produto natural complexo, difícil de ser sintetizado. "Hoje, estamos fazendo o estudo de viabilidade, com o intuito de saber quanto material orgânico pode ser gerado por hectare plantado", exemplifica o professor. Segundo Gilmara Bastos, os testes já estão sendo feitos em ratos de laboratório. O próximo passo serão os testes clínicos, ainda sem prazo definido.

Para entender

O Alzheimer

É uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas que pode ser tratada. Quase todos os doentes são pessoas idosas. A doença se apresenta como demência ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Estima-se que existam no mundo cerca de 35 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1 milhão de casos.

Análise: Câncer de próstata atinge 1 em cada 6 homens no Brasil

24 JAN 2017
Câncer de próstata atinge 1 em cada 6 homens no Brasil

O câncer de próstata atinge um em cada seis homens no Brasil, totalizando mais de 60 mil novos casos por ano e quase 13.000 mortes neste período. O tumor mais comum no homem é curável quando diagnosticado precocemente, em mais de 95% dos casos, muitas vezes com uma única modalidade de tratamento. Nesta doença silenciosa e que não apresenta sintomas, não existe modo de diagnóstico precoce (exceto quando já muito avançada) que não seja através do rastreamento populacional.

O benefício do rastreamento ainda é discutido em vários países, devido a alguns resultados controversos em termos de eficácia. No entanto, outros estudos comprovam com clareza o seu impacto positivo com redução da mortalidade pela doença em até 40%, custos associados, e efeitos colaterais provenientes dos tratamentos, cada vez mais brandos. Por isso, o rastreamento como rotina populacional ganha cada vez mais espaço, mesmo nas sociedades médicas e países mais conservadores.

Anvisa libera importação de 7 novos produtos com canabidiol

18 JAN 2017
Anvisa libera importação de 7 novos produtos com canabidiol

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou nesta segunda-feira (5) a lista de produtos com canabidiol, derivados da maconha, que podem ser importados por pessoa física, para uso próprio, em um processo mais simples no Brasil.

São 7 novos produtos, quase todos fabricados nos Estados Unidos, que poderão ser importados por brasileiros que precisam de acesso ao canabidiol, em associação com outros canabinóides, como o THC, para tratamentos médicos. O acesso aos produtos deverá ser feito por meio de prescrição médica com indicação da opção de tratamento. A autorização excepcional possui validade de um ano.

Com essa liberação, a Anvisa permite que, ao todo, 11 produtos com as substâncias encontradas na maconha sejam trazidos do exterior. A agência lembra que nenhum deles tem registro no Brasil ou passou por testes clínicos dos órgãos.

Veja a lista de novos produtos liberados

CBDRX CBDOil
Charlotte Web HempExtract
EndocaHempOil
ElixinolHempOilCBD
EVR HempOilCBD
Mary’s Elite CBD Remedy Oil
PurodiolCBD

Produtos liberados desde maio de 2015

CibdexHemp CBDComplex
HempBlend
Real Scientific Hemp Oil (RSHO) CBD
RevividLLC HempTincture

Aos 117, mulher mais velha do mundo come muitos ovos e poucos vegetais

13 JAN 2017
Aos 117, mulher mais velha do mundo come muitos ovos e poucos vegetais

Quando Emma Morano nasceu, Umberto 1º ainda reinava na Itália. A Fiat tinha acabado de ser fundada e o time do Milan não seria criado até semanas depois.

Essa despretensiosa mulher comemorou 117 anos olhando para uma vida que não apenas se estende por três séculos diferentes, mas também sobreviveu a um casamento abusivo que começou com chantagem, à perda do único filho e uma dieta que poucos descreveriam como equilibrada.

Emma, a mais velha de oito irmãos, nenhum deles vivos hoje, nasceu em 29 de novembro de 1899 na região de Piemonte, na Itália.

Ela se tornou oficialmente a mulher mais velha do mundo neste ano, após a morte da americana Susannah Mushatt Jones, em maio. Ela é uma das três pessoas vivas nascidas no século 19 –pelo menos segundo os registros oficiais.

OVOS

A longevidade de Emma, segundo ela, se deve em parte à genética –sua mãe viveu até os 91 anos e várias de suas irmãs chegaram ao centenário– e, em outra, a uma dieta incomum que inclui ingerir três ovos (dois crus) todos os dias por mais de 90 anos.

Câncer de endométrio e obesidade

05 JAN 2017
Câncer de endométrio e obesidade

A incidência e a mortalidade associadas ao câncer de endométrio cresceu com a epidemia mundial de obesidade, mas a conscientização dessa associação ainda não está muito consolidada.

A mortalidade específica pela doença mais que dobrou em mulheres com índice de massa corporal (IMC) de 30 a 34,9 kg / m2 e aumentou seis vezes em associação com um IMC> 40 kg / m2. A mortalidade por todas as causas aumentou, assim como dois terços das mortes entre mulheres com câncer de endométrio em estágio inicial morreram por causas relacionadas à obesidade. Impulsionado pela prevalência de obesidade em mulheres, a incidência de câncer de endométrio nos Estados Unidos deverá aumentar em 55% de 2010 para 2030.

Apesar da clara evidência de contribuições da obesidade para o risco de câncer endometrial, quase 60% das mulheres, em uma pesquisa publicada, não sabia que a obesidade aumenta o risco de desenvolver câncer de endométrio, segundo o estudo publicado na versão on-line do Journal of Clinical Oncology.

"Como a obesidade entre as mulheres jovens continua a aumentar, oncologistas estão vendo mulheres mais jovens com câncer de endométrio", observaram os autores. "Isso afeta a gestão clínica em termos de consideração para a conservação do ovário no momento da cirurgia e os tratamentos de uso de fertilidade."

Os autores acreditam que deva haver, em última análise, maior consciência pública sobre a associação entre obesidade e câncer de endométrio.

Psiquiatra comenta resultados de droga experimental contra Alzheimer

12 DEZ 2016
Psiquiatra comenta resultados de droga experimental contra Alzheimer

Nesta semana, cientistas revelaram resultados promissores de um estudo com uma droga experimental contra Alzheimer. Testes em pacientes apontaram que o verubecestat é capaz de reduzir a formação de placas senis no cérebro de pacientes, tornando-se uma opção promissora para o tratamento da doença.

Neste vídeo, o psiquiatra Daniel Barros comenta sobre a nova esperança de tratamento.

Caracterizado pela perda de memória, da capacidade de realizar tarefas cotidianas e pela piora das funções motoras, o Alzheimer se manifesta no cérebro pela presença de placas senis entre os neurônios e pela formação de emaranhados da proteína tau no interior da célula nervosa.

As placas senis são compostas pela proteína beta-amiloide. O alvo da nova droga verubecestat é justamente a enzima BACE1, que tem um papel importante na produção da proteína beta-amiloide.

Outras iniciativas de pesquisa já tinham tentado desenvolver componentes capazes de bloquear a enzima BACE1, mas, até o momento, todos provocavam efeitos adversos muito graves. Esta foi a primeira vez que uma droga oral inibidora de BACE1 foi aprovada para testes clínicos de fase 3, que envolvem um grande número de pacientes.

Uma única dose da droga foi capaz de reduzir consideravelmente o nível da proteína beta-amiloide no sangue e no fluido cérebro-espinhal de ratos e macacos. Os animais não manifestaram sinais de toxicidade.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados nesta quarta-feira (2) na revista "Science Translational Medicine", foi feita nos laboratórios de pesquisa da famarcêutica Merck.

Médicos listam tratamentos que trazem pouco ou nenhum benefício à saúde

07 DEZ 2016
Médicos listam tratamentos que trazem pouco ou nenhum benefício à saúde

Mulheres com mais de 45 anos não precisam fazer exame de sangue para diagnosticar a menopausa, e um raio-x não ajuda àqueles que sentem dores nas costas, alertou um grupo de médicos.

Estes conselhos foram elaborados pela Academy of Medical Royal Colleges, que reúne 21 instituições de ensino de medicina no Reino Unido.

Em uma tentativa de reduzir o número de procedimentos médicos desnecessários, a organização listou tratamentos que trazem pouco ou nenhum benefício à saúde.

A instituição também recomendou que os pacientes questionem mais os seus médicos sobre os tratamentos indicados.

Para elaborar a lista, profissionais de 11 especialidades identificaram cinco procedimentos comumente usados em suas áreas que não são sempre necessários ou importantes.

A ação faz parte da campanha Choosing Wisely (algo como "fazendo a melhor escolha") que busca fomentar o diálogo entre médicos e pacientes a respeito das melhores opções de tratamento para seus males.

Os conselhos incluem:

- Água de torneira é tão boa quanto soro fisiológico para limpar cortes e machucados

- Pequenas fraturas no pulso em crianças normalmente não exigem o uso de gesso e se regenerarão tão rapidamente quanto se for aplicada uma tala;

- Crianças com bronquiolite, ou problemas respiratórios, geralmente melhoram sem tratamento;

- Só há necessidade de monitorar eletronicamente o coração de um bebê durante o parto se a mãe tiver um risco de complicações acima da média;

- A quimioterapia pode ser usada para aliviar os sintomas de um câncer terminal, mas não cura a doença e pode gerar transtornos adicionais nos últimos meses de vida;

- Fazer rotineiramente exames da próstata que usam um teste conhecido como PSA não levam a uma vida mais longa e podem gerar ansiedade desnecessária.

Essa lista será atualizada por especialistas anualmente.

Autocrítica

A academia diz ter evidências de que os pacientes frequentemente pressionam seus médicos para prescrever ou realizar tratamentos desnecessários.

Isso vai no sentido contrário às orientações do sistema público de saúde britânico, o NHS, que tem recomendado cada vez mais a redução na super-medicação - em outras palavras, nos medicamentos e tratamentos que prescreve.

Já faz algum tempo que os médicos têm sido aconselhados a reduzir a prescrição de antibióticos para seus pacientes, por exemplo.

A academia afirma que pacientes devem se fazer cinco perguntas ao buscar um tratamento:

1 - Realmente preciso desse exame, tratamento ou procedimento?

2 - Quais são os riscos ou efeitos negativos?

3 - Quais são os possíveis efeitos colaterais?

4 - Há opções mais simples e seguras?

5 - O que acontecerá se eu não fizer nada?

Sue Bailey, presidente do conselho da Academy of Medical Royal Colleges, disse à BBC que "alguns desses tratamentos podem ser bastante invasivos e longos".

"Há opções mais práticas e tão seguras quanto, então por que não recorrer a elas?", questionou.

"Acho que temos uma cultura de intervenção. Precisamos parar e refletir sobre qual é a melhor opção para o paciente em suas circunstâncias particulares."

Reumatismo pode atingir pessoas de todas as idades

02 DEZ 2016
Reumatismo pode atingir pessoas de todas as idades

De acordo com a OMS são mais de 15 milhões de indivíduos acometidos pela doença, porém engana-se quem pensa que o problema só atinge os idosos.

Dor ao esticar o braço sobre a cabeça ou ao elevar os ombros até tocar o pescoço, pode ser um alerta para o surgimento de doença reumática. O conceito de reumatismo é abrangente, trata-se de um grupo de enfermidades que afetam as articulações, músculos e esqueleto. O próximo domingo, 30 de outubro, é o Dia Nacional da Luta Contra o Reumatismo, data importante para alertar a população para o diagnóstico precoce e seu tratamento. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) são mais de 15 milhões de pessoas acometidas por doenças reumáticas, mas engana-se quem pensa que só acomete pessoas idosas, elas podem atingir também jovens e crianças.

"As idades de acometimento são variadas, há doenças que se iniciam na infância com a Artrite Reumatoide juvenil, o Lúpus, vasculites como a doença de Kawasaki, que afetam tanto crianças em idade escolar quanto adolescentes. As demais doenças como o Lúpus, a Artrite Reumatoide, Espondilite Anquilosante afetam ampla faixa de idades, de jovens até a meia idade", explicou o Dr. Guilherme Laranja Gomes, reumatologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. "Doenças como a Osteoartrite, algumas miopatias e vasculites podem ser mais encontradas em pessoas mais idosas. Entretanto, é importante ressaltar que não há idade específica para cada doença", complementou.

De acordo com o Dr. Cristiano Zerbini, coordenador do Núcleo Avançado de Reumatologia do Hospital Sírio-Libanês, um outro tipo de reumatismo chamado gota é mais frequente em homens, e pode se apresentar como uma dor muito forte e repentina, geralmente no pé ou no joelho. "A gota está relacionada ao aumento do ácido úrico no sangue e sua deposição nas articulações", disse.

As doenças reumatológicas podem ter longa duração, podendo causar dor e dificuldade para as atividades diárias. "Muitos pacientes podem sentir ansiedade e depressão relacionadas à demora na melhora dos sintomas, assim como a dificuldade para trabalhar em casa ou no serviço, de se divertir com familiares ou amigos e também à dificuldade ou falta de vontade de ter relações sexuais", pontuou Zerbini, que ainda acrescentou: "Uma conversa longa e sincera com o médico pode diminuir várias dúvidas e melhorar os conhecimentos sobre a evolução da doença e o que se espera no futuro".

Segundo o médico, o paciente nunca deve se sentir temeroso em fazer questionamentos, mesmo que sejam problemas de natureza íntima. Conversar sobre seus problemas e possíveis causas de ansiedade pode aliviar a tensão e trazer novo ânimo para a realização do tratamento.

Medicação para câncer de pele é aprovada

28 NOV 2016
Melanoma é um tipo grave de câncer de pele devido à possibilidade de metástase

O tratamento do melanoma avançado, um tipo menos frequente, porém mais agressivo de câncer de pele, ganhou um reforço. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, na semana passada, o Keytruda (pembrolizumabe). Em testes, a medicação se mostrou mais efetiva do que outras, como quimioterapia.

Nos EUA e em alguns países da União Europeia, o remédio também é utilizado para tratar câncer de pulmão de não pequenas células (o mais comum) avançado, câncer de cabeça e pescoço.

O pembrolizumabe é uma imunoterapia. O remédio é um anticorpo que ataca as células cancerígenas e não danifica as saudáveis. O tratamento com o remédio nos EUA custa cerca de U$ 12.500 por mês. No Brasil ainda não há valor estimado, que será determinado pela Câmara de Regulação dos Mercados de Medicamentos.

Melanomas se apresentam como manchas ou nódulos na pele. A exposição ao sol é uma das causas da doença. Hoje, o tratamento ocorre via cirurgia, radio ou quimioterapia e imunoterapia.

Como está a sua memória?

23 NOV 2016
Como está a sua memória?

Você já parou para pensar sobre sua memória? Trabalho, compromissos, afazeres domésticos tornam nossos dias mais ocupados e muitas vezes nossa memória sofre reflexo disso.

A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e evocar as experiências e os fatos já ocorridos. Pode sofrer influência de fatores como nível de consciência, interesse na informação, humor e atenção. Tudo que aprendemos depende da capacidade de memorização.

Na terceira idade é natural que a memória sofra um declínio, porém se dificultar a funcionalidade e autonomia é um sinal de alerta.

As queixas mais comuns são esquecer nomes de pessoas, não encontrar palavras, demorar mais tempo para aprender coisas novas, esquecer uma informação que acabou de ler ou ouvir, esquecer caminhos para chegar a determinado local.

A perda de memória pode estar associada a determinadas doenças neurológicas, a problemas metabólicos, a distúrbios psicológicos (como exemplo, a depressão), e também a certas intoxicações. A patologia mais frequente relacionada à memória é conhecida como demência, sendo a mais prevalente a Doença de Alzheimer, caracterizada pela presença de déficit progressivo na função cognitiva, com maior ênfase na perda de memória, e interferência nas atividades sociais e ocupacionais.

Dessa forma, quando as falhas na memória tornam-se frequentes e passam a atrapalhar seriamente o cotidiano, é preciso buscar ajuda de um especialista. É importante consultar um neurologista ou psiquiatra. E a depender do caso, fazer avaliação neuropsicológica, que investiga o funcionamento cognitivo através de testes e reabilitação cognitiva, que treina as funções afetadas e cria novas estratégias para compensar as dificuldades do indivíduo. Além disso, é importante orientação familiar com intuito de aprender a conviver com as novas limitações do paciente.

Considerando esses fatores, que tal cuidarmos melhor da nossa memória?

Siga algumas dicas:

  • Tenha uma alimentação saudável;
  • Pratique atividades físicas;
  • Evite o estresse;
  • Invista na boa qualidade do sono;
  • Estimule atividades mentais, como leitura. Utilize ao máximo sua capacidade mental;
  • Aprenda novas habilidades, por exemplo, estudar um novo idioma;
  • Faça atividades antigas de uma maneira diferente (ex: faça outro caminho para ir ao trabalho);
  • Interaja socialmente.

Somos aquilo que recordamos. O acervo das nossas memórias faz com que sejamos únicos. Para conservar ou aprimorar nossa memória, a melhor forma é exercitá-la! Vamos começar?!

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